Ratos em hospital preocupam e especialista alerta para o risco de transmissão de doença

Roedores podem transmitir, por meio da urina, a leptospirose. Animais são atraídos pelo acúmulo de lixo, outro problema recorrente no Hospital Regional de Araguaína.

Rato adulto carregava filhote na boca — Foto: DivulgaçãoRato adulto carregava filhote na boca — Foto: Divulgação

Imagens de ratos no Hospital Regional de Araguaína deixaram pacientes e moradores da cidade preocupados. A suspeita é de que os roedores foram atraídos pelo lixo deixado no local. O responsável pelo setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Hospital de Doenças Tropicais em Araguaína, Jader José Silva, disse que a presença dos roedores em ambiente hospitalar gera riscos e pode provocar doenças graves. 

“A urina do rato provoca uma doença grave chamada leptospirose. Se as pessoas circulam onde têm ratos, a mão pode entrar em contato com o solo, isso pode ser absorvido pela pele e a pessoa pode desenvolver essa doença grave. Pode contaminar material, alimentos, água. Para uma área hospitalar, isso é muito grave”, explicou.

As fotos divulgadas nesta terça-feira (18) foram enviadas por acompanhantes de pacientes. “Quando ligou a luz, eles se espantaram e correu uma manada de rato. Muito rato mesmo. Eu contei mais de 10 ratos correndo”, disse um paciente da unidade.

Jader José disse que o acúmulo de lixo atrai os animais. O problema é frequente no hospital. Em junho desse ano, o G1 publicou vídeo e fotos que mostraram pacientes ao lado de sacolas de lixo acumuladas nos corredores. Do lado de fora da unidade, foi registrada uma pilha gigante de lixo, que não estava sendo recolhido há dias.

“Onde tiver roedores, baratas, insetos, seja o que for, em contato com o lixo hospitalar, principalmente, vai disseminar isso para o hospital. Se as pessoas têm contato com esse lixo, elas vão levar isso nas suas sandálias, sapatos para dentro do hospital. A disseminação acaba acontecendo muito mais rápida. Isso pode provocar muitos danos ao hospital, não só financeiro. O paciente vai passar muito mais tempo para se recuperar e pode levar à morte”.

A Secretaria Estadual da Saúde disse que vai convocar as empresas que prestam o serviço para uma ação emergencial de limpeza e que o serviço de combate à praga é feito normalmente nos hospitais do estado.

Fonte: G1