Programa Sabatina

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Na terça-feira (11) o programa SABATINA da radio Comunidade FM entrevistou o ex-ministro das Cidades e candidato ao senado Bruno Araújo. Confira trechos da entrevista, conduzida por César Mello e Jason Lagos.

SABATINA: Espalhou-se no dia de ontem um boato indicando que o senhor poderia abrir mão da candidatura ao senado e ir para uma outra posição nessa eleição. Tem possibilidade de isso vir a acontecer, deputado?

BRUNO ARAÚJO: Isso é falsa propaganda, uma fake news, pois quem me conhece sabe que quando tomo uma decisão, vou em frente com firmeza. Há 30 dias que começamos uma campanha pra senador.  Lógico que fomos o ultimo a entrar, todos os outros candidatos entraram há bem mais tempo. Todos eles são candidatos que já foram majoritários  no Estado, pro Senado, pro Governo , pra Recife, todos os 5 mais bem colocados.  Eu estou pela primeira vez na disputa para o Senado, numa eleição em que todos sabem que a população esta muito desconectada, desiludida. O tempo de televisão diminuiu bastante, não tem mais carro de som e eu que sou muito conhecido nesta região do Agreste, tenho um grande desafio de me tornar conhecido no resto do Estado. Neste pedaço especial nosso que é o Agreste eu sou o candidato ao senado mais pontuado ao lado de Mendonça. Meu desafio agora é ser conhecido pelo resto do Estado. Então, o que se espalhou ontem foi contrapropaganda, a chamada hoje fake news , a notícia falsa, mas nós estamos seguindo firme  e muito motivado de poder levar nossa mensagem a todo o Estado, pois só sou conhecido por 18 % do eleitorado pernambucano e esse é o desafio que a televisão , o rádio e a campanha de rua nos leva para poder avançar no conhecimento eleitorado.

SABATINA: O que fazer pra reverter esse quadro, pra mudar esse jogo faltando 25, 26 dias apenas para as eleições?

BRUNO ARAÚJO: Campanha ! Fazer campanha, estar na rua. Obviamente que  hoje ninguém consegue  em vinte 20 dias  fazer 184 municípios , por isso a importância da televisão , redes sociais, trabalhar nossas propostas  para que ela avance. Obviamente o tamanho do apoiamento; as próprias pesquisas não refletem o apoiamento que nós temos em Pernambuco, no grande número  de prefeitos  e de municípios na oposição. De todos os 184 municípios em Pernambuco, só 10 hoje nós não temos um ponto de apoio, de modo que é uma estrutura politica que aparece sempre quando é mais próxima da eleição . Todos nós acompanhamos  o nosso Senador  Fernando Bezerra Coelho, pai de nosso hoje candidato Federal  em Santa Cruz do Capibaribe, Fernando Filho, que perdia  por muitos pontos  de João Paulo a 4, 5 dias da eleição. Aí as coisas mudaram, no momento em que o voto do senador é a ultima escolha do eleitor, estando sempre em primeiro lugar as dos candidatos a estadual e federal , que são as escolhas locais do município. Depois a presidente e governador, sendo o senador ultimo processo de escolha.

SABATINA: O senhor acha que tem  como Armando Monteiro Neto, Bruno Araújo e Mendonça Filho  se equipararem politicamente e eleitoralmente à frente popular  em Recife e na região metropolitana?

BRUNO ARAÚJO: O  que é a minha sensação?Andando o Estado inteiro e vivendo de perto  nosso sertão,  nosso agreste, há uma nítida impressão de expressiva  vitória no Sertão e todo Agreste de Pernambuco. Digo que temos que nos dedicar mais à região metropolitana, e se você perguntar a minha opinião do por quê, digo para aqueles  que nos  ouvem  aqui em santa Cruz e região, que as pessoas que vivem no Recife, não conhecem os problemas das estradas em Pernambuco, como a infraestrutura  da malha rodoviária de Pernambuco que se acabou. Quem vive na área metropolitana não conhece isso. Quem vive no recife e região metropolitana não sabe o drama de uma moto apreendida, tirada de um trabalhador que sustenta a sua família e que não está em dias com o IPVA altíssimo e injusto, cobrado  pelo governo. Eles não sabem o que está acontecendo com a apreensão de dezenas, centenas de milhares de motos  dos trabalhadores, homens e mulheres do interior . Lá no Recife não se sabe do drama do sertanejo, onde carros pipas não recebem o pagamento do Estado há quase 2 anos.  Enfim, quem tá no Recife não conhece muito de como o governo de Paulo Câmara abandonou o Sertão e o Agreste. Obviamente, Recife sente as dificuldades da saúde que ainda é um pouco menos  humilhante do que pessoas que têm  que viajar 300, 400, 500, 700 quilômetros  pra sair de sua casa no interior e ir  para o  hospital  no Recife. É nesse entendimento que a campanha no Recife, andando, olho no olho, com mobilização, que nós vamos seguramente fazer com que a região metropolitana  possa crescer nas intensões de voto.

SABATINA: A força eleitoral de Lula , tido como um semideus  da política em Pernambuco, intimida o apoio de lideranças, de prefeitos, de deputados, a outros candidatos  à presidência  com medo de perder votos ? O senhor tem feito  claramente a campanha de seu candidato a presidente  Geraldo Alckmin ?

BRUNO ARAÚJO: Tenho, mas obviamente que uma andorinha só não faz verão. O PSDB teve dificuldade nesta eleição muito consistente de avançar  com apoios locais em relação ao nosso candidato nacional. Mas quem me assiste nos meus programas de televisão vai ver que em todos eles  eu tenho a posição, a assinatura, a marca com Geraldo Alckmim, e todos os prefeitos que me conhecem sabem da nossa ligação e da nossa posição partidária. O que Pernambuco precisa perder, e que não faz bem a ninguém,  que qualquer posição em que todos convergem para uma única alternativa, isso nunca faz bem à democracia ou a um Estado. Às vezes as pessoas perguntam : “ qual partido que bruno está? ” Digo: nunca estive em outro partido, sempre fui coerente , fui à vida inteira PSDB. Quando Edson (Vieira) disputou em 98 as eleições para deputado, a primeira que disputamos juntos, eu já era do PSDB. Ou seja, eu tenho mais de 25 anos de partido, nunca tive outra filiação partidária.

SABATINA: O senhor acredita que num segundo turno , Bolsonaro versus Alckmim ou Bolsonaro versus um candidato de esquerda, alguma força politica se aliaria ao candidato Jair Bolsonaro?

BRUNO ARAÚJO: Nós temos que ver, aguardar o que as pesquisas apontam , pois elas dizem que Bolsonaro  teria dificuldade no segundo turno .

SABATINA: Isso numa condição de isolamento , concorda? Mas se ele tiver apoio significativo já muda tudo, não é?

BRUNO ARAÚJO: Veja: ele pode ser presidente mesmo sem apoio nenhum. Alguém que hoje tem 30% das intensões de voto para a presidência, que não tem uma bandeira, não tem um partido consistente fazendo campanha em qualquer lugar no Brasil, não tem tempo na televisão, não tem nada, mas tem o principal, o povo, então ele pode ser presidente sem apoio de um Governador, pode ser presidente com o apoio de um único partido, pode ser presidente sem apoio de qualquer coisa, pois o principal ele tem, o povo. Bolsonaro não tem televisão, militância, nem estrutura nas ruas com bandeiras da militância tradicional e tá no tamanho que tá, pois a politica nacional tá mudando e a tradicional tá perdendo importância, e quem tiver na vida pública vai ter que entender isso e se adequar.