Programa Sabatina

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Na segunda-feira (10) o programa SABATINA da radio Comunidade FM entrevistou o ex-ministro da Educação e candidato ao senado Mendonça Filho. Confira trechos da entrevista, conduzida por César Mello e Jason Lagos.

SABATINA: Como tem sido essa corrida pelo senado para o senhor que já foi governador do Estado, deputado federal, e ministro?

MENDONÇA: Bem interessante e bem intensa, pois tenho me desdobrado de forma muito forte para que eu posa estar presente em todas as regiões do Estado, levando minha mensagem, falando um pouco sobre meu trabalho de 32 anos da minha vida pública, o meu trabalho recente como ministro da educação, as obras realizadas e ao mesmo tempo reafirmando meus compromissos como senador,  para que eu possa continuar defendendo a educação, sendo o Senador da Educação e trabalhando pelos projetos e interesses de Pernambuco.

SABATINA: Os números das pesquisas lhe mostram numa condição de quase empate numérico com Humberto Costa.  Como é que o senhor tem avaliado essas pesquisas?

MENDONÇA: Eu, na verdade, tenho como habito e até como histórico de vida nunca ficar analisando pesquisa, pois eu acho que a pesquisa não retrata o determinado momento, pois uma pesquisa para Senador tem um complicador a mais, porque ela é muito imprecisa não dando uma clareza muito grande  em  relação  a precisão dos números, por serem duas vagas.  Portanto, as disputas de primeiro e segundo voto alteram muitas vezes o resultado, tanto é que nas ultimas eleições houve muitas surpresas em Pernambuco e fora daqui. O que eu posso lhe dizer  é o que eu sinto nas ruas, do meu contato direto com a população. Tem sido muito positivo e também tenho percebido uma aceitação bastante grande a respeito do meu nome como candidato ao senado, e eu espero  que naturalmente isso possa se traduzir na minha vitória no dia 07 de Outubro.

SABATINA: O discurso da oposição, taxando o palanque de Armando Monteiro, e consequentemente também os candidatos ao senado, como Turma de Temer, tem produzido efeito na campanha?

MENDONÇA: Não, não, até porque a população compreende que é apenas uma tática pra desviar o assunto de debates do interesse da população como um todo. Você pode ver o quadro como um todo, que é um quadro de muita dificuldade para o povo em geral; na saúde que vai muito mal, na estrutura física que sabemos que hoje Pernambuco tem uma estrutura muito deteriorada, estradas mal cuidadas, na segurança que hoje o quadro da violência tomou conta de Pernambuco, assaltos a bancos, recordes de homicídios, tendo realmente um quadro bem complicado e que demonstra claramente que o palanque  do Governo quer  é  apenas desviar a atenção. Mas são os debates que interessam à população. Essa questão de turma disso ou daquilo outro eu acho que não tem nenhum significado pra quem quer ter um governo eficiente e que trabalhe em favor do povo.

SABATINA: A intolerância política fez a primeira vítima, o candidato Jair Bolsonaro. Como o senhor vê esse quadro de radicalização de intolerância que existe hoje no país?

MENDONÇA: Eu lamento, pois a disputa politica é sempre importante, mas a radicalização e o extremismo não leva a nada, muitas vezes deixa a situação onde você tem o confronto físico e isso demonstra a falência do princípio democrático e o respeito ao contraditório e a opinião divergente. Eu acho lamentável o que aconteceu com o candidato a presidência Jair Bolsonaro e espero que possamos superar esse tipo de situação reavaliando todo o quadro político brasileiro à luz de uma democracia  que seja respeitosa  entre aqueles que disputam, mesmo na divergência. Acho que você não pode jamais ir para uma situação de desgaste do ponto de vista de palavras de quem quer que seja , muito menos partir para a desmoralização ou a agressão física.

SABATINA: E como foi a sua experiência com a intolerância política na sua passagem pelo Ministério da Educação, sobretudo em universidades onde o senhor teve dificuldade até pra falar?

MENDONÇA: Eu acho que minha experiência demostrou que muitas vezes numa postura pacífica, acautelada, mas firme e convicta , você supera esses adversários radicais , pessoas intolerantes. Então o que eu demonstro com isso é que a capacidade de saber ouvir, até mesmo os radicais, respeitando-os, você os desmoraliza, mostrando que a ação do debate politico tem que ser sempre na linha do respeito mútuo, pois do contrario não há democracia.

SABATINA: Mendonça, a insistência do PT em levar o nome de Lula como figura integrante de uma chapa sem que ele pudesse ser candidato, até que ponto lhe surpreende e lhe incomoda , sendo o senhor um opositor a Lula tanto no campo nacional como no local?

MENDONÇA: Não me incomoda em nada. Eu acho que é o espaço do tempo deles e eu respeito. Minha divergência com o PT não é pessoal, diferentemente de Jarbas  que diz que torcia e ia vibrar no dia em que Lula fosse preso. Eu nunca disse nada semelhante em relação a Lula, nem perto disso, pois não faço política pro lado pessoal, entendeu? Eu respeito às pessoas, respeito quem pensa diferente, e cada um tem seu espaço e tem a sua responsabilidade.