Juninho Santana, o DJ da Comunidade FM

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No mundo do rádio ele começou como Office boy da Rádio Metropolitana FM de Caruaru. Imediatamente foi aprendendo os macetes dos serviços internos da rádio.

Curioso, ganhou a missão de separar, conservar e organizar fitas, cartuchos, os antigos LP’s e a novidade da época, os CD’s. Passou a ser o novo discotecário da emissora.

Estamos em 1989 e com a chegada de Ari Corione para a direção da emissora, foi alçado ao posto de operador de áudio no horário da madrugada.

Caminho aberto para o início da carreira de um dos mais criativos nomes do rádio da nova geração.

 Começando para valer

A função de operador de áudio me permitiu “mexer” com montagem e mixagem de comerciais, passei a ser o que hoje chamam de áudio designer.

O que possibilitou mais conhecimento dos equipamentos e ao mesmo tempo em que me autorizaram aos poucos falar as primeiras palavras ao microfone, como a hora certa e o prefixo da emissora, por exemplo.

Gosto de lembrar isso porque naquela época, até que você fosse autorizado a começar a fazer locução ou comandar um programa, tinha que ter aprovação do diretor da emissora o que levava um bom tempo.

As primeiras mudanças

Já em 1994, continuamos a fazer parte do time da emissora que passou a se chamar “AB FM” da Rede Nordeste de Comunicação. Aos poucos fui naturalmente evoluindo na profissão.

Em menos de um ano a rádio passou a se chamar “98 FM Som Zoom Sat”, logo em seguida me convidaram para a Rádio Liberdade FM, onde fiquei um bom tempo. Tive passagens depois pela Itacaité FM e Caruaru FM.

Chegada a Comunidade FM

Eu estava numa fase de talvez montar meu próprio negócio, quem sabe um estúdio de áudio próprio. Pensei em até vender água de coco no litoral.

Foi quando surgiu o convite do Jason Lagos para trabalhar aqui na Comunidade FM, onde comecei em 1º. de julho de 2013.

E então comecei a fazer o que mais gosto, mixagens de músicas, edição de vinhetas uma locução descontraída, jovem e voltada para os hits de sucesso mais atuais, o que na época se denominava de “DJ” ou  disc-jóquei.

A direção da emissora me deixou a vontade para mostrar meu estilo e aí tive a chance de passar por vários horários e programas da 87.9, como o famoso Feijão com Arroz, inclusive com criação de personagens.

Atividades paralelas

 Já há algum tempo, sou requisitado para gravar e produzir comerciais, chamadas, jingles e campanhas publicitárias, no rádio, na televisão e em outras plataformas de comunicação.

Trabalho que requer agilidade, criatividade e conhecimento do mercado e dos produtos ou eventos a serem anunciados através das gravações.

 Rádio e Internet

 Em outros tempos, os estilos eram mais definidos, hoje mudou muito com o surgimento e a inserção pontual da internet nas emissoras de rádio.

Éramos repórter, locutor, apresentador, disc-jóquei, programador, produtor, discotecário, operador de áudio e por aí vai.

Bom, com a internet e com os novos equipamentos, tivemos que nos reinventar e se multiplicar em diversas funções.

Além do som, hoje também trabalhamos com a inserção da imagem nas nossas transmissões, a internet também replica o alcance do nosso sinal para o mundo todo.

Minha filha Ana Lavínia, mora na Suíça e sempre que  pode, nos escuta através do nosso aplicativo na internet.

Rapidamente registra a sua audiência pelo WhatsApp, inclusive me manda foto da sua turma da escola, todos nos ouvindo.

 Sem a internet isso seria praticamente impossível. Com a rede mundial de computadores, podemos chegar em qualquer parte do planeta.

 Minha parceria com a Comunidade

 No início foi um desafio muito grande, porque de certa forma o meu estilo de trabalhar era diferente de tudo que havia na emissora. Sabia que haveria um período de adaptação e aceitação.

Conseguimos buscar, cativar e fidelizar este novo segmento de ouvintes para a emissora, entendo que o resultado é muito bom.

Isso foi acontecendo aos poucos, interagindo com os nossos ouvintes, atendendo pedidos, ouvindo sugestões e respeitando a variedade de gostos musicais.

 Quando se respeita o ouvinte, não tem erro, o sucesso, o reconhecimento e a audiência aparecem. Acredito que isso aconteceu porque houve a aposta e a confiança de Jason Lagos, diretor da emissora no nosso trabalho.

Estou feliz aqui na Rádio Comunidade FM e em Santa Cruz do Capibaribe, porque me acolheram muito bem. Espero continuar a desempenhar o meu trabalho da melhor forma possível.