Publicado em 12 de dezembro de 2018 por

Presidente eleito visitou nesta quarta Comando de Operações Táticas da PF, colegas da turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras e participou de encontro de oração em igreja.

O presidente eleito Jair Bolsonaro durante visita a uma igreja batista em Brasília — Foto: Divulgação/Assessoria do presidente eleitoO presidente eleito Jair Bolsonaro durante visita a uma igreja batista em Brasília — Foto: Divulgação/Assessoria do presidente eleito

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) visitou na manhã desta quarta-feira (12) o Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal (PF), localizado em Brasília.

Bolsonaro chegou à sede do COT, considerada a unidade de elite da Polícia Federal, por volta das 8h30. O presidente eleito posou para fotos com integrantes do COT e foi filmado por sua assessoria ao fazer flexão junto com os policiais.

O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, publicou no Instagram um vídeo no qual Jair Bolsonaro pratica tiro no COT.

Depois da visita ao COT, Bolsonaro se reuniu com a bancada do DEM, na sede do gabinete de transição, no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília. O presidente do partido, Antonio Carlos Magalhaes Neto, disse que a tendência do DEM é entrar na base de apoio ao governo Bolsonaro no Congresso Nacional em 2019.

Em seguida, Bolsonaro almoçou com colegas de turma da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e foi a uma igreja batista. A igreja promoveu o Encontro de Oração pelo Novo Governo do Brasil. O presidente eleito recebeu uma placa com as palavras “Deus, Família, Brasil”.

Bolsonaro ainda se recupera da facada no abdômen recebida durante a campanha eleitoral. Ele utiliza uma bolsa colostomia e tem previsão de ir a São Paulo nesta quinta-feira (13) para novos exames médicos. Terá de fazer uma nova cirurgia para retirar a bolsa.

O presidente eleito está na capital federal desde segunda-feira (10), quando recebeu o diploma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que confirmou o resultado da eleição e o habilitou a tomar posse em 1 de janeiro de 2019.

Bolsonaro aproveitou a passagem por Brasília para se reunir com comandantes da Polícia Militar na terça.

Em outras viagens à capital, o presidente teve reuniões com os comandantes das Forças Armadas. Bolsonaro é capitão reformado do Exército e deputado federal desde 1991.

Partidos

Bolsonaro retomou nesta semana as negociações com as bancadas de partidos no Congresso Nacional. Ele recebeu na semana passada as bancadas do MDB, PR, PRB e PSDB.

Na terça (11), ele esteve com deputados do PSD e Podemos. A agenda do presidente eleito prevê audiências nesta quarta com as bancadas do DEM, PP, PROS e PSL (partido de Bolsonaro).

Os encontros ocorrerão no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do gabinete de transição. Bolsonaro também receberá o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

Até o momento, dos partidos que se reuniram com Bolsonaro, apenas o PR declarou apoio formal ao futuro governo na Câmara dos Deputados.

Bolsonaro discursa no Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal, localizado em Brasília. — Foto: Assessoria de imprensa do presidente eleitoBolsonaro discursa no Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal, localizado em Brasília. — Foto: Assessoria de imprensa do presidente eleito

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Publicado em 12 de dezembro de 2018 por

Presidente da sigla deu declaração após se reunir nesta quarta (12) com presidente eleito. ACM atribuiu indicações de integrantes do DEM para o governo como escolhas pessoais de Bolsonaro.

Jair Bolsonaro se reúne com dirigentes e parlamentares do DEM na sede do governo de transição. Ao final do encontro, o presidente do partido, ACM Neto (sentado, à esq), disse que vai convocar a executiva nacional da sigla para discutir apoio ao futuro governo — Foto: Rafael Carvalho/Governo de TransiçãoJair Bolsonaro se reúne com dirigentes e parlamentares do DEM na sede do governo de transição. Ao final do encontro, o presidente do partido, ACM Neto (sentado, à esq), disse que vai convocar a executiva nacional da sigla para discutir apoio ao futuro governo — Foto: Rafael Carvalho/Governo de Transição

O presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, declarou nesta quarta-feira (12), após se reunir com o presidente eleito Jair Bolsonaro, que “as coisas estão caminhando” para o partido integrar oficialmente a base de apoio do futuro governo no Congresso Nacional.

ACM Neto e as bancadas do DEM no parlamento conversaram com Bolsonaro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição. Um dos principais líderes do DEM, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), não participou da reunião.

Questionado sobre apoio ao governo Bolsonaro, o presidente do DEM afirmou que as conversas caminham no sentido de a legenda entrar para a base de apoio.

“As coisas estão caminhando para isso, está certo? Todo momento tem sido de troca de ideias, de aprofundamento do conhecimento dessa agenda do governo”, disse.

Ao final do encontro, ACM Neto informou a jornalistas que convocará a executiva nacional do partido para definir “um eventual apoio formal e uma condição de integrar a base do governo”.

Embora não tenha fechado apoio ao futuro governo, o DEM terá três ministros na gestão de Bolsonaro: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). O presidente do DEM atribuiu as escolhas dos três integrantes do partido para o primeiro escalão a indicações pessoais de Bolsonaro, e não partidárias.

“Nós não podemos esconder que o partido tem satisfação pelo fato de ter três de seus membros integrados ao primeiro escalão. Nós não indicamos, foi uma escolha do presidente, mas são ministros altamente qualificados. Isso também gera um ambiente muito positivo com o Democratas”, ponderou ACM Neto.

O DEM é um dos partidos que formam no Congresso Nacional o bloco conhecido como “Centrão”, uma frente de partidos conservadores que se articula para ter mais força dentro do Legislativo.

Na eleição deste ano, o DEM apoiou a candidatura à Presidência de Geraldo Alckmin (PSDB). Com a derrota do tucano no primeiro turno, a direção do DEM liberou os filiados no segundo turno. ACM Neto, contudo, declarou apoio pessoal a Bolsonaro na disputa contra o petista Fernando Haddad.

Atualmente, o DEM tem 42 deputados, mas elegeu 29 para a legislatura que terá início em fevereiro de 2019.

Reunião da executiva

Ainda não há previsão de quando ocorrerá a reunião da executiva nacional do DEM que discutirá o eventual ingresso do partido na base de apoio de Bolsonaro no Congresso Nacional. É possível, inclusive, que o encontro ocorra somente no início de 2019, ressaltou ACM Neto.

ACM Neto ressaltou que o partido “está comprometido com a agenda que venha a colocar o país nos trilhos”, em especial nos projetos capazes de auxiliar a superar a “crise econômica”.

Ele ainda reforçou que o partido não trocará cargos por apoio ao governo, mesmo com três de seus filiados como ministros de Bolsonaro.

“Não temos nenhuma questão vinculada à troca de cargos. Nosso compromisso é exclusivamente com a agenda. E mesmo que não tivéssemos um servente no ministério, imagine três ministros, nós poderíamos apoiar o governo em função do que pode apresentar o governo ao país”, declarou.

Bolsonaro discursa integrantes do DEM ao lado dos futuros ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS) e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS)  — Foto: Rafael Carvalho/governo de transiçãoBolsonaro discursa integrantes do DEM ao lado dos futuros ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS) e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) — Foto: Rafael Carvalho/governo de transição.

Reforma da Previdência

O relator da atual proposta de reforma da Previdência, deputado Arhtur Maia (DEM-BA), participou da reunião. Segundo ACM Neto, o parlamentar defendeu a necessidade de colocar a reforma entre as prioridades do futuro governo.

Bolsonaro já anunciou a intenção de tentar aprovar mudanças na Previdência de forma fatiada. A definição de uma idade mínima para aposentadoria seria o primeiro ponto a ser votado.

O atual presidente Michel Temer enviou uma proposta de reforma, que aguarda para ser votada na Câmara dos Deputados e ainda teria de passar pelo Senado. O projeto foi deixado de lado nesta ano, já que o governo não tinha capital política para aprová-lo.

Presidência da Câmara

ACM Neto explicou que a ausência de Rodrigo Maia no encontro foi acertada com o próprio presidente da Câmara.

Ele lembrou que Maia já teve uma audiência com Bolsonaro e que sua presença na reunião poderia tirar a “liberdade” da bancada na conversa com o presidente eleito.

Sobre a disputa pela presidência da Câmara, na qual Maia poderá disputar a reeleição, ACM Neto afirmou que Bolsonaro tem mantido uma “postura de respeito ao poder legislativo”, sem interferência na escolha.

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Publicado em 6 de dezembro de 2018 por

Presidente eleito reúne equipe em Brasília para detalhar ministérios. Bolsonaro terá 22 pastas em seu governo e ainda não definiu os titulares de Meio Ambiente e Direitos Humanos.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante conversa com parlamentares nesta quarta-feira (5) em Brasília — Foto: Rafael Carvalho/Governo de transiçãoO presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante conversa com parlamentares nesta quarta-feira (5) em Brasília — Foto: Rafael Carvalho/Governo de transição

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), se reúne na manhã desta quinta-feira (6) com os futuros ministros para discutir a estrutura do governo terá início no próximo ano.

O encontro está previsto para começar às 10h no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do centro de transição de governo.

Ministro que coordena a transição e futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, apresentará ao presidente eleito uma sugestão de “desenho consolidado” da nova divisão da estrutura do governo federal.

Na segunda-feira (3), Onyx anunciou que o novo governo terá 22 ministérios. A composição terá sete ministérios a menos do que os 29 que existem atualmente. Durante a campanha, Bolsonaro falou em governar com “no máximo” 15 pastas.

O presidente eleito anunciou até o momento 20 integrantes da equipe ministerial. Ele ainda não definiu os titulares das pastas do Meio Ambiente e dos Direitos Humanos.

Onyx Lorenzoni durante entrevista à imprensa nesta segunda-feira (3) em Brasília — Foto: Rafael Carvalho/Governo de transiçãoOnyx Lorenzoni durante entrevista à imprensa nesta segunda-feira (3) em Brasília — Foto: Rafael Carvalho/Governo de transição

Bolsonaro chegou ao CCBB por volta das 8h40 desta quinta. O presidente eleito está deste terça (4) em Brasília, onde teve a primeira rodada de reuniões com bancadas de partidos na Câmara dos Deputados.

Bolsonaro recebeu as bancadas do MDB, PRB, PR e PSDB. Das quatro legendas, o PR foi a única que informou que estará “oficialmente” na base do futuro governo. O partido, contudo, não garantiu votos para aprovar a reforma da Previdência em 2019.

Funai e Trabalho

Segundo a assessoria do governo de transição, Bolsonaro receberá uma sugestão de estrutura de seu governo.

Os futuros ministros discutiram na quarta, em uma reunião prévia, detalhes sobre as divisões internas de cada ministério.

Entre os pontos que esperam definição estão a divisão da estrutura do Ministério do Trabalho, que será extinto, e o destino da Fundação Nacional do Índio (Funai).

A Funai atualmente fica no guarda-chuva do Ministério da Justiça, que será comandado pelo ex-juiz Sérgio Moro.

Onyx comentou que o órgão poderia migrar para o Ministério da Agricultura, enquanto Moro disse que poderia permanecer em seu ministério. Bolsonaro, por sua vez, afirmou que a Funai irá “para algum lugar”.

O Ministério do Trabalho, de acordo com Onyx, será dividido entre as pastas da Justiça, da Economia e da Cidadania. Ele ponderou que essa divisão será melhor discutida com Bolsonaro.

O Ministério da Justiça deve cuidar da estrutura que trata dos registros sindicais, área que foi alvo de operação da Polícia Federal. A subsecretaria de economia solidária deve ficar na pasta da Cidadania e as questões de políticas públicas para o emprego no Ministério da Economia.

Casa Civil

Onyx apresentou na segunda-feira a estrutura ministerial do governo de Bolsonaro. Entre as novidades está a transferência do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), responsável por concessões e privatizações, da Secretaria Geral da Presidência para a Secretaria de Governo.

A Casa Civil também terá mudanças. A pasta, que será chefiada por Onyx, fará a articulação com o Congresso Nacional, atribuição que no momento fica com a Secretaria de Governo. Onyx terá ex-parlamentares como secretários, que auxiliarão na relação com deputados e senadores.

Bolsonaro terá uma assessoria de comunicação própria, separada da Secretaria de Comunicação (Secom), que lida, entre outras atribuições, com os contratos de publicidade do governo.

O desenho ministerial de Bolsonaro trará fusões na comparação com a divisão atual. As pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria formarão o Ministério da Economia; Desenvolvimento Social, Esporte e Cultura estarão juntos no Ministério da Cidadania; e Cidades e Integração Nacional estarão na pasta do Desenvolvimento Regional.

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Publicado em 6 de dezembro de 2018 por
O economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia — Foto: Adriano Machado/ReutersO economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia — Foto: Adriano Machado/Reuters

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, tem falado de forma clara a todos integrantes da equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro: caso a reforma da Previdência não seja aprovada no primeiro ano, o governo enfrentará enorme dificuldade.

Nas conversas internas, Guedes chega a fazer uma comparação com duas aeronaves em pleno voo.

No primeiro cenário, com a votação da reforma da Previdência, o avião faz o percurso em voo de cruzeiro. No segundo cenário, sem a aprovação da reforma, o avião não consegue manter o voo e faz uma curva descendente.

O alerta do economista – chamado de “professor” pelos integrantes da equipe de transição – tem chamado atenção até mesmo do presidente eleito.

Guedes vai além e defende a aprovação imediata de uma reforma que possa resolver o déficit estrutural, com a adoção da idade mínima e também com a equiparação da Previdência do setor público com a do privado.

E num segundo momento, ele defende a aprovação de um novo modelo de aposentadoria, para substituir o atual modelo de repartição (no qual os trabalhadores da ativa bancam a aposentadoria dos inativos), por um modelo de capitalização (em que cada trabalhador faz a própria poupança).

A própria reforma da Previdência do governo Temer já era defendida por Paulo Guedes ainda em 2016, quando o tema entrou na pauta. Em artigos publicados no jornal “O Globo”, ele chegou a defender a prioridade da pauta.

No início da transição, tentou aprovar essa reforma do governo Temer. Mas foi convencido pelos articuladores políticos de Bolsonaro de que esse Congresso atual não aprovaria o texto. Mas diante disso, passou a insistir com o próprio presidente eleito para dar prioridade máxima ao tema. Caso contrário, tem alertado que o governo corre o risco de não decolar.

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