Publicado em 12 de dezembro de 2018 por

Balanço divulgado nesta quarta (12) mostra que 80% do total recuperado eram referentes a benefícios pagos pelo INSS a pessoas mortas. Em 2018, governo expulsou 566 servidores.

O ministro da Controladoria-geral da União, Wagner Rosário, durante entrevista em Brasília nesta quarta-feira (12) — Foto: Hélio Marinho/TV GloboO ministro da Controladoria-geral da União, Wagner Rosário, durante entrevista em Brasília nesta quarta-feira (12) — Foto: Hélio Marinho/TV Globo

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União informou nesta quarta-feira (12) que ações promovidas pela pasta contra irregularidades e má gestão do dinheiro público recuperaram R$ 7,23 bilhões ao longo de 2018.

Segundo a pasta responsável pelo combate à corrupção no Executivo federal, os valores incluem o cancelamento de licitações e contratos, a recuperação de valores pagos indevidamente e a má gestão de verba pública.

Em uma única ação, ressaltou a CGU, foram recuperados mais de R$ 5,8 bilhões por meio do cancelamento de 96 mil benefícios do INSS que eram pagos a pessoas que já estavam mortas. A cifra corresponde a 80% do total recuperado neste ano pela Controladoria.

A CGU afirmou que, neste ano, foram realizadas 33 operações de combate à corrupção em parceria com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF). A Controladoria estima que o montante de recursos recuperados entre 2012 e 2018 com ações conjuntas foi de R$ 29,7 bilhões.

Na apresentação do balanço de ações de 2018 realizada na manhã desta quarta-feira, a CGU também informou o número de acordos de leniência que a pasta homologou neste ano.

Os acordos de leniências são uma espécie de delação premiada de empresas, nas quais elas deletam crimes ou irregularidades cometidas em troca de benefícios, como a possibilidade de continuar contratando com o poder público.

De acordo com a CGU, três acordos de leniência foram firmados pela pasta em 2018.

  • um com a Odebrecht, no valor de R$ 2,72 bilhões, um com a SBM Offshore, de R$ 1,22 bilhão e um com a MullenLowe / FCB Brasil, de R$ 53,1 milhões
  • no total, a CGU já firmou cinco acordos com empresas investigadas por corrupção. Esses acordos representam um ressarcimento de R$ 4,57 bilhões aos cofres públicos
  • ainda de acordo com órgão, três outros acordos estão próximos de ser fechados

    Em 2018, informou a CGU, o governo federal expulsou 566 servidores públicos federais por conta de irregularidades. Conforme a Controladoria, o principal motivo foi corrupção, que resultou na demissão de 371 pessoas, aproximadamente 65% dos casos.

    O número de expulsões em 2018 é o mais alto desde 2003, quando o levantamento começou a ser feito.

    Ainda segundo a CGU, 467 demissões foram de servidores efetivos, 26 de cargos em comissão e 73 cassações de aposentadorias. De 2003 a novembro de 2018, 7.281 servidores federais foram expulsos.

    Escala Brasil Transparente

    A CGU também divulgou nesta quarta a Escala Brasil Transparente, que avaliou a transparência na divulgação de informações públicas de 691 entes federativos, entre todos os estados, Distrito Federal e municípios com mais de 50 mil habitantes.

    A escala dá notas de 0 a 10, avaliando critérios de transparência ativa e passiva.

    A transparência ativa se refere à publicação de informações públicas na internet de maneira espontânea. Neste ponto, foi verificada a existência de sites oficiais e de portais de transparência.

    A transparência passiva significa a existência de canais de atendimento ao cidadão, de um sistema para envio de pedidos de acesso a informações públicas e a possibilidade de acompanhar as demandas e as respostas recebidas. A avaliação ocorreu entre julho e novembro de 2018 com a soma de dois critérios.

    Segundo o ranking, 22 estados e o Distrito Federal (85% das unidades da federação) tiveram nota acima de 7. Pernambuco teve a maior avaliação, com 9,40. O pior avaliado foi o Amapá, com 5,99. A média nacional é de 6,55.

Leia Mais Ações contra irregularidades e má gestão recuperaram R$ 7 bilhões em 2018, diz CGU

Publicado em 6 de dezembro de 2018 por
O economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia — Foto: Adriano Machado/ReutersO economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia — Foto: Adriano Machado/Reuters

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, tem falado de forma clara a todos integrantes da equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro: caso a reforma da Previdência não seja aprovada no primeiro ano, o governo enfrentará enorme dificuldade.

Nas conversas internas, Guedes chega a fazer uma comparação com duas aeronaves em pleno voo.

No primeiro cenário, com a votação da reforma da Previdência, o avião faz o percurso em voo de cruzeiro. No segundo cenário, sem a aprovação da reforma, o avião não consegue manter o voo e faz uma curva descendente.

O alerta do economista – chamado de “professor” pelos integrantes da equipe de transição – tem chamado atenção até mesmo do presidente eleito.

Guedes vai além e defende a aprovação imediata de uma reforma que possa resolver o déficit estrutural, com a adoção da idade mínima e também com a equiparação da Previdência do setor público com a do privado.

E num segundo momento, ele defende a aprovação de um novo modelo de aposentadoria, para substituir o atual modelo de repartição (no qual os trabalhadores da ativa bancam a aposentadoria dos inativos), por um modelo de capitalização (em que cada trabalhador faz a própria poupança).

A própria reforma da Previdência do governo Temer já era defendida por Paulo Guedes ainda em 2016, quando o tema entrou na pauta. Em artigos publicados no jornal “O Globo”, ele chegou a defender a prioridade da pauta.

No início da transição, tentou aprovar essa reforma do governo Temer. Mas foi convencido pelos articuladores políticos de Bolsonaro de que esse Congresso atual não aprovaria o texto. Mas diante disso, passou a insistir com o próprio presidente eleito para dar prioridade máxima ao tema. Caso contrário, tem alertado que o governo corre o risco de não decolar.

Leia Mais Paulo Guedes fez alerta à equipe de transição sobre riscos de adiar reforma da Previdência

Publicado em 5 de dezembro de 2018 por

Número passou de 52,8 milhões em 2016 para 54,8 milhões em 2017, um crescimento de quase 4%. Já pobreza extrema aumentou 13%, passando a atingir 15,3 milhões.

Pesquisa do IBGE mostrou que todas as faixas de pobreza tiveram aumento no Brasil na passagem de 2016 para 2017 — Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilPesquisa do IBGE mostrou que todas as faixas de pobreza tiveram aumento no Brasil na passagem de 2016 para 2017 — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em apenas um ano, o Brasil passou a ter quase 2 milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza. A pobreza extrema também cresceu em patamar semelhante. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, em 2016 havia no país 52,8 milhões de pessoas em situação de pobreza no país. Este contingente aumentou para 54,8 milhões em 2017, um crescimento de quase 4%, e representa 26,5% da população (em 2016, eram 25,7%).

Já a população na condição de pobreza extrema aumentou em 13%, saltando de 13,5 milhões para 15,3 milhões no mesmo período. Do total de 207 milhões de brasileiros, 7,4% estavam abaixo da linha de extrema pobreza em 2017. Em 2016, quando a população era estimada em cerca de 205,3 milhões, esse percentual era de 6,6%.

Segundo o IBGE, é considerada em situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por mês. Já a linha de pobreza é de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a cerca de R$ 406 por mês. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global.

Segundo o IBGE, o rendimento médio mensal domiciliar per capita (a soma das rendas de todos os moradores do domicílio, dividida pelo número de pessoas) obtidas no país foi de R$ 1.511 em 2017.

Aumenta a pobreza no Brail — Foto: Infografia: Juliane Monteiro/ G1Aumenta a pobreza no Brail — Foto: Infografia: Juliane Monteiro/ G1

Distribuição da pobreza

Dos estimados 54,8 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, mais de 25 milhões estão nos estados do Nordeste. Nessa região, 44,8% da população estava em situação de pobreza em 2017.

Já na região Sul viviam 3,8 milhões de pessoas em situção de pobreza – o equivalente a 12,8% dos quase 30 milhões de habitantes dos três estados. No Sudeste, eram 15,2 milhões de pessoas, o equivalente a 17,4% da população total da região.

“O crescimento do percentual de pessoas abaixo dessa linha [de pobreza extrema] aumentou em todas as regiões, com exceção da Região Norte, onde se manteve estável”, destacou o IBGE.

Entre os estados, o Maranhão registrou a maior proporção de pobres, segundo o IBGE. No estado, mais da metade da população está abaixo da linha da pobreza. Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Piauí, Ceará, Alagoas e Bahia tinham quase metade da população pobre também.

Já Santa Catarina aparece com o menor percentual de pobres – 8,5% de sua população estava abaixo da linha de pobreza. Em todas as demais Unidades da Federação este percentual ficou acima de 13%.

26,9 milhões vivem com menos de ¼ do salário mínimo

O levantamento mostra também que em 2017 havia no país 26,9 milhões de pessoas vivendo com menos de ¼ do salário mínimo, o que equivale a R$ 234,25, já que o salário mínimo era de R$ 937 naquele ano. Este contingente aumentou em mais de 1 milhão de pessoas na comparação com o ano anterior. Em 2016, eram 25,9 milhões de brasileiros nesta condição.

No mesmo período aumentou em 1,5 milhão o número de brasileiros com renda domiciliar per capita inferior a R$ 85 por mês. Em 2016 eram 8,2 milhões de pessoas nesta condição, contingente que saltou para 9,7 milhões em 2017 – um aumento de 18,3%.

“A pobreza teve uma mudança significativa neste período. Todas as faixas de rendimento usadas para classificar a pobreza tiveram aumento”, enfatizou o analista da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Leonardo Athias.

Dentre os motivos que levaram ao aumento da pobreza no Brasil, Athias destaca a crise no mercado de trabalho, com aumento do desemprego e da informalidade, a recessão econômica intensa dos dois anos anteriores, além do corte de investimentos no Bolsa Família, programa de transferência de renda voltado justamente para as classes mais pobres.

“Quem já era pobre ficou mais pobre. Mas teve gente que ficou pobre e não o era antes”, disse o pesquisador.

Pretos ou pardos são a maioria entre os mais pobres

A desigualdade de renda permanece alta, mas os números do IBGE mostram uma leve redução do abismo entre os rendimentos de brancos e pretos.

Por faixa de renda, os pretos ou pardos representavam, em 2017, 75,2% das pessoas com os 10% menores rendimentos, contra 75,4% em 2016. Na classe dos 10% com os maiores rendimentos a participação de pretos ou pardos, por sua vez, aumentou: de 24,7% em 2016, para 26,3% em 2017.

R$ 10,2 bilhões por mês para eliminar a pobreza no Brasil

O IBGE enfatizou que “a erradicação da pobreza é um dos temas centrais da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável” e que “figura há anos nos esforços analíticos e de políticas públicas no Brasil”. Diante disso, a pesquisa apontou que para o país eliminar a pobreza extrema precisaria investir, por mês, cerca de R$ 1,2 bilhão. Já com R$ 10,2 bilhões mensais seria possível erradicar toda a pobreza do país.

“Estes valores não consideram os custos operacionais para fazer a aplicação destes recursos, ou seja, para se transferir estes valores para cada pessoa de maneira efetiva”, ressalvou o pesquisador Leonardo Athias.

Athias destacou que a pesquisa traz o rendimento médio de cada parcela da população. Assim, quando se diz que R$ 10,2 bilhões mensais eliminariam a pobreza, não significa que este valor teria de ser dividido igualmente entre os 54,8 milhões de pobres do país.

“Uns teriam que receber mais, outros menos, para que todos ultrapassarem a linha de pobreza”, enfatizou o pesquisador.

Todavia, foi construído um indicador que aponta a média de rendimento necessário para que a população pobre ascendesse de nível sócio econômico. Este indicador é chamado de “hiato da pobreza” que “mede a que distância os indivíduos estão abaixo da linha de pobreza”.

Assim, constatou-se que, em média, as pessoas vivendo em situação de extrema pobreza precisariam de apenas R$ 77 para chegar à linha da pobreza. Já as pessoas classificadas como pobres tinham R$ 187 a menos que o necessário para ultrapassar a faixa que os classificam em situação de pobreza.

O pesquisador Leonardo Athias destacou que para erradicar a pobreza “não precisa ser só através de investimento público, de programas de transferência de renda [como o Bolsa Família]”. Segundo ele, outros mecanismos, até mesmo da iniciativa privada, poderiam contribuir para melhorar a distribuição de renda.

“Com a melhoria nas condições do mercado de trabalho, você conseguiria fazer a alocação perfeita e você não teria efeito inflacionário”, disse.

Desigualdade segue em alta

A pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE mostrou ainda o quão desigual permanece a distribuição de renda no Brasil. Na média nacional, os 10% mais ricos chegam a receber 17,6 vezes mais que os mais pobres. Na divisão por capitais, essa diferença chega a 34,3 vezes – patamar alcançado por Salvador.

“No Brasil você tem pobreza e desigualdade. Se você tem desigualdade mas todo mundo é rico, tudo bem. A gravidade é a distância entre quem está na base da pirâmide daqueles que estão no topo”, disse o pesquisador do IBGE Leonardo Athias.

De acordo com o levantamento, o grupo dos 10% com os maiores rendimentos concentrava 43,1% de toda a massa rendimento, que é a soma de toda a renda do país. Já o grupo dos 40% com os menores rendimentos detiveram apenas 12,3% da massa.

IBGE mostra a diferença do rendimento médio dos 10% mais ricos na comparação com o dos 40% mais pobres no Brasil — Foto: Fernanda Garrafiel/G1IBGE mostra a diferença do rendimento médio dos 10% mais ricos na comparação com o dos 40% mais pobres no Brasil — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Leia Mais Em 1 ano, aumenta em quase 2 milhões número de brasileiros em situação de pobreza, diz IBGE

Publicado em 16 de novembro de 2018 por

Na quarta-feira, moeda dos EUA fechou em baixa de 1,13%, a R$ 3,7855.

Notas de dólar — Foto: Gary Cameron/ReutersNotas de dólar — Foto: Gary Cameron/Reuters

O dólar opera em queda nesta sexta-feira (16), com o mercado recebendo bem a indicação do economista Roberto Campos Neto para substituir Ilan Goldfajn no comando do Banco Central na gestão do presidente eleito Jair Bolsonaro, e após autoridades do Federal Reserve colocarem em dúvida a trajetória de juros dos Estados Unidos, destaca a agência Reuters.

Às 15h16, a moeda norte-americana caía 1,11%, vendida a R$ 3,7434. Na mínima da sessão da moeda chegou a 3,7306, e na máxima foi a 3,7825.

Na quarta-feira, o dólar fechou em baixa de 1,13% ante o real, a R$ 3,7855. No mês, a moeda ainda acumula alta de mais de 1%. No ano, a valorização é de cerca de 14% ante o real.

Cenário externo

Nos Estados Unidos, o vice-chair do Federal Reserve declarou que a taxa de juros norte-americana está perto das estimativas do banco central de uma taxa neutra e que o neutro “faz sentido”, influenciado na cotação do dólar ante uma cesta das principais moedas. O Fed já elevou os juros três vezes neste ano e há ampla expectativa de que os eleve novamente em dezembro.

No exterior, predominava também a cautela em relação ao Brexit, depois que a premiê britânica, Theresa May, anunciou que se mantém firme à retirada do Reino Unido da União Europeia em março, mesmo após renúncia de importantes ministros, destaca a agência Reuters. O jornal “Telegraph” reportou que May passará por uma moção de censura na próxima semana, o que ameaça seu governo e coloca a aprovação do seu plano de Brexit em xeque.

O Banco Central vendeu nesta sessão 13,6 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 6,8 bilhões de dólares do total de US$ 12,217 bilhões que vence em dezembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Indicação para o Banco Central

Na quinta-feira, quando o mercado brasileiro esteve fechado, a equipe de Bolsonaro também anunciou que o economista Mansueto Almeida permanecerá no cargo de Secretário do Tesouro Nacional, que ocupa desde abril de 2018.

Em nota divulgada nesta sexta-feira, a assessoria de imprensa do BC informou ainda que os atuais diretores colocaram-se à disposição do presidente indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, e que o diretor de Política Econômica, Carlos Viana de Carvalho, permanecerá no cargo “por tempo considerável” após chegar a entendimento com o futuro presidente do BC. O BC possui 8 diretorias.

Para poder assumir o BC, ele será sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal e terá de ter seu nome aprovado. Também precisará passar pelo crivo do plenário da Casa. O presidente do Banco Central tem “status” de ministro. Deste modo, tem foro privilegiado.

Próximo a Paulo Guedes, futuro ministro da Economia do governo Bolsonaro, a partir de 2019, Campos Neto é, atualmente, responsável pela tesouraria do banco Santander.

Na visão da equipe da XP Investimentos, a manutenção de Mansueto no Tesouro e a indicação de Roberto Campos Neto reforçam o perfil liberal da equipe.

A equipe da Brasil Plural acrescenta que Campos Neto, que era diretor de Tesouraria do Santander Brasil, é próximo ao futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua nomeação é mais um sinal de que Guedes terá autonomia na condução da política econômica, conforme nota distribuída a clientes.

Leia Mais Dólar cai abaixo de R$ 3,75 após indicação de Campos Neto para o comando do BC

Publicado em 16 de novembro de 2016 por

Feriado de Natal, em 25 de dezembro, é único dia em que comércio fechará.
Expectativa da CDL é que as vendas cresçam após 1ª parcela do 13º salário.

Até 31 de dezembro deste ano, o único dia em que o comércio do Centro do Recife vai estar fechado será no feriado de Natal. Com as lojas abertas até nos domingos e nos feriados, os comerciantes esperam que as vendas não sejam inferiores às do mesmo período no ano passado. Muitos consumidores já começaram a fazer suas compras de final de ano nesta terça-feira (15), feriado da Proclamação da República.

Moradora do bairro de Água Fria, na Zona Norte do Recife, a empregada doméstica Maria Lúcia da Paz foi com a filha e o neto ao comércio aberto no Centro. “Vim aproveitar o feriado. Comprar roupa para Anderson, que é o netinho, e alguma coisa para mim, roupar para caminhar”, detalhou, sorridente.

A dona de casa Elizângela da Paz decidiu acompanhar e adiantar a lista de presentes do filho. “É bom para mim aos domingos, aos feriados, porque, durante a semana, eu não tenho muito tempo”, revela.Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife), Eduardo Catão, a expectativa é que o movimento do comércio se intensifique a partir do final deste mês, quando os trabalhadores assalariados recebem a primeira parcela do 13º salário. Leia Mais Lojas do Centro do Recife abrem todos os dias até o fim do ano

Publicado em 19 de outubro de 2016 por

Mesmo assim, Brasil segue na liderança do ranking mundial de juros reais.
Para atingir metas, BC terá política de corte de juro ‘moderada e gradual’.

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu baixar os juros básicos da economia de 14,25% ao ano para 14% ao ano, um corte de 0,25 ponto percentual, na primeira redução da taxa Selic em quatro anos. A decisão foi anunciada pelo Banco Central no início da noite desta quarta-feira (19).

A decisão de cortar os juros confirma a expectativa do mercado financeiro. Os analistas, porém, estavam divididos quanto à intensidade da redução. Parte do mercado previa um corte para 14% ao ano, enquanto outros estimavam uma diminuição maior, de 0,5 ponto percentual, para 13,75% ao ano.

Para os economistas dos bancos, este será o primeiro de uma série de cortes nos juros básicos da economia. A estimativa é de que o Copom, que se reúne a cada 45 dias, continuará a reduzir a Selic até setembro de 2017, quando a taxa deverá estar, pelas previsões, em 11% ao ano.

O aumento dos juros, ou sua manutenção em um patamar elevado, é o principal mecanismo usado pelo BC para frear a inflação. Com esse procedimento, o BC encarece o crédito. O objetivo é reduzir o consumo no país para conter a inflação, que tem mostrado resistência.

Leia Mais Na 1ª redução em quatro anos, Copom baixa juros para 14% ao ano

Publicado em 6 de outubro de 2016 por

Sindicatos regionais realizam assembleias nesta quinta.
Categoria aceitou 3ª proposta feita por bancos, de reajuste salarial de 8%.

Bancários do Distrito Federal votam durante assembleia no Setor Bancário Sul, nesta quinta (6) (Foto: Mateus Vidigal/G1)Bancários do Distrito Federal votam durante assembleia no Setor Bancário Sul, nesta quinta (6) (Foto: Mateus Vidigal/G1)

Após 31 dias de paralisação, bancários de todos os 26 Estados, mais o Distrito Federal, já decidiram nesta quinta-feira (6) encerrar a greve da categoria após mais de um mês. As agências voltam a funcionar nesta sexta-feira (7). Há diversos sindicatos regionais discutindo neste momento se aceitam ou não a proposta dos bancos para encerrar a greve. A exceção são algumas agências da Caixa. Servidores do banco rejeitaram a proposta em várias cidades do país. Leia Mais Bancários encerram greve; Caixa mantém greve em alguns estados

Publicado em 20 de setembro de 2016 por

Anúncio deve ser simultâneo ao de uma nova política de preços.
Intenção é alinhar preços do mercado interno aos do mercado externo.

A Petrobras deve anunciar até o fim do ano uma redução no preço da gasolina. Segundo apurou João Borges, editor de economia da GloboNews, a redução do preço está em estudo na companhia. A intenção é anunciar a medida junto com uma nova política de preços para os combustíveis, cujo critério será o alinhamento do preço praticado no Brasil com os do mercado internacional.

Atualmente, a gasolina comercializada no Brasil está até 30% mais cara que na média dos preços no exterior, de acordo com cálculos de economistas que acompanham esse mercado.O último aumento nos preços dos combustíveis nas refinarias foi anunciado em setembro do ano passado: 6% para a gasolina e 4% para o diesel.

Desde então, a Petrobras vem obtendo elevada margem de lucro com a venda de combustíveis, permitindo à empresa recuperar parte das perdas que teve no período em que o governo a obrigou a manter os preços artificialmente represados. Leia Mais Petrobras deve anunciar ainda neste ano redução no preço da gasolina

Publicado em 30 de agosto de 2016 por

Taxa é a maior da série histórica, que teve início em 2012, segundo o IBGE.
Número de desempregados subiu 37,4% sobre o mesmo trimestre de 2015.

População espera novas oportunidades no mercado de trabalho  (Foto: Reprodução/EPTV)Desemprego no trimestre encerrado em julho registrou a maior taxa desde 2012. (Foto: Reprodução/EPTV)

O desemprego ficou em 11,6% no trimestre encerrado em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando todos os trimestres, a taxa é a maior da série histórica, que teve início em 2012.

No trimestre encerrado no mesmo período de 2015, o índice havia atingido 8,6% e no trimestre anterior, de fevereiro a abril deste ano, a taxa ficou em 11,2%.

Leia Mais Desemprego fica em 11,6% no trimestre encerrado em julho

Publicado em 10 de agosto de 2016 por

A demanda foi apresentada por uma comitiva de governadores como forma de compensação

O governo federal prometeu avaliar um repasse emergencial de R$ 7 bilhões aos Estados de Norte e Nordeste, menos beneficiados no acordo da dívida com a União, afirmou nesta terça-feira,  o governador do Piauí, Wellington Dias. A demanda foi apresentada por uma comitiva de governadores como forma de compensação, já que as duas regiões foram menos contempladas na renegociação.
“Da mesma forma que está sendo atendido, de forma emergencial, o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, também há necessidade de haver um atendimento emergencial a outros Estados”, disse Dias.

Os governadores esperam a resposta antes da votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257, que trata da dívida dos Estados, “para que haja uma votação por entendimento”, disse o governador. Os Estados de Norte e Nordeste têm, juntos, a maior bancada na Câmara. O Executivo ficou de discutir a demanda internamente antes de bater o martelo. Leia Mais Governo avaliará repasse de R$ 7 bi a Estados do Norte e Nordeste, diz governador

Publicado em 26 de julho de 2016 por

Instituto perdeu ainda outros quatro coordenadores, segundo Diário Oficial.
Cortes aconteceram em diversas secretarias e fundações do ministério.

cinemateca2Fachada da Cinemateca, na Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo (Foto: Vivian Reis/G1)

O Ministério da Cultura (MinC) exonerou 70 funcionários ligados à pasta em decisão publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (26). Entre os demitidos estão Olga Futemma, coordenadora-geral da Cinemateca Brasileira, de São Paulo, que estava no cargo desde maio de 2015, e o músico Wagner Tiso Veiga, diretor do Museu Villa-Lobos, do Rio de Janeiro. Leia Mais MinC exonera coordenadora-geral da Cinemateca e mais 69 funcionários

Publicado em 26 de julho de 2016 por

Tabela contém valores mínimo e máximo que poderão ser praticados.
Carteira da Categoria B custa, no mínimo, R$ 1,364, fora taxas do Detran.

20160217181529Teste prático em simulador para tirar a carteira B pode custar no máximo R$ 69, por hora/aula
(Foto: Reprodução/TV Globo)

Os interessados em tirar carteira de habilitação devem ficar atentos. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PE) divulgou, nesta terça-feira (26) no Diário Oficial de Pernambuco, uma  tabela que fixa os novos preços mínimo e máximo para cobrança de hora/aula pelas autoescolas. Os valores variam de R$ 5,45 a R$ 83, dependendo do serviço e do tipo de carteira pretendido pelo futuro motorista ou piloto de moto. Leia Mais Detran divulga os novos preços que podem ser cobrados por autoescolas

Publicado em 22 de julho de 2016 por

Setor afirma ser o primeiro ministério “a contribuir para a meta de redução de 4.307 funções e cargos comissionados, anunciada no início de junho pelo governo federal”

O Ministério do Planejamento informou nesta sexta-feira, 22, que eliminou mais 101 cargos e funções comissionadas da pasta. Com isso, um total de 309 cargos e funções já foi extinto da estrutura do Ministério desde novembro do ano passado, quando foram cortados 208 cargos comissionados. A decisão está formalizada em decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU).
Leia Mais Planejamento corta mais 101 cargos e funções comissionadas

Publicado em 22 de julho de 2016 por

#SalaSocial Hoje professora de História, Joyce Fernandes criou hashtag e página no Facebook para lutar por tratamento mais “humano e igualitário”.

1_-_pagina_no_facebook_criada_na_madrugada_ja_tem_mais_de_20_mil_seguidoresPágina no Facebook criada na madrugada já tem mais de 20 mil seguidores (Foto: Joyce Fernandes)

“Joyce, você foi contratada para cozinhar para a minha família, e não para você. Por favor, traga marmita e um par de talheres e, se possível, coma antes de nós na mesa da cozinha; não é por nada; só para a gente manter a ordem da casa.” Essa foi, segundo a paulista Joyce Fernandes, de 31 anos, uma das frases que ouviu de uma ex-patroa em seu último trabalho como empregada doméstica, em 2009. Hoje professora de História, ela decidiu criar a hashtag #EuEmpregadaDoméstica e uma página homônima no Facebook para denunciar o que chamou de “abusos dos patrões”. Leia Mais Ex-empregada doméstica lança campanha nas redes sociais para denunciar abusos de patrões

Publicado em 20 de julho de 2016 por

moda e negócios2 Com a aproximação do 2º Moda & Negócios do Agreste Pernambucano e conforme projeto apresentado aos confeccionistas, a CDL estará com um treinamento para utilização do sistema de pedidos. O treinamento acontecerá nesta quarta-feira (20) e quinta-feira (21), às 19 horas, na UNOPAR, que fica por trás do Mercadão.
De acordo com a executiva da CDL, Katyane Amaral, o evento é de suma importância para todos os empresários que irão participar do Moda e Negócios. Leia Mais EMPRESÁRIOS QUE IRÃO PARTICIPAR DO 2º MODA E NEGÓCIOS RECEBERÃO TREINAMENTO