Publicado em 17 de outubro de 2018 por

Waldenberg Eugênio de Souza se apresentou à polícia no Rio de Janeiro e confessou a morte do enteado, que ele tinha registrado e criava como filho.

Vídeo de câmeras de segurança registraram o momento em que a mãe do menino Erick Ferreira, 13 anos, sai para trabalhar, no Bairro de Utinga, em Santo André, no ABC Paulista, às 7h40 desta segunda-feira (15).

Cerca de 50 minutos depois aparece o padrasto Waldenberg Eugênio de Souza, 33 anos. Ele foge com uma mochila nas costas após matar o enteado e estrangular o irmão da vítima, Ítalo, de 3 anos, que sobreviveu e está internado.

Nesta terça-feira (16), ele se apresentou à polícia no Rio de Janeiro e confessou aos policiais que matou o enteado Erik e que pensou que tivesse matado o filho, Ítalo, de 3 anos, por estrangulamento. Logo depois do crime, em Santo André, ele fugiu para a casa de parentes, no Rio, e foi convencido por eles a se entregar.

Waldenberg foi indiciado por homicídio doloso e tentativa de homicídio.

Durante o depoimento, Waldenberg chorou várias vezes e disse aos policiais que se arrependeu do crime. Ele deverá ser transferido nos próximos dias para um Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Paulo.

A família do menino Erick Ferreira disse que a justiça foi feita após a prisão dele no Rio de Janeiro. O crime, segundo as investigações, foi motivado pela recusa do assassino em aceitar o fim do relacionamento com a mãe da criança.

Segundo a tia do menino, Marluce Ferreira, a família estava angustiada com a liberdade dele. “Dá um alívio. Justiça dele ter sido pego, porque a gente estava muito angustiada, porque essa tragédia que ele fez não poderia ter saído impune.”

Marluce disse ainda que o padrasto era muito ganancioso. “Ele é uma pessoa muito gananciosa. Ele tinha uma, duas casinhas, numa vilinha, não era nada que ia levar ele a algum lugar. Então, aquele ordinário não queria sair da casa da minha irmã, mesmo ele tendo filho com ela, ele não queria deixar.”

O irmão de Erick, Ítalo, de 3 anos, está internado no Hospital Mario Covas, em Santo André, e o estado de saúde dele é considerado estável.

“Tiveram uma série de desentendimentos com a companheira dele, que também passou a ter desentendimentos com o enteado e que por uma discussão banal relacionada a uma tarefa doméstica ele acabou cometendo esse ato covarde contra o enteado”, disse o delegado carioca Neilson Nogueira.

O corpo do garoto foi enterrado no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, nesta segunda-feira, em Santo André.

No velório, a mãe dos meninos precisou ser medicada e amparada por familiares. Na segunda-feira, ela deixou os filhos com o pai e foi trabalhar. Quando voltou, encontrou o menor com fome e assustado. Waldenberg ja tinha fugido.

Waldenberg Eugênio de Souza, preso após confessar ter matado o enteado de 13 anos — Foto: Reprodução/TV GloboWaldenberg Eugênio de Souza, preso após confessar ter matado o enteado de 13 anos — Foto: Reprodução/TV Globo

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Publicado em 4 de outubro de 2018 por

José Roberto de Oliveira, de 40 anos, trabalhava há quase 20 na corporação, em Registro, no interior paulista. Laudo pericial é aguardado para os próximos dias.

Cabo Oliveira trabalhava na 2ªCia da Polícia Militar Ambiental, em Registro, SP — Foto: G1 SantosCabo Oliveira trabalhava na 2ªCia da Polícia Militar Ambiental, em Registro, SP — Foto: G1 Santos

Um policial militar ambiental foi encontrado morto com um tiro na cabeça em uma área de mata, próximo a uma rodovia estadual, em Registro, na região do Vale do Ribeira, interior de São Paulo. A vítima foi identificada como José Roberto de Oliveira, de 40 anos.

Segundo informações apuradas, e confirmadas pela polícia nesta quinta-feira (4), o agente trabalhava há quase 20 anos na corporação e estava lotado na 2ª Companhia do 3º Batalhão de Polícia Militar Ambiental. Ele estava de folga no dia da morte, e não fazia nenhuma diligência.

Por meio de nota, o comando da PM na região informou que o corpo do cabo Oliveira, como era chamado, foi encontrado nas imediações de uma estrada sem nome, na altura do acesso à rodovia SP-139, no bairro Vila Ponce, em Registro.

O motivo da morte ainda não está esclarecido e segue em apuração pela Polícia Civil na cidade, com apoio da equipe da Corregedoria da PM. A arma do policial e outros pertences foram encaminhados para análise do Instituto de Criminalística. Apuramos ainda, que o laudo pericial é aguardado para os próximos dias.

A PM lamentou o ocorrido, e disse que o cabo Oliveira era um “ótimo profissional”. Além disso, afirmou que a corporação está prestando apoio no esclarecimento do caso e também à família do policial. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Registro.

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Publicado em 27 de setembro de 2018 por

Tara Fares, de 22 anos, levou três tiros. Ministério do Interior confirma morte da modelo e diz que crime será investigado.

missTara havia postado esta imagem há 4 dias no Instagram. — Foto: Reprodução/Instagram/Omar Moner

A modelo iraquiana Tara Fares, de 22 anos, foi vítima de uma emboscada e morta a tiros em Bagdá, segundo o Ministério do Interior do Iraque. De acordo com o comunicado oficial, o corpo da jovem chegou ao hospital por volta das 17h45 (horário local) desta quinta-feira (27), com ferimentos letais causados por três balas. O crime está sendo investigado.

Tara venceu o concurso Miss Bagdá em 2015. Ela fazia sucesso nas redes sociais – sua conta no Instagram tem mais de 2,6 milhões de seguidores.

Nesse perfil, inclusive, há uma publicação póstuma, com uma foto em preto e branco da modelo. Na legenda, um texto religioso pede para “Alá perdoá-la e concedê-la com Sua grande misericórdia”.

Publicado em 26 de setembro de 2018 por

‘Você é uma mulher, véi, tem que aceitar isso!’, diz trecho da gravação. Rapaz, que também é mineiro, foi preso e autuado por dois crimes.

A universitária de Belo Horizonte agredida nos Estados Unidos gravou parte da briga que teve com o namorado, que foi preso e autuado por dois crimes. Na gravação, Melissa Gentz, de 22 anos, é chamada de burra. Em outro trecho, o homem, que seria o também mineiro Erick Bretz, de 25, diz: “você é uma mulher, véi, tem que aceitar isso!”. (Ouça a gravação no vídeo acima)

Melissa contou que no domingo (23) estava na casa de Erick, em Tampa, na Flórida, e que eles assistiam a um filme, mas que o jovem começou a beber. A estudante falou que ele usa remédio para dormir e que não pode ser misturado à bebida alcoólica.

“Depois de um tempo ele começou a ficar agressivo. Pedia sem parar o meu celular. Ele ficou elétrico. Eu queria dormir porque no outro dia eu tinha aula. Eu queria ir embora e ele não deixava”, relembrou Melissa.

No áudio gravado pela jovem, o rapaz diz que era para ela dar o celular quando ele pedisse. “Por que você é tão burra assim? Para de fazer burrice, véi. Você não tem mais noção de p… nenhuma. Já te falei, véi. Para de ser burra! (…) Você não aceita o homem que tem mais dominância do que você. Você não aceita, você acha que é o homem da relação. Mas você não é, você é uma mulher, véi, tem que aceitar isso!”.

Procuramos a família de Bretz, mas até última atualização desta reportagem ninguém havia se manifestado.

Melissa contou que Erick a empurrou várias vezes, prendeu a cabeça dela entre as pernas dele, pegou um vidro de soro fisiológico e virou no rosto de Melissa.

“Ele apertava o meu rosto, chutou o meu rosto, me puxou pelos cabelos pelo apartamento. Ele bateu a minha cara no chão”.

Com muito custo, Melissa conta que conseguiu se desvencilhar de Erick e correu para dentro do banheiro, mas ele arrombou a porta. “Para eu me livrar dele, eu entreguei o celular para ele e saí correndo para a portaria do prédio”.

Melissa disse que o porteiro chamou a polícia e uma ambulância para socorrê-la. Depois de medicada, no mesmo dia, à tarde, Melissa voltou ao apartamento de Erick para buscar os objetos pessoais. Ela estava acompanhada de dois policiais. O rapaz estava dormindo e recebeu voz de prisão.agressao

Fiança

Para se livrar da cadeia, Erick precisará pagar uma fiança de US$ 60 mil dólares – o que equivale a cerca de R$ 240 mil. Caso a fiança seja paga, o jovem ainda terá de entregar o passaporte para responder ao processo nos Estados Unidos.

Melissa foi para Flórida em janeiro de 2015 para estudar biologia celular e molecular. Ela se formaria em dezembro, mas como está muito machucada não tem condições físicas de frequentar as aulas. Ela disse que deve trancar este semestre.

Ela contou ainda que houve outros episódios de ciúmes e que ele sempre pegava o celular dela. “Ele gritava, me ameaçava, dizia que eu era louca, que eu era surtada. Eu não podia ficar sem o meu celular porque como moro fora eu preciso do celular”, disse a jovem, que tinha no aparelho um meio de comunicação com os parentes.

Por causa da agressão, os pais e a irmã de Melissa chegaram aos Estados Unidos nesta segunda-feira (24) para acompanhar o caso. Ela e a família vão nesta terça (25) a um escritório de advocacia para tomar conta do caso. “O homem que te bate uma vez não vai mudar mais”, desabafou.

Namoro de três meses

Erick e Melissa namoravam há apenas três meses, desde junho. Segundo ela, o ex foi para os Estados Unidos com a intenção de fazer faculdade de administração. Ele também foi campeão de motocross.

De acordo com o site do Tampa Police Department Bookings – Departamento de Polícia de Tampa –, Bretz foi preso no dia da agressão.

Ainda de acordo com o site, Erick está preso e responde por duas acusações: “domestic battery by strangulation” (violência doméstica por estrangulamento) e “tampering with a witness” (intimidar vítima ou testemunha).

Fotos de Melissa mostram a jovem muito machucada no rosto em um lugar que parece ser o parapeito de uma janela em um banheiro, há um chumaço de cabelos molhados.

No Instagram de Melissa, ela repostou nesta terça-feira (25) uma foto em que veste uma camiseta preta de alcinha e desabafa: “Estou repostando essa foto porque meu ex namorado deletou ela sem eu ver. Ele disse que mulher com namorado não podia ter foto “mostrando os seios” no instagram. Eu peço que TODAS as mulheres possam ter força e coragem para terminar relacionamentos abusivos como o meu último. Começou com reclamações das minhas fotos no Instagram, depois dos comentários nas fotos, mensagens que eu recebia no WhatsApp… até que ele me pegou pelo cabelo e disse que eu precisava aceitar minha realidade porque eu era a mulher da relação. Um homem que te trata assim não te respeita e não te vê nem como ser humano. Ele não vai mudar. Se coloque em primeiro lugar sempre antes que seja tarde demais”.

Melissa Gentz depois de ser espancada — Foto: Melissa Gentiz/Arquivo pessoal Melissa Gentz depois de ser espancada — Foto: Melissa Gentiz/Arquivo pessoal

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Publicado em 19 de setembro de 2018 por

Informação foi confirmada ao G1 pelos familiares da vítima na noite desta terça-feira, 18. A modelo Mara Castro Monnarca concorreu ao Miss Pará 2012

Ex-miss é morta em Marituba, no Pará — Foto: Reprodução/FacebookEx-miss é morta em Marituba, no Pará — Foto: Reprodução/Facebook

O corpo da mulher encontrado nesta terça-feira (18), em Marituba, região metropolitana de Belém, é da modelo paraense Mara Castro Monnarca, 29, que concorreu em 2012 ao Miss Pará representando Mosqueiro, distrito de Belém. A informação foi confirmada por familiares da vítima.

Moradores avistaram o corpo em área de mata na comunidade Nova Jerusalém. A Polícia e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados.

O corpo da jovem passa por análises da necropsia e ainda não foi liberado pelo IML. A mãe da vítima, Rita da Conceição Castro, e a irmã, Meg da Conceição Castro, foram até o IML fazer o reconhecimento do corpo.

“A minha filha se meteu com um vagabundo. Eu acho que ele, lá da cadeia, mandou matar ela”, disse a mãe da vítima. Ainda segundo ela, o corpo será levado para Mosqueiro, para ser velado lá.

A vítima foi encontrada morta com perfurações no corpo e no pescoço — Foto: Reprodução/FacebookA vítima foi encontrada morta com perfurações no corpo e no pescoço — Foto: Reprodução/Facebook

De acordo com a Divisão de Homicídios (DH), Mara Castro Monnarca estava com perfurações pelo corpo e não havia sinais de estupro. A DH também informou que está levantando informações sobre o caso.

O caso deve ser investigado pela Seccional de Marituba e quem tiver informações que possam contribuir com o trabalho da polícia pode entrar em contato pelo Disque-Denúncia, no 181.

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Publicado em 13 de setembro de 2018 por

Candidato do PSL foi submetido a cirurgia de emergência para desobstruir o intestino na noite de quarta. Segundo médicos, ele passa bem e não sentiu dores nem náusea.

bolsonaro-hospital-rogerO candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, evolui bem após passar por cirurgia de emergência para desobstruir o intestino na noite de quarta-feira (12), informou boletim médico divulgado na manhã desta quinta-feira (13) pelo Hospital Albert Einstein.

O candidato está internado desde sexta (7) no hospital da Zona Sul de São Paulo, após ser vítima de uma facada durante ato de campanhaem Juiz de Fora, Minas Gerais.

O procedimento durou duas horas e terminou por volta das 23h30. Segundo os médicos, a nova intervenção foi bem-sucedida e o candidato passa bem. Ele não sentiu dores nem teve náusea durante a madrugada. Bolsonaro foi levado para o mesmo leito onde estava antes da cirurgia, e voltou a ter o protocolo de cuidados de UTI.

Carlos Bolsonaro, um dos filhos do candidato, fez na manhã desta quinta um post nas redes sociais sobre a cirurgia.

 @CarlosBolsonaro

 Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem; estou vendo de perto o trabalho dessas pessoas desde o início e só temos a agradecer! Noite delicada, mas 100% contornada. O velho é forte como um cavalo, não é a toa que seu apelido de Exército é “cavalão”!

Cirurgia

Na noite de quarta, o hospital informou que Bolsonaro teve “distensão abdominal progressiva e náuseas”, e precisou passar por uma tomografia no abdômen. O exame identificou presença de aderência obstruindo o intestino delgado. Segundo o hospital, a solução do problema era cirúrgica.

Em uma das três perfurações sofridas no intestino delgado, formou-se uma fístula, um pequeno orifício, que provocou inflamação e gerou o quadro de aderência, que é uma obstrução intestinal.

De acordo com médicos especialistas, a aderência (ou a união de dois tecidos do corpo) ocorreu em decorrência da cicatrização interna em áreas que sofreram incisão cirúrgica, no caso, a realizada após a facada.

Novo boletim médico do candidato Jair Bolsonaro — Foto: ReproduçãoNovo boletim médico do candidato Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução

A aderência foi causada pela inflamação decorrente do trauma e dificultou a passagem de alimentos pelo intestino. Na cirurgia, as fístulas foram suturadas e as aderências foram liberadas.

“Além disso, constatou-se um extravasamento de secreção entérica (secreção intestinal) a montante do ponto de obstrução em uma das suturas realizadas anteriormente para correção dos ferimentos intestinais. Em grandes traumas abdominais esta complicação é mais frequente do que em cirurgias programadas”, diz o boletim da manhã desta terça (leia a íntegra acima). “A limpeza abdominal foi realizada como feito rotineiramente.”

Todos os pontos de possível obstrução foram tratados para reduzir a chance de novos problemas na região.

A alimentação voltou a ser parenteral (endovenosa) desde a tarde de quarta. A dieta será liberada quando se reestabelecer o trânsito gástrico. O tipo de dieta será decidido após a liberação.

Bolsonaro sofreu um atentado na última quinta-feira (6) e foi atingido por uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Bolsonaro precisou passar por cirurgia após sofrer lesões nos intestinos delgado e grosso, e foi encaminhado para o Albert Einstein no dia seguinte.

Recuperação em hospital de SP

A previsão inicial de internação era de sete a dez dias. Médicos e parentes do presidenciável disseram que a nova cirurgia, porém, deve atrasar a alta.

Depois de sair do hospital, o candidato será submetido a outra cirurgia de grande porte para “reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia”.

A realização da operação já estava prevista para depois que o candidato tiver alta. Segundo médicos ouvidos pela reportagem, a cirurgia só deve acontecer daqui a dois meses. Nesse meio tempo, Bolsonaro seguirá com a bolsa externa ligada à barriga.

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Publicado em 13 de setembro de 2018 por

Delegada diz que Joel Cunha Silva, 21, cometeu crime com crueldade, furando os olhos do companheiro; ele foi capturado em Anápolis, onde morava nas ruas.

Joel Silva foi preso suspeito de matar o namorado em Goiânia — Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoJoel Silva foi preso suspeito de matar o namorado em Goiânia — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Um jovem de 21 anos foi preso suspeito de matar a facadas o namorado, Doasley Ferreira de Souza, de 34 anos, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, Joel Cunha Silva, de 21 anos, cometeu o crime com crueldade, furando os olhos do companheiro e gravando as iniciais do próprio nome na barriga do companheiro.

A delegada responsável pelo caso, Magda D’Ávila, disse que Joel e Doasley mantinham um relacionamento há alguns meses. Ela afirma que o jovem confessou o crime, mas negou que os dois fossem namorados. A investigadora acredita que o crime tenha sido motivado por ódio e por “não aceitação da própria orientação sexual”.

“Foi um crime horrível, com requintes de crueldade. Ele esfaqueou os olhos do namorado, o perfurou por várias partes do corpo e ainda escreveu ‘Jo’ na barriga dele. Ele diz que matou o Doasley porque havia pedido dinheiro para ele, mas ele não havia entregado. Nós apuramos que sim, eles tinham um relacionamento, eram namorados, o que ele nega veementemente”.

 “Trata-se de um crime cometido com muito ódio. A gente percebe que ele estava neste relacionamento, mas tinha raiva, não aceitava a própria orientação sexual”, disse a investigadora.

Não conseguimos localizar a defesa de Joel.

O crime ocorreu no dia 14 de abril deste ano, na quitinete em que Doesley morava, no Setor dos Funcionários, região central de Goiânia.

Conforme a delegada, no local estavam Joel, Doesley e um amigo do casal, Luiz Roberto de Morais, quando uma discussão começou. Durante a briga, conforme a investigadora, Joel esfaqueou o namorado e fugiu. O corpo foi encontrado por colegas de trabalho da vítima.

Segundo a delegada, Luiz Roberto foi localizado em junho, dois meses após o crime, e chegou a ser preso suspeito do crime. Ele negou ter participado e indicou o nome de Joel como sendo o autor das facadas. A investigação concluiu que Luiz não teve participação na morte, o inocentou do homicídio, mas o indiciou por omissão de socorro.

“Foi por meio do Luiz Roberto que nós encontramos Joel. Ele negou o fato, disse que o Joel havia sido o autor. Dois meses depois, quatro meses de pois do crime, a Inteligência da polícia localizou o autor, que estava morando as ruas em Anápolis. Ele, além de confessar, disse que Luiz Roberto realmente não cometeu o crime e, inclusive, tentou apartar a briga”, contou a delegada.

Joel foi indiciado por homicídio duplamente qualificado. Já Luiz Roberto, como a investigadora explicou, vai responder por omissão de socorro, por ter fugido do local após o crime.

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Publicado em 13 de setembro de 2018 por

Segundo a Delegacia de Defesa da Mulher, jovem aparenta estar arrependida de denunciar o pai, de quem engravidou duas vezes. Advogados foram contratados pela filha para tentar tirá-lo da cadeia.Violência-doméstica-contra-crianças-e-idosos

A jovem que foi abusada pelo pai desde criança vivia um relacionamento “de marido e mulher” com ele, segundo apuração da Delegacia de Defesa da Mulher da Mulher (DDM) de Jundiaí (SP). O homem está preso temporariamente desde segunda-feira (10), no Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista (SP).

Em entrevista, a investigadora responsável pelo caso afirmou que a mulher, hoje com 27 anos, tinha um relacionamento com o pai desde os 15.

“Eles viviam como marido e mulher. Muitas pessoas sabiam e faziam ‘vista grossa’, porque ela aceitava a situação e não era forçada a isso”, explica a investigadora Lilian Picchi.

O caso chegou à DDM apenas no fim de agosto, quando a vítima procurou ajuda por influência de uma amiga. Ela disse que começou a ser estuprada quando tinha 7 anos e que os abusos aconteciam com frequência na casa onde morava com o pai, a mãe, dois irmãos e uma irmã.

Durante o período dos abusos, a vítima ficou grávida duas vezes – o primerio filho morreu ao nascer e o segundo está com 7 anos. Ainda segundo a polícia, após os 15 anos, o relacionamento teria sido consentido entre pai e filha.

Segundo Lilian, a mulher aparenta estar arrependida de ter denunciado o pai, já que, ao saber da prisão dele, saiu de um abrigo da prefeitura, onde recebia atendimento psicológico e assistência social, para contratar um advogado para defendê-lo e tentar tirá-lo da prisão.

Em depoimento à polícia, a jovem afirmou que chegou a ter alguns namorados, mas contou que os relacionamentos nunca davam certo, porque o pai era muito ciumento e “ficava em cima” quando ela saía com os rapazes.

A mãe da jovem só foi saber do caso em 2017, quando a filha revelou que o pai era progenitor do filho dela. Após a revelação, o homem teria saído de casa e voltado algum tempo depois. Neste período, eles continuaram tendo relações sexuais.

Apesar de morar com a esposa, a polícia afirma que o homem não tinha mais nenhum tipo de relacionamento amoroso com ela.

A DDM afirmou que a mulher não pode retirar a queixa, já que os abusos começaram quando ela ainda era uma criança.

‘Nunca vi caso assim’

Lilian afirmou que o desenrolar do caso surpreendeu a ela e a todos da DDM. A família não teve a identidade revelada à imprensa, mas o G1 tenta contato com o advogado contratado pela mulher.

“Em 20 anos de trabalho nós nunca vimos um caso assim. É muita reviravolta, uma situação difícil de compreender”, conta.

O homem deve permanecer preso por 30 dias até que o inquérito seja analisado por um juiz. A investigadora disse que o advogado contratado pela filha deve entrar com um habeas corpus para tentar liberar o homem.

A DDM afirmou que, apesar de ter deixado o abrigo mantido pela prefeitura, a vítima continua recebendo atendimento psicológico.

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Publicado em 13 de setembro de 2018 por

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A menina de 11 anos, que foi estuprada pelo irmão dentro de casa, está internada em estado grave no Hospital Municipal de Serrinha, a cerca de 175 km de Salvador, nesta quinta-feira (13).

A polícia informou, com base no boletim médico fornecido pela unidade de saúde, que a criança teve hemorragia interna devido a uma laceração na região íntima, após ser violentada.

Bruno Cordeiro Reis, de 20 anos, violentou a criança durante uma visita. O jovem foi preso na casa onde estuprou a vítima, poucas horas depois do crime, e confessou o abuso.

Ele é irmão da garota apenas por parte de mãe, e esteve na casa para visitar a família. Segundo a polícia, ele aproveitou a ausência da mãe para atacar a criança.

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