Publicado em 18 de dezembro de 2018 por

Deputado de mandato coletivo do PSOL entrou no palco, foi retirado e houve briga entre os eleitos.

Diplomação do governador, vice, deputados e senadores na Sala São Paulo — Foto: Tahiane Stochero/G1 Diplomação do governador, vice, deputados e senadores na Sala São Paulo — Foto: Tahiane Stochero/G1

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), o vice, Rodrigo Garcia (DEM), deputados estaduais e federais e senadores eleitos no estado foram diplomados nesta terça-feira (18) em uma cerimônia realizada na Sala São Paulo, no Centro da capital paulista. Houve confusão entre os parlamentares eleitos e a cerimônia chegou a ser interrompida por cerca de 20 minutos.

Jesus dos Santos, integrante da bancada coletiva encabeçada pela deputada estadual eleita Monica Seixas, do PSOL, subiu no palco no momento da diplomação e foi impedido por seguranças. Ele queria participar da foto com o documento.

O parlamentar foi agarrado e puxado à força para fora do palco. Quando estava sendo retirado, a plateia gritou “fascistas não passarão”. Além dos seguranças, o deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL) também impediu Jesus de se juntar aos demais parlamentares.

A cerimônia ficou paralisada por 20 minutos. Policiais militares, jornalistas e demais participantes subiram ao palco. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Carlos Eduardo Caduro Padin, pediu para todos se sentarem, mas demorou para ser atendido.

A deputada eleita Monica disse que já havia um acordo prévio com o TRE para que a chapa coletiva recebesse o diploma com os nove integrantes juntos no palco. Jesus do Santos, segundo a deputada eleita, teria sido o único barrado por um dos seguranças e por Frota.

Jesus disse que houve “racismo” ao impedirem de subir no palco, e que Frota deu uma joelhada nele e o intimidou.

Frota disse que não podia aceitar que alguém pulasse no palco. “As pessoas estão sendo homenageadas, estão sendo diplomadas, não dá para ter atos como esse tipo de bandido, de pular no palco e criar esse tipo de situação. Comigo não se cria, vai ser daí para frente. Eu não sei se é uma mostra de oposição não, mas é errada, no dia em que as pessoas todas, inclusive partidos de oposição e partidos de situação, estão todos juntos recebendo os seus diplomas. Então a gente não pode aceitar que um sujeito desses pule no palco daquela maneira que ele pulou e venha achar que ele irá mandar na festa”, disse.

Depois, questionado por qual razão chamou o deputado eleito de “bandido”, Frota respondeu: “Para mim ele é um bandido. A maneira como ele pulou no palco eu não gostaria que fizesse isso, você gostaria que fizesse isso na sua casa, na sua festa? Não, e eu também não gostei disso aqui, isso é uma festa para aqueles que foram eleitos e não para bandido, para militante de esquerda ficar fazendo e usando da nossa festa para promover os movimentos deles”.

Eduardo Bolsonaro (PSL) se manifestou sobre a confusão. “As pessoas estão sendo homenageadas, diplomadas, e acontecem atos bandidos como este”, disse.

Diplomação

Segundo Padin, a diplomação é um documento que atesta o resultado das urnas e “marca o fim da eleição e o início dos novos mandatos”. “A cerimônia da diplomação, embora singela, coroa o ciclo da eleição, o candidato fica habilitado a exercer o cargo para o que foi eleito”, disse ele.

“É um momento de alegria e comemoração, representando a escolha e a sobernia popular”, salientou. Os eleitos, contudo, podem perder o cargo caso haja algum recurso contra a diplomação ou impugnação de mandato por abuso de autoridade ou abuso de poder econômico.

Ao todo, 94 deputados estaduais e 70 federais foram diplomados nesta manhã, entre eles a advogada e professora Janaina Paschoal (PSL), a mais bem votada da história do Brasil e que se destacava com um vestido roxo, e Eduardo Bolsonaro (PSL), parlamentar mais votado no estado, além dos senadores eleitos por São Paulo Major Olímpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB).

“Realizamos um primeiro turno eficiente e conduzimos um segundo turno da forma delineada pelas pesquisas e na mente dos cidadãos. Temos que ter cuidado com a interferência das redes sociais, mas não é o momento de tratarmos deste assunto”, disse o desembargador presidente do TRE ao discursar no evento, que começou por volta das 11h30, com meia hora de atraso.

O presidente da Assembleia Legislativa, Cauê Macris (PSDB), foi o primeiro a receber o diploma, por ter sido reeleito. Sua coligação partidária elegeu 28 deputados estaduais. Na cerimônia, após receber seu diploma, o deputado Conte Lopes (PP), ex-PM da Rota, prestou continência ao presidente e ao corregedor do TRE, que lhe entregou o certificado.

Os PMs e militares eleitos prestaram continência ao corregedor, presidente e vice-presidente do TRE. Deputados eleitos do PT fizeram um L com as mãos em menção ao “Lula Livre” e foram vaiados por parte da plateia.

Doria diplomado

Doria e seu vice, Rodrigo Garcia, também foram diplomados. “Recebi a diplomação ao lado de deputados estaduais, federais, senadores e senadoras. É um orgulho”, disse. “Isto é democracia, democracia pelo voto, o voto manda no Brasil”, disse o tucano.

Doria assume em 1º de janeiro, já os deputados federais começam o novo mandato em fevereiro e os estaduais, em março.

Leia Mais Diplomação de eleitos em São Paulo tem confusão entre deputados, PM no palco e acusação de racismo

Publicado em 12 de setembro de 2018 por

Encontro da Igreja Católica acontecerá em fevereiro de 2019. Reunião será a primeira do tipo.

Papa Francisco: encontro com bispos do mundo todo para discutir escândalos de abuso sexual. — Foto: Tiziana FABI / AFPPapa Francisco: encontro com bispos do mundo todo para discutir escândalos de abuso sexual. — Foto: Tiziana FABI / AFP

O Papa Francisco está convocando os bispos de todas as conferências episcopais de todo o mundo para uma cúpula em fevereiro para discutir a prevenção do abuso sexual de clérigos e a proteção de menores.

“O Santo Padre Francisco, depois de ouvir o Conselho dos Cardeais, decidiu convocar uma reunião com os Presidentes das Conferências Episcopais da Igreja Católica sobre o tema da ‘proteção de menores'”, diz o comunicado do Vaticano.

Segundo a agência Associated Press, a reunião, que acontecerá entre os dias 21 e 24 de fevereiro, é a primeira desse tipo e sinaliza uma percepção nos níveis mais altos da Igreja de que o abuso sexual clerical é um problema global e não restrito ao mundo anglo-saxão, como muitos líderes da igreja insistem em dizer.

Os conselheiros cardeais-chave de Francisco anunciaram a decisão na quarta-feira (12), quando o mais recente capítulo de escândalo de encobrimento da Igreja Católica ao abuso sexual colocou o seu papado em crise.

O papado de Francisco foi sacudido por acusações de ter reabilitado um cardeal americano das sanções impostas pelo papa Bento XVI por ter molestado e assediado seminaristas adultos.

Encontro com bispos americanos

O Papa Francisco receberá na quinta-feira (13) os principais bispos americanos em meio ao escândalo sobre os abusos sexuais cometidos por membros do clero, e depois das acusações contra o pontífice de ter protegido um cardeal americano.

A publicação em meados de agosto de um volumoso relatório sobre os abusos cometidos na Pensilvânia por membros do clero, junto com a renúncia em julho do cardeal americano Theodore McCarrick, suspeito de praticar abusos sexuais contra seminaristas e sacerdotes, abalaram a Igreja Católica americana e revelaram profundas divisões entre bispos, alguns dos quais criticaram abertamente o papa.

Leia Mais Papa convoca bispos para cúpula de prevenção do abuso sexual

Publicado em 3 de setembro de 2018 por

Visão de Igreja mais liberal do atual pontífice tem enfrentado oposição de conservadores, em uma batalha que extrapolou corredores do Vaticano para ser travada em público.

Papa Francisco. (Foto: EPA)Papa Francisco. (Foto: EPA)

Uma guerra ideológica que há anos divide a Igreja Católica deixou os corredores do Vaticano nesta semana para ser travada em público. De um lado, estão o papa Francisco e aqueles que apoiam sua visão de uma Igreja mais liberal em relação a temas como divórcio e homossexualidade. De outro, conservadores que criticam essa tentativa de abertura e temem um enfraquecimento da religião.

O embate ganhou manchetes com a divulgação, no domingo passado, de uma carta em que o ex-núncio apostólico na capital americana, Carlo Maria Viganò, acusa Francisco de ter acobertado crimes sexuaiscometidos pelo ex-arcebispo de Washington, Theodore McCarrick, e pede a renúncia do papa.

O documento de 11 páginas, publicado por sites religiosos conservadores nos Estados Unidos, não oferece provas, mas chega em um momento em que fiéis do mundo inteiro estão abalados por sucessivas revelações de abusos sexuais contra crianças cometidos durante décadas por membros do clero em vários países.

A carta foi divulgada enquanto o papa visitava a Irlanda, um dos países afetados. Francisco se reuniu com vítimas e pediu perdão por abusos cometidos por membros da Igreja, ritual repetido em outras viagens. Mas muitos católicos lamentam a falta de medidas concretas e de uma resposta rápida aos escândalos, e alguns chegaram a abandonar a Igreja.

Leia Mais A ‘guerra civil’ na Igreja Católica que pode abalar pontificado do papa Francisco

Publicado em 27 de agosto de 2018 por

Vaticano retira palavra ‘psiquiatria’ de transcrição da entrevista. Porta-voz diz que Papa ‘não tinha a intenção de dizer que se tratava de uma doença psiquiátrica’.

Papa Francisco dá entrevista a jornalistas em avião durante da Irlanda à Roma (Foto: Gregorio Borgia, Pool/AP Photo)Papa Francisco dá entrevista a jornalistas em avião durante da Irlanda à Roma (Foto: Gregorio Borgia, Pool/AP Photo)

Vaticano retirou, nesta segunda-feira (27), a referência à “psiquiatria” na declaração dada neste domingo pelo Papa Francisco, ao ser questionado sobre a homossexualidade, e um porta-voz disse que o sumo pontífice não quis abordar o tema como “uma doença psiquiátrica”.

No domingo, em entrevista coletiva no avião que levava Francisco da Irlanda de volta para Roma, o Papa argentino disse que os pais que observarem tendências homossexuais em seus filhos devem dialogar e dar espaço para que a criança possa se expressar.

Durante a entrevista, o Papa disse: “Uma coisa é quando se manifesta quando criança, quando há tantas coisas que podem ser feitas, por meio da psiquiatria, para ver como estão as coisas. Outra coisa é quando se manifesta depois dos 20 anos”.

Na transcrição da entrevista publicada nesta segunda pelo serviço de imprensa do Vaticano, a frase ficou: “Uma coisa é quando se manifesta quando criança, quando há tantas coisas que podem ser feitas, para ver como estão as coisas. Outra coisa é quando se manifesta depois dos 20 anos ou algo parecido”.

Um porta-voz do Vaticano explicou à agência France Presse que a palavra “psiquiatria” foi retirada do boletim “para não alterar o pensamento do papa”.

“Quando o Papa se refere à ‘psiquiatria’, é claro que ele faz isso como um exemplo que entra nas coisas diferentes que podem ser feitas”, explicou a mesma fonte.

“Mas, com essa palavra, ele não tinha a intenção de dizer que se tratava de uma doença psiquiátrica, mas que talvez fosse necessário ver como são as coisas no nível psicológico”, acrescentou o porta-voz.

Na mesma entrevista, o Papa disse que não comentaria as acusações do acerbispo de um ex-embaixador do Vaticano de que teria encoberto abusos sexuais.

Leia Mais Vaticano muda declaração do Papa sobre ajuda psiquiátrica a criança que dê sinal de ser gay