Publicado em 18 de dezembro de 2018 por

Morador de rua teve queimaduras de 2º grau. Caso está sendo investigado pela Polícia Civil em Santos, no litoral paulista.

Homem ateia fogo em morador de rua em Santos (SP) — Foto: ReproduçãoHomem ateia fogo em morador de rua em Santos (SP) — Foto: Reprodução

Em um vídeo na tarde desta terça-feira (18) mostra um morador de rua de 56 anos sendo incendiado em uma movimentada avenida de Santos, no litoral de São Paulo. As imagens foram registradas por um morador, durante a madrugada, que acordou assustado com a gritaria no local. A vítima foi encaminhada para um hospital da cidade com queimaduras de 2ª grau. O suspeito de ter cometido o ataque ainda não foi identificado pela polícia.

Segundo testemunhas, o ataque ocorreu na Avenida Pedro Lessa, no bairro Embaré, após o suspeito ter acusado o morador de rua de ter roubado um celular. Para não ser identificado, o rapaz, que ainda agrediu com socos e chutes o morador antes das imagens começarem a ser registradas, utilizou um capacete para cobrir o rosto. Outras imagens obtidas pela polícia, porém, podem ajudar a identifíca-lo.

“Eu acordei com uma gritaria, uma discussão enorme. Quando fui na janela, vi o cara dizendo que o mendigo tinha roubado o celular dele. A vítima negava e dizia que tinha sido outra pessoa que havia cometido o crime. Eles discutiram por um tempo e o rapaz chegou a agredir ele com o capacete, chutou e o ameaçou de morte”, explica.

Nas ameaças, o homem dizia que ia jogar gasolina no morador de rua. Segundo a testemunha, o rapaz de capacete saiu do local e, quando voltou, jogou combustível etanol no corpo da vítima. “Ele tacou fogo nele. Foi uma coisa absurda, um caso de extrema agressão. Se ele achava que o cara tinha assaltado ele, poderia apenas imobilizar e chamar a polícia”, lamenta.

Ao amanhecer, a testemunha foi até o 3º DP de Santos, onde registrou um boletim de ocorrência. Equipes da Polícia Civil estiveram no local e o galão utilizado para transportar o combustível ainda estava no chão, derretido. A perícia também esteve na Avenida Pedro Lessa e fez fotos do local do crime. Até o momento, o homem de capacete que aparece nas imagens não foi identificado.

Segundo a Prefeitura de Santos, o morador em situação de rua deu entrada na UPA Central por volta das 7h da manhã com queimaduras de 2º grau. Ele passou pelos primeiros atendimentos e foi transferido perto das 7h30 para a Santa Casa de Santos. Na Santa Casa, ele está sendo atendido por equipe multiprofissional.

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Publicado em 18 de dezembro de 2018 por

Justiça Federal em Osasco condenou ator eleito deputado federal pelo PSL, a pagar multa de cerca de R$ 295 mil ao também deputado do PSOL por difamação e injúria na internet. Frota terá ainda de e picotar papel. Defesa vai recorrer.

Alexandre Frota (PSL-SP) e Jean Wyllys (PSOL-RJ) — Foto: Reprodução e Luis Macedo/Câmara dos DeputadosAlexandre Frota (PSL-SP) e Jean Wyllys (PSOL-RJ) — Foto: Reprodução e Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A Justiça Federal em Osasco, na Grande São Paulo, condenou nesta segunda-feira (17) o ator Alexandre Frota, eleito deputado federal pelo PSL-SP, a multa de mais de R$ 295 mil por difamação e injúria por ter atribuído publicamente uma fala falsa sobre pedofilia a Jean Wyllys, também deputado federal, mas pelo PSOL-RJ. Frota também terá de prestar serviços à comunidade por dois anos como picotar papel no Fórum, segundo seu advogado.

Como a decisão é da primeira instância da Justiça, cabe recurso. Procurada nesta terça-feira (18), a defesa de Frota informou que irá recorrer da decisão.

“A sentença foge ao princípio da razoabilidade da Constituição. Uma postagem que não foi nem de autoria dele [Frota] e foi replicada no Facebook gerou uma pena de picotar papel e mais de R$ 290 mil em multa”, falou o advogado de Frota, Cleber dos Santos Teixeira. “Isso fere a liberdade de expressão e a defesa vai usar seus meios para recorrer”.

A reportagem não conseguiu localizar Wyllys ou a defesa do político para comentar a decisão judicial.

Ator Alexandre Frota participa de manifestação no Largo da Batata — Foto: Roney Domingos/G1Ator Alexandre Frota participa de manifestação no Largo da Batata — Foto: Roney Domingos/G1

Pedofilia

De acordo com a Justiça, em 2017 Frota postou em sua página oficial na internet uma foto de Wyllys, autor do processo, atribuindo-lhe a seguinte fala: “A pedofilia é uma prática normal em diversas espécies de animal (sic), anormal é o seu preconceito”.

Segundo a juíza Adriana Freisleben de Zanetti, da 2ª Vara Federal de Osasco, que condenou o político do PSL, ficou provado no processo que o deputado do PSOL jamais declarou a frase acima.

“A frase foi criada com a finalidade de difamar Jean Wyllys, causando na comunidade cibernética o sentimento de repúdio por empatia emocional com as vítimas de pedofilia”, escreveu a magistrada em sua sentença.

Wyllys x Frota

Segundo a decisão, Wyllys contou que é defensor dos direitos das minorias e jamais se posicionou a favor da pedofilia, que é quando um adulto tem uma perversão e sente atração sexual por menores de idade.

Na sentença, a juíza lembrou que a defesa de Frota pediu para a Justiça não aceitar a queixa-crime contra ele sob a alegação de que Wyllys usou a ação como “palanque eleitoral”, não tendo o acusado cometido qualquer delito.

Mas a juíza Adriana discordou e comentou que Frota, “ao exercer seu direito à livre manifestação do pensamento, claramente excedeu os limites constitucionais, porquanto atentou diretamente contra a honra e imagem do deputado federal Jean Wyllys”.

De acordo com a magistrada, além da multa, Frota terá de prestar serviços à comunidade no fórum federal da região de Cotia, onde ele tem residência. Ele ainda terá os finais de semana limitados, tendo de permanecer em casa de albergado ou outro estabelecimento similar aos sábados e domingos pelo período de cinco horas diárias.

Tanto os serviços que terão de ser prestados à comunidade quanto a limitação de saída aos finais de semana substituem a pena de dois anos e 26 de dias de detenção que havia sido aplicada anteriormente pela juíza.

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Publicado em 18 de dezembro de 2018 por

Entre os objetivos está verificar como é sala onde supostamente ocorreram os abusos. Médium está preso no Núcleo de Custódia, em Aparecida de Goiânia, e nega as acusações.

Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV AnhangueraPolícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Polícia Civil faz na tarde desta terça-feira (18) buscas na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, onde o médium João de Deus, preso suspeito de abusos sexuais, fazia atendimentos espirituais. A defesa dele sempre negou as acusações e entrou com um pedido de habeas corpus nesta segunda (17), mas Justiça ainda não o analisou.

  • Ministério Público recebeu 506 relatos de abusos sexuais
  • Das mulheres que denunciaram caso ao MP, 30 já foram ouvidas
  • Polícia Civil colheu depoimentos de outras 15 mulheres. Apenas 1 caso vai virar inquérito
  • Há relatos de supostas vítimas de seis países e vários estados brasileiros
  • Médium é investigado por estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude
  • Força-tarefa também pretende investigar denúncia de lavagem de dinheiro
  • Não há pedido para suspensão do funcionamento da Casa Dom Inácio de Loyola, onde médium atende

Segundo apurações da TV Anhanguera, o principal objetivo da corporação é verificar o local onde supostamente ocorreram os abusos. Em depoimento, o médium afirmou que possui uma sala na Casa Dom Inácio de Loyola, cuja porta é transparente. Ele declarou que “nunca trancou a porta para atendimentos e, muitas vezes, é o atendido quem a tranca”.

Segundo João de Deus, a sala também possui um sofá, um local para refeição e um banheiro. Ele contou também que há duas janelas na sala, uma geralmente fica aberta e a outra fechada.

“Outras pessoas podem visualizar o interior [da sala] do exterior”, afirma o suspeito.

Diante dessas declarações, a polícia quer colher imagens do local para poder confrontar com todos os depoimentos colhidos.

Sala onde aconteciam atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia — Foto: Alessandro Vieira/TV AnhangueraSala onde aconteciam atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia — Foto: Alessandro Vieira/TV Anhanguera

O mandado de busca e apreensão foi expedido junto com o pedido de prisão do médium. No documento, constam três endereços ligados a João de Deus no interior do estado, onde a corporação pode fazer o trabalho de investigação.

Esta é a primeira vez que a Polícia Civil entra na Casa desde que as denúncias de abuso sexual começaram a surgir.

Casa aberta

Chico Lobo, um dos administradores do local, disse que, mesmo com o trabalho da polícia, a Casa Dom Inácio de Loyola segue aberta e recebendo as pessoas. Os principais dias de atendimento são nas quartas, quintas e sextas-feiras.

“Está aberta e vai continuar aberta, a menos que tenha uma ordem da Justiça para fechar. Vamos continuar fazendo os trabalhos de atendimento e passe”, explicou. O local atende cerca de 5 mil pessoas por semana, segundo o administrador.

O advogado de defesa Alberto Toron informou que não foi comunicado sobre as buscas feitas na casa de não tem conhecimento do objetivo da ação.

O médium João de Deus, preso em Goiás sob acusação de abuso sexual — Foto: Reprodução/TV AnhangueraO médium João de Deus, preso em Goiás sob acusação de abuso sexual — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Denúncias

João de Deus teve a prisão decretada na sexta (14) a pedido da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO), que investigam os relatos de abuso sexual durante atendimento na Casa Dom Inácio de Loyola. No domingo, ele se entregou à polícia em uma estrada de terra em Abadiânia.

O médium prestou depoimento na noite de domingo, durante três horas. João de Deus afirmou à Polícia Civil que, antes de as denúncias de abuso sexual virem à tona, foi ameaçado por um homem, por meio de uma ligação de celular. Além disso, negou os crimes e que tenha movimentado R$ 35 milhões nos últimos dias.

Segundo o advogado Alberto Toron, o pedido de habeas corpus foi protocolado nesta segunda-feira (17). Em entrevista no domingo, ele citou como alternativas possíveis uma prisão domiciliar e o uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, negou que tenha havido intenção de fuga.

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Publicado em 18 de dezembro de 2018 por

Regulamentação foi aprovada em sessão do conselho desta terça (18) sem debates. Regras valerão para todos os juízes do país e devem ser estendidas ao MP.

O ministro Dias Toffoli (ao centro) durante sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) — Foto: Luiz Silveira/Agência CNJO ministro Dias Toffoli (ao centro) durante sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) — Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (18) auxílio-moradia de até R$ 4.377,73, por meio de ressarcimento, para magistrados de todo o país que preencham uma série de requisitos.

Como os conselheiros já haviam recebido a minuta de resolução com antecedência, não houve debate e a aprovação demorou cerca de um minuto.

Segundo cálculos do CNJ, a expectativa é que apenas 1% dos juízes do país receba o benefício considerando as regras mais restritas. Conforme o CNJ, o país tem cerca de 18 mil juízes. Por essa estimativa, cerca de 180 magistrados poderiam ser beneficiados.

Conforme a resolução aprovada, o juiz terá direito ao benefício quando:

  • não houver imóvel funcional à disposição;
  • se o cônjugue não receber auxílio nem ocupar móvel funcional;
  • ele ou o cônjuge não tenham imóvel na comarca onde atuar;
  • estiver em cidade diferente da comarca original;

O valor é o mesmo do auxílio para todos os juízes que foi revogado por decisão do ministro Luiz Fux no fim de novembro.

O fim do auxílio-moradia foi resultado de um acordo entre o STF e o presidente Michel Temer para garantir o reajuste dos salários dos ministros.

Ao derrubar o benefício para cumprir acordo com o Palácio do Planalto e permitir a sanção de reajuste de 16,38% nos salários do Supremo Tribunal Federal (STF), Fux deixou em aberto a possibilidade de regulamentar o auxílio para casos específicos.

Detalhes da resolução

O texto prevê que o benefício será revogado se o magistrado recusar imóvel funcional ou passar a conviver com “outra pessoa que ocupe imóvel funcional ou receba ajuda de custo para moradia”.

O valor de R$ 4,3 mil, prevê o texto, será pago como indenização ao aluguel ou hospedagem, sendo vedado uso para pagamento de condomínio ou impostos, por exemplo.

A regra aprovada estipula que o valor máximo de benefício será revisado anualmente pelo CNJ e que os valores para custear o auxílio devem estar previstos no orçamento de cada órgão do Judiciário.

A resolução estipula que, no caso de ministros de tribunais superiores, o pagamento de auxílio seja definido por cada tribunal.

O texto será reeditado em conjunto com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para prever as mesmas regras para promotores e procuradores.

Em relação à minuta de resolução inicialmente feita, o CNJ retirou um trecho que dizia que o benefício teria caráter temporário, embora não estipulasse por quanto tempo ele poderia ser pago.

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Publicado em 18 de dezembro de 2018 por

Deputado de mandato coletivo do PSOL entrou no palco, foi retirado e houve briga entre os eleitos.

Diplomação do governador, vice, deputados e senadores na Sala São Paulo — Foto: Tahiane Stochero/G1 Diplomação do governador, vice, deputados e senadores na Sala São Paulo — Foto: Tahiane Stochero/G1

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), o vice, Rodrigo Garcia (DEM), deputados estaduais e federais e senadores eleitos no estado foram diplomados nesta terça-feira (18) em uma cerimônia realizada na Sala São Paulo, no Centro da capital paulista. Houve confusão entre os parlamentares eleitos e a cerimônia chegou a ser interrompida por cerca de 20 minutos.

Jesus dos Santos, integrante da bancada coletiva encabeçada pela deputada estadual eleita Monica Seixas, do PSOL, subiu no palco no momento da diplomação e foi impedido por seguranças. Ele queria participar da foto com o documento.

O parlamentar foi agarrado e puxado à força para fora do palco. Quando estava sendo retirado, a plateia gritou “fascistas não passarão”. Além dos seguranças, o deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL) também impediu Jesus de se juntar aos demais parlamentares.

A cerimônia ficou paralisada por 20 minutos. Policiais militares, jornalistas e demais participantes subiram ao palco. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Carlos Eduardo Caduro Padin, pediu para todos se sentarem, mas demorou para ser atendido.

A deputada eleita Monica disse que já havia um acordo prévio com o TRE para que a chapa coletiva recebesse o diploma com os nove integrantes juntos no palco. Jesus do Santos, segundo a deputada eleita, teria sido o único barrado por um dos seguranças e por Frota.

Jesus disse que houve “racismo” ao impedirem de subir no palco, e que Frota deu uma joelhada nele e o intimidou.

Frota disse que não podia aceitar que alguém pulasse no palco. “As pessoas estão sendo homenageadas, estão sendo diplomadas, não dá para ter atos como esse tipo de bandido, de pular no palco e criar esse tipo de situação. Comigo não se cria, vai ser daí para frente. Eu não sei se é uma mostra de oposição não, mas é errada, no dia em que as pessoas todas, inclusive partidos de oposição e partidos de situação, estão todos juntos recebendo os seus diplomas. Então a gente não pode aceitar que um sujeito desses pule no palco daquela maneira que ele pulou e venha achar que ele irá mandar na festa”, disse.

Depois, questionado por qual razão chamou o deputado eleito de “bandido”, Frota respondeu: “Para mim ele é um bandido. A maneira como ele pulou no palco eu não gostaria que fizesse isso, você gostaria que fizesse isso na sua casa, na sua festa? Não, e eu também não gostei disso aqui, isso é uma festa para aqueles que foram eleitos e não para bandido, para militante de esquerda ficar fazendo e usando da nossa festa para promover os movimentos deles”.

Eduardo Bolsonaro (PSL) se manifestou sobre a confusão. “As pessoas estão sendo homenageadas, diplomadas, e acontecem atos bandidos como este”, disse.

Diplomação

Segundo Padin, a diplomação é um documento que atesta o resultado das urnas e “marca o fim da eleição e o início dos novos mandatos”. “A cerimônia da diplomação, embora singela, coroa o ciclo da eleição, o candidato fica habilitado a exercer o cargo para o que foi eleito”, disse ele.

“É um momento de alegria e comemoração, representando a escolha e a sobernia popular”, salientou. Os eleitos, contudo, podem perder o cargo caso haja algum recurso contra a diplomação ou impugnação de mandato por abuso de autoridade ou abuso de poder econômico.

Ao todo, 94 deputados estaduais e 70 federais foram diplomados nesta manhã, entre eles a advogada e professora Janaina Paschoal (PSL), a mais bem votada da história do Brasil e que se destacava com um vestido roxo, e Eduardo Bolsonaro (PSL), parlamentar mais votado no estado, além dos senadores eleitos por São Paulo Major Olímpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB).

“Realizamos um primeiro turno eficiente e conduzimos um segundo turno da forma delineada pelas pesquisas e na mente dos cidadãos. Temos que ter cuidado com a interferência das redes sociais, mas não é o momento de tratarmos deste assunto”, disse o desembargador presidente do TRE ao discursar no evento, que começou por volta das 11h30, com meia hora de atraso.

O presidente da Assembleia Legislativa, Cauê Macris (PSDB), foi o primeiro a receber o diploma, por ter sido reeleito. Sua coligação partidária elegeu 28 deputados estaduais. Na cerimônia, após receber seu diploma, o deputado Conte Lopes (PP), ex-PM da Rota, prestou continência ao presidente e ao corregedor do TRE, que lhe entregou o certificado.

Os PMs e militares eleitos prestaram continência ao corregedor, presidente e vice-presidente do TRE. Deputados eleitos do PT fizeram um L com as mãos em menção ao “Lula Livre” e foram vaiados por parte da plateia.

Doria diplomado

Doria e seu vice, Rodrigo Garcia, também foram diplomados. “Recebi a diplomação ao lado de deputados estaduais, federais, senadores e senadoras. É um orgulho”, disse. “Isto é democracia, democracia pelo voto, o voto manda no Brasil”, disse o tucano.

Doria assume em 1º de janeiro, já os deputados federais começam o novo mandato em fevereiro e os estaduais, em março.

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Publicado em 18 de dezembro de 2018 por

Chefe do Gabinete de Segurança Institucional deu detalhes sobre esquema de segurança na cerimônia. Ele pediu cautela e disse que decisão sobre desfile passará pelo presidente eleito.

O ministro do GSI, general Sérgio Etchegoyen — Foto: Antonio Cruz/ Agência BrasilO ministro do GSI, general Sérgio Etchegoyen — Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, disse nesta terça-feira (18) que ainda não está definido se o presidente eleito Jair Bolsonaro fará o tradicional desfile em carro aberto durante a cerimônia de posse no próximo dia 1º de janeiro.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva em Brasília, na qual Etchegoyen deu detalhes sobre o esquema de segurança previsto para a posse presidencial.

Geralmente, no dia da posse, o presidente eleito desfila pela Esplanada dos Ministérios no Rolls Royce presidencial. Também vão no carro o motorista, um militar, o presidente e algum familiar, em geral o marido ou a esposa. Eles acenam para a população enquanto percorrem o trajeto entre a Catedral de Brasília e o Congresso Nacional, um percurso de cerca de 1,5 quilômetro.

“Esta decisão [sobre o desfile em carro aberto] não está tomada. Ela vai ser tomada em função das circunstâncias que vão evoluindo até a tarde do dia primeiro. E da decisão do presidente”, afirmou o chefe do GSI.

Segundo Etchegoyen, apesar de Bolsonaro ser o primeiro presidente a ser empossado que sofreu uma tentativa de assassinato, o que exige “cautela”, o efetivo de segurança disponível para a cerimônia é “suficiente” para garantir a ordem no dia da posse.

“O que a gente pode assegurar é que a Esplanada estará absolutamente segura para o evento. […] Nunca tivemos um presidente que tenha sofrido uma tentativa de assassinato. Isso exige de quem faz sua segurança a cautela. O presidente Bolsonaro ainda sofre restrições e exige cuidados”, afirmou o general.

“A festa vai estar muito bonita e muito segura, que é o que interessa”, complementou.

Etchegoyen falou ainda sobre supostas ameaças que Bolsonaro vem recebendo. De acordo com o ministro, as ameaças só deixam de ser ameaças quando são plenamente esclarecidas.

“Vamos imaginar: se ele sofreu uma ameça em julho e até hoje ela não está esclarecida, ela ainda é uma ameaça viva. Consequentemente, está no planejamento. É dessa forma que conduzimos a questão”, ressaltou o ministro.

Esquema de segurança

Segundo Etchegoyen, a Esplanada dos Ministérios será fechada para público e carros a partir da 0h do dia 30 de dezembro. No dia 31, não haverá expediente nos ministérios. Ele disse que a medida foi tomada para que seja assegurada tranquilidade durante a festa.

“Para que nós possamos assegurar a todos que venham nesta festa e, obviamente, ao presidente da República e demais autoridades, todas as condições essenciais e necessárias para que tudo transcorra como esperamos e temos certeza que vai transcorrer”, afirmou o ministro.

No dia da posse, o acesso do público só poderá ser feito pela Rodoviária do Plano Piloto. Não serão permitidos no local o porte de:

  • Garrafas;
  • guarda-chuva;
  • fogos de artifício;
  • apontadores laser;
  • animais;
  • bolsas e mochilas;
  • sprays;
  • máscaras;
  • produtos inflamáveis;
  • armas de fogo;
  • objetos cortantes;
  • drones;
  • carrinhos de bebê.

Para este controle, o GSI programou quatro pontos de revista pessoal que serão colocados ao longo de toda a Esplanada. O primeiro será logo na saída da Rodoviária e o último estará localizado na Praça dos Três Poderes.

Ao longo do percurso serão colocados pontos de distribuição de água potável, além de postos médicos. O público poderá contar com diversos telões para acompanhar as cerimônias realizadas dentro do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.

O ministro Sergio Etchegoyen não informou o número de homens que trabalharão na segurança no dia da posse.

“O que a gente pode assegurar com muita firmeza é que a Esplanada estará absolutamente segura para a festa do dia primeiro. Sem que isso traga maiores constrangimentos, dificuldades para que as pessoas acessem e participem da festa”, disse.

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Publicado em 12 de dezembro de 2018 por

Presidente eleito visitou nesta quarta Comando de Operações Táticas da PF, colegas da turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras e participou de encontro de oração em igreja.

O presidente eleito Jair Bolsonaro durante visita a uma igreja batista em Brasília — Foto: Divulgação/Assessoria do presidente eleitoO presidente eleito Jair Bolsonaro durante visita a uma igreja batista em Brasília — Foto: Divulgação/Assessoria do presidente eleito

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) visitou na manhã desta quarta-feira (12) o Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal (PF), localizado em Brasília.

Bolsonaro chegou à sede do COT, considerada a unidade de elite da Polícia Federal, por volta das 8h30. O presidente eleito posou para fotos com integrantes do COT e foi filmado por sua assessoria ao fazer flexão junto com os policiais.

O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, publicou no Instagram um vídeo no qual Jair Bolsonaro pratica tiro no COT.

Depois da visita ao COT, Bolsonaro se reuniu com a bancada do DEM, na sede do gabinete de transição, no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília. O presidente do partido, Antonio Carlos Magalhaes Neto, disse que a tendência do DEM é entrar na base de apoio ao governo Bolsonaro no Congresso Nacional em 2019.

Em seguida, Bolsonaro almoçou com colegas de turma da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e foi a uma igreja batista. A igreja promoveu o Encontro de Oração pelo Novo Governo do Brasil. O presidente eleito recebeu uma placa com as palavras “Deus, Família, Brasil”.

Bolsonaro ainda se recupera da facada no abdômen recebida durante a campanha eleitoral. Ele utiliza uma bolsa colostomia e tem previsão de ir a São Paulo nesta quinta-feira (13) para novos exames médicos. Terá de fazer uma nova cirurgia para retirar a bolsa.

O presidente eleito está na capital federal desde segunda-feira (10), quando recebeu o diploma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que confirmou o resultado da eleição e o habilitou a tomar posse em 1 de janeiro de 2019.

Bolsonaro aproveitou a passagem por Brasília para se reunir com comandantes da Polícia Militar na terça.

Em outras viagens à capital, o presidente teve reuniões com os comandantes das Forças Armadas. Bolsonaro é capitão reformado do Exército e deputado federal desde 1991.

Partidos

Bolsonaro retomou nesta semana as negociações com as bancadas de partidos no Congresso Nacional. Ele recebeu na semana passada as bancadas do MDB, PR, PRB e PSDB.

Na terça (11), ele esteve com deputados do PSD e Podemos. A agenda do presidente eleito prevê audiências nesta quarta com as bancadas do DEM, PP, PROS e PSL (partido de Bolsonaro).

Os encontros ocorrerão no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do gabinete de transição. Bolsonaro também receberá o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

Até o momento, dos partidos que se reuniram com Bolsonaro, apenas o PR declarou apoio formal ao futuro governo na Câmara dos Deputados.

Bolsonaro discursa no Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal, localizado em Brasília. — Foto: Assessoria de imprensa do presidente eleitoBolsonaro discursa no Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal, localizado em Brasília. — Foto: Assessoria de imprensa do presidente eleito

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Publicado em 12 de dezembro de 2018 por

Presidente da sigla deu declaração após se reunir nesta quarta (12) com presidente eleito. ACM atribuiu indicações de integrantes do DEM para o governo como escolhas pessoais de Bolsonaro.

Jair Bolsonaro se reúne com dirigentes e parlamentares do DEM na sede do governo de transição. Ao final do encontro, o presidente do partido, ACM Neto (sentado, à esq), disse que vai convocar a executiva nacional da sigla para discutir apoio ao futuro governo — Foto: Rafael Carvalho/Governo de TransiçãoJair Bolsonaro se reúne com dirigentes e parlamentares do DEM na sede do governo de transição. Ao final do encontro, o presidente do partido, ACM Neto (sentado, à esq), disse que vai convocar a executiva nacional da sigla para discutir apoio ao futuro governo — Foto: Rafael Carvalho/Governo de Transição

O presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, declarou nesta quarta-feira (12), após se reunir com o presidente eleito Jair Bolsonaro, que “as coisas estão caminhando” para o partido integrar oficialmente a base de apoio do futuro governo no Congresso Nacional.

ACM Neto e as bancadas do DEM no parlamento conversaram com Bolsonaro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição. Um dos principais líderes do DEM, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), não participou da reunião.

Questionado sobre apoio ao governo Bolsonaro, o presidente do DEM afirmou que as conversas caminham no sentido de a legenda entrar para a base de apoio.

“As coisas estão caminhando para isso, está certo? Todo momento tem sido de troca de ideias, de aprofundamento do conhecimento dessa agenda do governo”, disse.

Ao final do encontro, ACM Neto informou a jornalistas que convocará a executiva nacional do partido para definir “um eventual apoio formal e uma condição de integrar a base do governo”.

Embora não tenha fechado apoio ao futuro governo, o DEM terá três ministros na gestão de Bolsonaro: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). O presidente do DEM atribuiu as escolhas dos três integrantes do partido para o primeiro escalão a indicações pessoais de Bolsonaro, e não partidárias.

“Nós não podemos esconder que o partido tem satisfação pelo fato de ter três de seus membros integrados ao primeiro escalão. Nós não indicamos, foi uma escolha do presidente, mas são ministros altamente qualificados. Isso também gera um ambiente muito positivo com o Democratas”, ponderou ACM Neto.

O DEM é um dos partidos que formam no Congresso Nacional o bloco conhecido como “Centrão”, uma frente de partidos conservadores que se articula para ter mais força dentro do Legislativo.

Na eleição deste ano, o DEM apoiou a candidatura à Presidência de Geraldo Alckmin (PSDB). Com a derrota do tucano no primeiro turno, a direção do DEM liberou os filiados no segundo turno. ACM Neto, contudo, declarou apoio pessoal a Bolsonaro na disputa contra o petista Fernando Haddad.

Atualmente, o DEM tem 42 deputados, mas elegeu 29 para a legislatura que terá início em fevereiro de 2019.

Reunião da executiva

Ainda não há previsão de quando ocorrerá a reunião da executiva nacional do DEM que discutirá o eventual ingresso do partido na base de apoio de Bolsonaro no Congresso Nacional. É possível, inclusive, que o encontro ocorra somente no início de 2019, ressaltou ACM Neto.

ACM Neto ressaltou que o partido “está comprometido com a agenda que venha a colocar o país nos trilhos”, em especial nos projetos capazes de auxiliar a superar a “crise econômica”.

Ele ainda reforçou que o partido não trocará cargos por apoio ao governo, mesmo com três de seus filiados como ministros de Bolsonaro.

“Não temos nenhuma questão vinculada à troca de cargos. Nosso compromisso é exclusivamente com a agenda. E mesmo que não tivéssemos um servente no ministério, imagine três ministros, nós poderíamos apoiar o governo em função do que pode apresentar o governo ao país”, declarou.

Bolsonaro discursa integrantes do DEM ao lado dos futuros ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS) e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS)  — Foto: Rafael Carvalho/governo de transiçãoBolsonaro discursa integrantes do DEM ao lado dos futuros ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS) e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) — Foto: Rafael Carvalho/governo de transição.

Reforma da Previdência

O relator da atual proposta de reforma da Previdência, deputado Arhtur Maia (DEM-BA), participou da reunião. Segundo ACM Neto, o parlamentar defendeu a necessidade de colocar a reforma entre as prioridades do futuro governo.

Bolsonaro já anunciou a intenção de tentar aprovar mudanças na Previdência de forma fatiada. A definição de uma idade mínima para aposentadoria seria o primeiro ponto a ser votado.

O atual presidente Michel Temer enviou uma proposta de reforma, que aguarda para ser votada na Câmara dos Deputados e ainda teria de passar pelo Senado. O projeto foi deixado de lado nesta ano, já que o governo não tinha capital política para aprová-lo.

Presidência da Câmara

ACM Neto explicou que a ausência de Rodrigo Maia no encontro foi acertada com o próprio presidente da Câmara.

Ele lembrou que Maia já teve uma audiência com Bolsonaro e que sua presença na reunião poderia tirar a “liberdade” da bancada na conversa com o presidente eleito.

Sobre a disputa pela presidência da Câmara, na qual Maia poderá disputar a reeleição, ACM Neto afirmou que Bolsonaro tem mantido uma “postura de respeito ao poder legislativo”, sem interferência na escolha.

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Publicado em 12 de dezembro de 2018 por

Envio de aeronaves com capacidade para transportar armas nucleares faz parte da estratégia de fortalecimento da aliança econômica-militar entre os dois países.

O ministro da defesa venezuelano, Vladimir Padrino (segundo à esquerda) dá boas-vindas às aeronaves russas — Foto: AFPO ministro da defesa venezuelano, Vladimir Padrino (segundo à esquerda) dá boas-vindas às aeronaves russas — Foto: AFP

A força aérea russa aterrissou nesta semana na Venezuela.

Quatro aeronaves – incluindo dois bombardeiros Tupolev 160 (Tu-160), com capacidade para transportar armas nucleares – pousaram na segunda-feira no Aeroporto Internacional de Maiquetía Simón Bolívar, nos arredores de Caracas – em uma demonstração de apoio da Rússia ao governo do presidente Nicolás Maduro.

O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, participou de um evento de boas-vindas às aeronaves e afirmou que elas fazem parte de exercícios de cooperação militar entre os dois países.

“Estamos nos preparando para defender a Venezuela até o último momento caso seja necessário.”

“Vamos fazer isso com nossos amigos porque temos amigos no mundo que defendem relações respeitosas e de equilíbrio”, completou.

No domingo, Maduro afirmou que havia uma tentativa “coordenada diretamente pela Casa Branca de perturbar a vida democrática na Venezuela e tentar dar um golpe de Estado contra o governo constitucional, democrático e livre do país” em andamento.

Padrino explicou que os aviões russos são “logísticos e bombardeiros” e acrescentou que ninguém deve se preocupar com a presença das aeronaves no país.

“Somos construtores da paz, não da guerra”, declarou.

O embaixador da Rússia na Venezuela, Vladimir Zaemskiy, disse, por sua vez, que uma das áreas de cooperação entre os dois países é militar-técnica – e, segundo ele, “se desenvolveu de forma muito frutífera nos últimos anos”.

Aliança Maduro-Putin

Nicolás Maduro e Vladimir Putin se cumprimentam em reunião em Moscou — Foto: Maxim Shemetov/ReutersNicolás Maduro e Vladimir Putin se cumprimentam em reunião em Moscou — Foto: Maxim Shemetov/Reuters
 Um exercício militar conjunto foi anunciado poucos dias depois do encontro de Maduro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou. A reunião resultou na assinatura de contratos da ordem de US$ 6 bilhões em investimentos russos nas áreas de mineração e petróleo na Venezuela.

Os dois países são aliados próximos de longa data. E o governo de Maduro, pressionado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia contra o que consideram violações de direitos humanos na Venezuela, quer reforçar esses laços – incluída, aí, a frente militar.

O embaixador da Rússia lembrou que a cooperação na área de defesa começou em 2005, quando Hugo Chávez era presidente.

Mas o plano de ambos os governos agora é aprofundar essa relação.

O ministro Padrino contou que Caracas aguarda a chegada de uma delegação russa com a qual devem discutir formas de fortalecer o arsenal das Forças Armadas venezuelanas – embora a difícil situação dos cofres públicos do país sul-americano, que vive a maior recessão de sua história, seja um obstáculo para a aquisição de armamentos mais sofisticados.

Em meio à grave crise econômica, política e social que a Venezuela atravessa, especialistas ouvidos pela BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, acreditam que a presença militar russa pode ter o objetivo de “desencorajar” terceiros a realizar “algum tipo de intervenção militar” no país.

Mas, além de beneficiar a Venezuela, essa aliança também é considerada vital para o governo Putin, de acordo com os analistas.

A anexação russa da Crimeia em 2014 foi duramente condenada por países ocidentais, gerando uma onda de sanções econômicas contra o país que continuam sendo renovadas.

A partir daquele momento, as relações entre a Rússia e os EUA e a União Europeia se deterioraram drasticamente. E é nesse contexto que a Venezuela ganha uma importância especial.

“(Moscou) está procurando países que ainda querem se relacionar com eles, e isso inclui a Venezuela”, destaca Steven Pifer, ex-embaixador dos EUA na Ucrânia e pesquisador do centro de análises Brookings Institution.

“O que o Kremlin quer é passar a imagem de uma Rússia que não está isolada, quando na verdade está.”

Ajudar econômica e militarmente a Venezuela – um dos poucos países que apoiaram a ação russa na Crimeia – serve para sustentar que “a Rússia tem conexões ao redor do mundo”.

O editor do serviço russo da BBC, Famil Ismailov, concorda e destaca outra vantagem para Putin ao apoiar Caracas: a imagem que pode vender dentro do país.

“É muito importante mostrar ao público interno que, apesar das sanções, a Rússia cumpre seu papel de superpotência e tem países amigos. Vale a pena pagar por isso”, explica Ismailov, fazendo referência a Putin.

Uma ‘provocação’ aos EUA

O envio das aeronaves para a Venezuela também serviria como um recado aos EUA, de acordo com especialistas.

O governo russo criticou em diversas ocasiões a “interferência” dos EUA na Ucrânia e o envio de tropas americanas para o Mar Negro e o Báltico, como parte das operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

E mandar os bombardeiros para a Venezuela pode ser uma resposta, uma maneira de “colocar o dedo na ferida” dos EUA.

“Parte da razão (para o envio dos bombardeiros) é treinar pilotos russos em voos de longa distância, outra parte é destinada simplesmente a irritar os Estados Unidos”, afirma o ex-embaixador na Ucrânia.

As autoridades americanas fizeram, por sua vez, críticas duras ao envio dos aviões.

“A Rússia envia bombardeiros para a Venezuela e nós, um navio-hospital”, afirmou o coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA.

Em entrevista coletiva no Pentágono, Manning se referiu ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul com a missão de oferecer ajuda humanitária aos refugiados venezuelanos.

“O mais importante é que estamos ao lado do povo da Venezuela em um momento de necessidade”, acrescentou.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou que se trata de “dois governos corruptos esbanjando recursos públicos”.

O governo russo classificou a declaração como “completamente inapropriada” e “pouco diplomática”.

Mas a Rússia não é a única a enviar jatos militares para outros países. Os EUA também mandaram aviões para seus aliados, incluindo a Ucrânia, cujas relações com Moscou permanecem tensas após a anexação da Crimeia.

Tu-160

Os bombardeiros Tupolev 160 são conhecidos como 'cisnes brancos' na Rússia — Foto: AFPOs bombardeiros Tupolev 160 são conhecidos como ‘cisnes brancos’ na Rússia — Foto: AFP

Confira abaixo as principais características dos bombardeiros Tupolev 160:

Conhecidos como Cisnes Brancos na Rússia, são aviões do tipo “swing-wing (de geometria variável)”, com velocidade máxima duas vezes maior que a do som. A frota foi lançada em 1981, e modernizada em 2000. O alcance de voo é de cerca de 12 mil quilômetros e os aviões têm capacidade para transportar armamentos nucleares.

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Publicado em 12 de dezembro de 2018 por

Balanço divulgado nesta quarta (12) mostra que 80% do total recuperado eram referentes a benefícios pagos pelo INSS a pessoas mortas. Em 2018, governo expulsou 566 servidores.

O ministro da Controladoria-geral da União, Wagner Rosário, durante entrevista em Brasília nesta quarta-feira (12) — Foto: Hélio Marinho/TV GloboO ministro da Controladoria-geral da União, Wagner Rosário, durante entrevista em Brasília nesta quarta-feira (12) — Foto: Hélio Marinho/TV Globo

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União informou nesta quarta-feira (12) que ações promovidas pela pasta contra irregularidades e má gestão do dinheiro público recuperaram R$ 7,23 bilhões ao longo de 2018.

Segundo a pasta responsável pelo combate à corrupção no Executivo federal, os valores incluem o cancelamento de licitações e contratos, a recuperação de valores pagos indevidamente e a má gestão de verba pública.

Em uma única ação, ressaltou a CGU, foram recuperados mais de R$ 5,8 bilhões por meio do cancelamento de 96 mil benefícios do INSS que eram pagos a pessoas que já estavam mortas. A cifra corresponde a 80% do total recuperado neste ano pela Controladoria.

A CGU afirmou que, neste ano, foram realizadas 33 operações de combate à corrupção em parceria com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF). A Controladoria estima que o montante de recursos recuperados entre 2012 e 2018 com ações conjuntas foi de R$ 29,7 bilhões.

Na apresentação do balanço de ações de 2018 realizada na manhã desta quarta-feira, a CGU também informou o número de acordos de leniência que a pasta homologou neste ano.

Os acordos de leniências são uma espécie de delação premiada de empresas, nas quais elas deletam crimes ou irregularidades cometidas em troca de benefícios, como a possibilidade de continuar contratando com o poder público.

De acordo com a CGU, três acordos de leniência foram firmados pela pasta em 2018.

  • um com a Odebrecht, no valor de R$ 2,72 bilhões, um com a SBM Offshore, de R$ 1,22 bilhão e um com a MullenLowe / FCB Brasil, de R$ 53,1 milhões
  • no total, a CGU já firmou cinco acordos com empresas investigadas por corrupção. Esses acordos representam um ressarcimento de R$ 4,57 bilhões aos cofres públicos
  • ainda de acordo com órgão, três outros acordos estão próximos de ser fechados

    Em 2018, informou a CGU, o governo federal expulsou 566 servidores públicos federais por conta de irregularidades. Conforme a Controladoria, o principal motivo foi corrupção, que resultou na demissão de 371 pessoas, aproximadamente 65% dos casos.

    O número de expulsões em 2018 é o mais alto desde 2003, quando o levantamento começou a ser feito.

    Ainda segundo a CGU, 467 demissões foram de servidores efetivos, 26 de cargos em comissão e 73 cassações de aposentadorias. De 2003 a novembro de 2018, 7.281 servidores federais foram expulsos.

    Escala Brasil Transparente

    A CGU também divulgou nesta quarta a Escala Brasil Transparente, que avaliou a transparência na divulgação de informações públicas de 691 entes federativos, entre todos os estados, Distrito Federal e municípios com mais de 50 mil habitantes.

    A escala dá notas de 0 a 10, avaliando critérios de transparência ativa e passiva.

    A transparência ativa se refere à publicação de informações públicas na internet de maneira espontânea. Neste ponto, foi verificada a existência de sites oficiais e de portais de transparência.

    A transparência passiva significa a existência de canais de atendimento ao cidadão, de um sistema para envio de pedidos de acesso a informações públicas e a possibilidade de acompanhar as demandas e as respostas recebidas. A avaliação ocorreu entre julho e novembro de 2018 com a soma de dois critérios.

    Segundo o ranking, 22 estados e o Distrito Federal (85% das unidades da federação) tiveram nota acima de 7. Pernambuco teve a maior avaliação, com 9,40. O pior avaliado foi o Amapá, com 5,99. A média nacional é de 6,55.

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Publicado em 10 de dezembro de 2018 por

Cerimônia será nesta segunda-feira (11) no plenário do tribunal. Bolsonaro foi eleito presidente da República, em segundo turno, em outubro deste ano, com 57,7 milhões de votos.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante formatura de oficiais combatentes do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no RJ, no início deste mês  — Foto: Wilton Junior/Estadão ConteúdoO presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante formatura de oficiais combatentes do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no RJ, no início deste mês — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O presidente da República eleito Jair Bolsonaro (PSL) retorna nesta segunda-feira (10) a Brasília para a cerimônia de entrega do diploma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirma o resultado da eleição deste ano.

A chamada “diplomação” é uma cerimônia que atesta que o candidato foi efetivamente eleito pelo povo e, por isso, está apto a tomar posse no cargo, a partir de janeiro ano que vem.

O evento está marcado para as 16h no plenário do TSE. O mandato de Bolsonaro, e do vice de sua chapa, o general Hamilton Mourão (PRTB), irá de 2019 a 2022.

Capitão reformado do Exército e deputado federal desde 1991, Bolsonaro foi eleito o 38º presidente da República ao vencer a corrida presidencial no segundo turno realizado em 28 de outubro. Ele recebeu 57,7 milhões votos, contra 47 milhões do candidato do PT, Fernando Haddad.

O resultado da eleição encerrou o ciclo de quatro vitórias consecutivas do PT (duas com Luiz Inácio Lula da Silva e duas com Dilma Rousseff).

Contas da campanha

De acordo com o TSE, a entrega dos diplomas ocorre depois de terminado o pleito, apurados os votos e passados os prazos de questionamento e de processamento do resultado das eleições

Para receber o diploma, os candidatos eleitos devem estar com o registro de candidatura deferido e as contas de campanha julgadas. O próprio TSE aprovou na semana passada, com ressalvas, as contas da campanha de Bolsonaro e Mourão.

Conforme a prestação entregue pelos advogados de Bolsonaro, a campanha arrecadou R$ 4,3 milhões e gastou R$ 2,8 milhões.

A cerimônia

A diplomação de Bolsonaro e Mourão está marcada para das 16h. A cerimônia será realizada em uma sessão solene no plenário do TSE.

Os diplomas de presidente da República e de vice-presidente são assinados pela atual presidente do TSE, ministra Rosa Weber.

O tribunal informou que cerca de 700 pessoas foram convidadas para assistir à solenidade. Os convidados ficarão no plenário e em dois auditórios.

De acordo com o TSE, Rosa abrirá a sessão e escolherá outros dois ministros da Corte para conduzirem Bolsonaro e Mourão até o plenário.

Após a execução do hino nacional, o presidente e o vice receberão os respectivos diplomas. Na sequência, Bolsonaro fará seu discurso, seguido pela fala de Rosa, que encerrará a cerimônia.

Sistema eleitoral

Bolsonaro retornará ao TSE depois anunciar no fim de semana o desejo de enviar ao Congresso Nacional um projeto com mudanças no sistema de votação do país, realizado por meio de urnas eletrônicas.

O presidente eleito é defensor antigo do voto impresso como forma de auditar as votações. Durante a campanha, ele afirmou que havia risco de “fraude” na eleição e chegou a dizer que não aceitaria um resultado que não fosse a sua vitória.

“Nós queremos ter um sistema que possa ser auditado. Nós queremos uma urna eletrônica que tenha uma maneira de, ao havendo qualquer desconfiança, você ter uma comprovação”, afirmou Bolsonaro no domingo (9).

“Um projeto de lei modificando um pouquinho a forma de votação, como se fosse em voto impresso, mas vai ter uma forma mais atualizada do que essa”, acrescentou.

Após ser eleito, Bolsonaro visitou o TSE e, diante dos ministros, se desculpou por “caneladas” durante a campanha. Aos jornalistas, ele informou que apresentaria primeiro ao tribunal propostas de mudanças no sistema de votação.

Agenda

Bolsonaro trabalhará em Brasília até quarta-feira (12), de acordo com a assessoria do governo de transição.

O presidente eleito receberá os governadores eleitos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além das bancadas do PSD, DEM, PSL, PP e PSB.

Bolsonaro iniciou na semana passada as negociações com partidos. Antes, ele priorizou as conversas com bancadas temáticas. A bancada ruralista, por exemplo, indicou a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS).

Segunda-feira (10)

  • 10h: decolagem do Rio de Janeiro
  • 12h: almoço Granja do Torto
  • 16h: cerimônia de diplomação no TSE

Terça-feira (11)

  • 9h: encontro com representantes de polícias militares
  • 10h: despachos internos
  • 14h30: reunião com o governador eleito de Santa Catarina, comandante Moisés (PSL)
  • 16h30: reunião com a bancada do PSD

Quarta-feira (12)

  • 9h: visita ao Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal
  • 11h: reunião com a bancada do DEM
  • 12h: almoço da turma de 1977 da Aman no Clube do Exército
  • 14h30: reunião com o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB)
  • 15h: reunião com a bancada do PSL
  • 16h30: reunião com a bancada do PP
  • 17h30: reunião com a bancada do PSB

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Publicado em 10 de dezembro de 2018 por
Publicado em 10 de dezembro de 2018 por

Acidente aconteceu na Avenida Humberto Monte, no Bairro Parquelândia.

Os moradores deram um calção para o motorista "despido" vestir. Em seguida, ele fugiu. — Foto: Leábem Monteiro/TV DiárioOs moradores deram um calção para o motorista “despido” vestir. Em seguida, ele fugiu. — Foto: Leábem Monteiro/TV Diário

Um motorista acidentado foi encontrado pelado, dentro do próprio carro, por moradores, na noite deste domingo (9), no Bairro Parquelândia, em Fortaleza.

Segundo a Polícia Militar, o motorista nu bateu em um carro que estava estacionado e, em seguida, capotou na Avenida Humberto Monte. Os moradores precisaram quebrar os vidros do automóvel para que ele saísse. Ainda segundo a polícia, o condutor apresentava sinais de embriaguez.

Os populares deram um calção para o motorista “despido” vestir, mas foram surpreendidos porque, logo em seguida, o condutor desapareceu.

No carro, o motorista deixou uma carteira porta cédulas, cartões de crédito, celular e uma cueca. Ninguém soube informar quem era o motorista.

Até a manhã desta segunda-feira (10), o motorista ainda se encontrava desaparecido.

No carro, o motorista deixou uma carteira porta cédulas, cartões de crédito, celular e uma cueca. — Foto: Leábem Monteiro/TV DiárioNo carro, o motorista deixou uma carteira porta cédulas, cartões de crédito, celular e uma cueca. — Foto: Leábem Monteiro/TV Diário

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Publicado em 7 de dezembro de 2018 por

Presidente eleito participaria de cerimônia de formação de cadetes da Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP), mas saiu de Brasília na manhã desta sexta e viajou direto para casa.

twtte

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), desmarcou os compromissos previstos para esta sexta-feira (7) e voltou de Brasília direto para o Rio de Janeiro, segundo ele, por recomendação médica.

Em publicação no Twitter, Bolsonaro afirma que em razão da “extensa rotina e agenda nos últimos dias e poucas horas de sono” recebeu recomendação para repousar nesta sexta.

Bolsonaro era esperado, na manhã desta sexta, em cerimônia de formação de cadetes da Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP). De lá, ele iria para o Rio de Janeiro, segundo agenda divulgada por sua assessoria.

O presidente eleito tem acompanhado solenidades das Forças Armadas. Na última semana, ele assistiu à solenidade de formatura de cadetes aspirantes a oficial do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), na cidade de Resende, no Rio de Janeiro.

Semana em Brasília

Bolsonaro chegou na terça-feira (4) a Brasília, onde fez reuniões de trabalho na Granja do Torto e no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do gabinete de transição.

O presidente eleito recebeu quatro bancadas de partidos (MDB, PRB, PR e PSDB) e diplomatas e realizou reuniões com a equipe de futuros ministros. Ele ainda definiu que a pastora evangélica e advogada Damares Alves será a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos de seu governo.

Após a vitória na eleição presidencial, no final de outubro, Bolsonaro adotou o hábito de passar parte da semana em Brasília para encontros com políticos, autoridades e integrantes da equipe de transição.

O presidente eleito também tem recebido visitas em sua residência no Rio de Janeiro e participado de cerimônias militares. No último domingo (3), ele foi a São Paulo para acompanhar o jogo Palmeiras x Vitória pela última rodada do Brasileirão. Torcedor do Palmeiras, Bolsonaro participou da entrega da taça do time, campeão brasileiro de 2018.

Saúde

Bolsonaro ainda se recupera de um atentado a faca do qual vítima durante a campanha eleitoral. Ele teve o abdômen perfurado por uma faca, passou por cirurgias e ficou três semanas internado.

O presidente eleito utiliza no momento uma bolsa de colostomia. Ele passaria por uma cirurgia em 12 de dezembro para retirar a bolsa, porém, a equipe médica do Hospital Albert Einstein decidiu adiar o procedimento. Novo exames serão realizados em janeiro, após a posse de Bolsonaro.

Bolsonaro tem previsão de retornar a Brasília na próxima semana. Na segunda-feira (10) ocorre a sessão solene, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de diplomação do presidente da República eleito e de seu vice, general Hamilton Mourão. Os diplomas eleitorais habilitarão Bolsonaro e Mourão a tomar posse para exercer os mandatos a partir de 1º de janeiro de 2019.

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Publicado em 7 de dezembro de 2018 por

Novo diretor-geral da PRF será Adriano Marcos Furtado. Futuro ministro da Justiça também informou que advogado Luciano Timm será o secretário nacional do Consumidor.

O novo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Marcos Furtado, em imagem de 6 de setembro — Foto: Polícia Rodoviária Federal / DivulgaçãoO novo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Marcos Furtado, em imagem de 6 de setembro — Foto: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, anunciou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Rodoviária Federal será chefiada por Adriano Marcos Furtado, atual superintendente da PRF no Paraná.

Natural de Curitiba, Furtado é policial rodoviário federal desde 1994. No Paraná, ele exerceu, entre outros cargos, os de chefe da Delegacia Metropolitana de Curitiba da PRF, chefe do Núcleo de Apoio Técnico e chefe da Seção de Recursos Humanos. Furtado está desde 2016 à frente da superintendência da PRF no Paraná.

Moro fez o anúncio durante rápido pronunciamento no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do gabinete de transição do governo de Jair Bolsonaro.

O ex-juiz destacou que a PRF deve manter a cooperação com outras forças policiais, a exemplo da Polícia Federal, para auxiliar na segurança pública. Segundo ele, Furtado manteve parcerias do gênero do Paraná.

“A gestão dele no Paraná é muito elogiada pelos seus pares e pelos seus comandados, inclusive igualmente pelas parcerias profícuas com a Polícia Federal do Paraná”, disse.

Sérgio Moro anuncia no CCBB futuro diretor-geral da PRF — Foto: Guilherme Mazui, G1Sérgio Moro anuncia no CCBB futuro diretor-geral da PRF — Foto: Guilherme Mazui, G1

Defesa do consumidor

Moro também informou que o futuro secretário nacional do Consumidor será o advogado Luciano Timm

Timm é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), com mestrado e doutorado na área pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

 Em seu currículo Lattes, Timm informou que realizou pesquisa de pós-doutorado na Universidade da Califórnia (Estados Unidos) e que desenvolve atividade de professor em universidades. Ele presidiu a Associação Brasileira de Direito e Economia (ABDE).

Ao anunciar o nome de Timm, Moro reconheceu que não “transita tão bem” na área de direito do consumidor e destacou a formação acadêmica de Timm.

A intenção do futuro ministro é incentivar ações preventivas para reduzir conflitos entre consumidores e fornecedores.

“Há uma intenção de tentar atuar mais preventivamente nestes conflitos entre fornecedores e consumidores para tentar evitar que isso seja pulverizado em inúmeros conflitos individuais”, explicou Moro.

O futuro secretário nacional de Defesa do Consumidor, o advogado Luciano Benetti Timm — Foto: Gustavo Lima, STF

O futuro secretário nacional de Defesa do Consumidor, o advogado Luciano Benetti Timm — Foto: Gustavo Lima, STF

Outros nomes

Confira outros nomes já anunciados por Moro para a equipe do Ministério da Justiça e Segurança Pública:

  • Maurício Valeixo (Diretoria-geral da Polícia Federal);
  • Rosalvo Ferreira (Secretaria de Operações Policiais Integradas);
  • Fabiano Bordignon (Departamento Penitenciário Nacional);
  • Érika Marena (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional – DRCI);
  • Luiz Pontel (Secretaria Executiva do Ministério da Justiça);
  • General Guilherme Theophilo (Secretaria Nacional de Segurança Pública);
  • Luiz Roberto Beggiora (Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas – Senad);
  • Roberto Leonel (Conselho de Controle de Atividades Financeiras – Coaf)

Ex-motorista de Flávio Bolsonaro

Ao final de entrevista, repórteres perguntaram se Moro poderia comentar um relatório do Coaf que identificou R$ 1,2 milhão em movimentações financeiras consideras suspeitas de um ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito.

O futuro ministro da Justiça deixou o local da entrevista sem comentar o caso.

O relatório foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. A GloboNews também teve acesso ao documento.

O relatório registrou que Fabrício José Carlos de Queiroz, que trabalhou de motorista de Flavio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), movimentou R$ 1.236.838 entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017, valores que foram considerados suspeito pelo conselho.

O documento revelou saques em espécie no total de R$ 324.774, e R$ 41.930 em cheques compensados. A atual mulher de Jair Bolsonaro, a futura primeira-dama Michelle aparece como favorecida em um cheque de R$ 24 mil.

Flávio Bolsonaro se manifestou por uma rede social sobre o caso. “Fabrício Queiroz trabalhou comigo por mais de dez anos e sempre foi da minha confiança. Nunca soube de algo que desabonasse sua conduta. Em outubro foi exonerado, a pedido, para tratar de sua passagem para a inatividade. Tenho certeza de que ele dará todos os esclarecimentos”, escreveu o senador eleito.

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