Publicado em 10 de dezembro de 2018 por

Cerimônia será nesta segunda-feira (11) no plenário do tribunal. Bolsonaro foi eleito presidente da República, em segundo turno, em outubro deste ano, com 57,7 milhões de votos.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante formatura de oficiais combatentes do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no RJ, no início deste mês  — Foto: Wilton Junior/Estadão ConteúdoO presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante formatura de oficiais combatentes do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no RJ, no início deste mês — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O presidente da República eleito Jair Bolsonaro (PSL) retorna nesta segunda-feira (10) a Brasília para a cerimônia de entrega do diploma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirma o resultado da eleição deste ano.

A chamada “diplomação” é uma cerimônia que atesta que o candidato foi efetivamente eleito pelo povo e, por isso, está apto a tomar posse no cargo, a partir de janeiro ano que vem.

O evento está marcado para as 16h no plenário do TSE. O mandato de Bolsonaro, e do vice de sua chapa, o general Hamilton Mourão (PRTB), irá de 2019 a 2022.

Capitão reformado do Exército e deputado federal desde 1991, Bolsonaro foi eleito o 38º presidente da República ao vencer a corrida presidencial no segundo turno realizado em 28 de outubro. Ele recebeu 57,7 milhões votos, contra 47 milhões do candidato do PT, Fernando Haddad.

O resultado da eleição encerrou o ciclo de quatro vitórias consecutivas do PT (duas com Luiz Inácio Lula da Silva e duas com Dilma Rousseff).

Contas da campanha

De acordo com o TSE, a entrega dos diplomas ocorre depois de terminado o pleito, apurados os votos e passados os prazos de questionamento e de processamento do resultado das eleições

Para receber o diploma, os candidatos eleitos devem estar com o registro de candidatura deferido e as contas de campanha julgadas. O próprio TSE aprovou na semana passada, com ressalvas, as contas da campanha de Bolsonaro e Mourão.

Conforme a prestação entregue pelos advogados de Bolsonaro, a campanha arrecadou R$ 4,3 milhões e gastou R$ 2,8 milhões.

A cerimônia

A diplomação de Bolsonaro e Mourão está marcada para das 16h. A cerimônia será realizada em uma sessão solene no plenário do TSE.

Os diplomas de presidente da República e de vice-presidente são assinados pela atual presidente do TSE, ministra Rosa Weber.

O tribunal informou que cerca de 700 pessoas foram convidadas para assistir à solenidade. Os convidados ficarão no plenário e em dois auditórios.

De acordo com o TSE, Rosa abrirá a sessão e escolherá outros dois ministros da Corte para conduzirem Bolsonaro e Mourão até o plenário.

Após a execução do hino nacional, o presidente e o vice receberão os respectivos diplomas. Na sequência, Bolsonaro fará seu discurso, seguido pela fala de Rosa, que encerrará a cerimônia.

Sistema eleitoral

Bolsonaro retornará ao TSE depois anunciar no fim de semana o desejo de enviar ao Congresso Nacional um projeto com mudanças no sistema de votação do país, realizado por meio de urnas eletrônicas.

O presidente eleito é defensor antigo do voto impresso como forma de auditar as votações. Durante a campanha, ele afirmou que havia risco de “fraude” na eleição e chegou a dizer que não aceitaria um resultado que não fosse a sua vitória.

“Nós queremos ter um sistema que possa ser auditado. Nós queremos uma urna eletrônica que tenha uma maneira de, ao havendo qualquer desconfiança, você ter uma comprovação”, afirmou Bolsonaro no domingo (9).

“Um projeto de lei modificando um pouquinho a forma de votação, como se fosse em voto impresso, mas vai ter uma forma mais atualizada do que essa”, acrescentou.

Após ser eleito, Bolsonaro visitou o TSE e, diante dos ministros, se desculpou por “caneladas” durante a campanha. Aos jornalistas, ele informou que apresentaria primeiro ao tribunal propostas de mudanças no sistema de votação.

Agenda

Bolsonaro trabalhará em Brasília até quarta-feira (12), de acordo com a assessoria do governo de transição.

O presidente eleito receberá os governadores eleitos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além das bancadas do PSD, DEM, PSL, PP e PSB.

Bolsonaro iniciou na semana passada as negociações com partidos. Antes, ele priorizou as conversas com bancadas temáticas. A bancada ruralista, por exemplo, indicou a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS).

Segunda-feira (10)

  • 10h: decolagem do Rio de Janeiro
  • 12h: almoço Granja do Torto
  • 16h: cerimônia de diplomação no TSE

Terça-feira (11)

  • 9h: encontro com representantes de polícias militares
  • 10h: despachos internos
  • 14h30: reunião com o governador eleito de Santa Catarina, comandante Moisés (PSL)
  • 16h30: reunião com a bancada do PSD

Quarta-feira (12)

  • 9h: visita ao Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal
  • 11h: reunião com a bancada do DEM
  • 12h: almoço da turma de 1977 da Aman no Clube do Exército
  • 14h30: reunião com o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB)
  • 15h: reunião com a bancada do PSL
  • 16h30: reunião com a bancada do PP
  • 17h30: reunião com a bancada do PSB

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Publicado em 10 de dezembro de 2018 por
Publicado em 10 de dezembro de 2018 por

Acidente aconteceu na Avenida Humberto Monte, no Bairro Parquelândia.

Os moradores deram um calção para o motorista "despido" vestir. Em seguida, ele fugiu. — Foto: Leábem Monteiro/TV DiárioOs moradores deram um calção para o motorista “despido” vestir. Em seguida, ele fugiu. — Foto: Leábem Monteiro/TV Diário

Um motorista acidentado foi encontrado pelado, dentro do próprio carro, por moradores, na noite deste domingo (9), no Bairro Parquelândia, em Fortaleza.

Segundo a Polícia Militar, o motorista nu bateu em um carro que estava estacionado e, em seguida, capotou na Avenida Humberto Monte. Os moradores precisaram quebrar os vidros do automóvel para que ele saísse. Ainda segundo a polícia, o condutor apresentava sinais de embriaguez.

Os populares deram um calção para o motorista “despido” vestir, mas foram surpreendidos porque, logo em seguida, o condutor desapareceu.

No carro, o motorista deixou uma carteira porta cédulas, cartões de crédito, celular e uma cueca. Ninguém soube informar quem era o motorista.

Até a manhã desta segunda-feira (10), o motorista ainda se encontrava desaparecido.

No carro, o motorista deixou uma carteira porta cédulas, cartões de crédito, celular e uma cueca. — Foto: Leábem Monteiro/TV DiárioNo carro, o motorista deixou uma carteira porta cédulas, cartões de crédito, celular e uma cueca. — Foto: Leábem Monteiro/TV Diário

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Publicado em 7 de dezembro de 2018 por

Presidente eleito participaria de cerimônia de formação de cadetes da Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP), mas saiu de Brasília na manhã desta sexta e viajou direto para casa.

twtte

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), desmarcou os compromissos previstos para esta sexta-feira (7) e voltou de Brasília direto para o Rio de Janeiro, segundo ele, por recomendação médica.

Em publicação no Twitter, Bolsonaro afirma que em razão da “extensa rotina e agenda nos últimos dias e poucas horas de sono” recebeu recomendação para repousar nesta sexta.

Bolsonaro era esperado, na manhã desta sexta, em cerimônia de formação de cadetes da Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP). De lá, ele iria para o Rio de Janeiro, segundo agenda divulgada por sua assessoria.

O presidente eleito tem acompanhado solenidades das Forças Armadas. Na última semana, ele assistiu à solenidade de formatura de cadetes aspirantes a oficial do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), na cidade de Resende, no Rio de Janeiro.

Semana em Brasília

Bolsonaro chegou na terça-feira (4) a Brasília, onde fez reuniões de trabalho na Granja do Torto e no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do gabinete de transição.

O presidente eleito recebeu quatro bancadas de partidos (MDB, PRB, PR e PSDB) e diplomatas e realizou reuniões com a equipe de futuros ministros. Ele ainda definiu que a pastora evangélica e advogada Damares Alves será a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos de seu governo.

Após a vitória na eleição presidencial, no final de outubro, Bolsonaro adotou o hábito de passar parte da semana em Brasília para encontros com políticos, autoridades e integrantes da equipe de transição.

O presidente eleito também tem recebido visitas em sua residência no Rio de Janeiro e participado de cerimônias militares. No último domingo (3), ele foi a São Paulo para acompanhar o jogo Palmeiras x Vitória pela última rodada do Brasileirão. Torcedor do Palmeiras, Bolsonaro participou da entrega da taça do time, campeão brasileiro de 2018.

Saúde

Bolsonaro ainda se recupera de um atentado a faca do qual vítima durante a campanha eleitoral. Ele teve o abdômen perfurado por uma faca, passou por cirurgias e ficou três semanas internado.

O presidente eleito utiliza no momento uma bolsa de colostomia. Ele passaria por uma cirurgia em 12 de dezembro para retirar a bolsa, porém, a equipe médica do Hospital Albert Einstein decidiu adiar o procedimento. Novo exames serão realizados em janeiro, após a posse de Bolsonaro.

Bolsonaro tem previsão de retornar a Brasília na próxima semana. Na segunda-feira (10) ocorre a sessão solene, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de diplomação do presidente da República eleito e de seu vice, general Hamilton Mourão. Os diplomas eleitorais habilitarão Bolsonaro e Mourão a tomar posse para exercer os mandatos a partir de 1º de janeiro de 2019.

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Publicado em 7 de dezembro de 2018 por

Novo diretor-geral da PRF será Adriano Marcos Furtado. Futuro ministro da Justiça também informou que advogado Luciano Timm será o secretário nacional do Consumidor.

O novo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Marcos Furtado, em imagem de 6 de setembro — Foto: Polícia Rodoviária Federal / DivulgaçãoO novo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Marcos Furtado, em imagem de 6 de setembro — Foto: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, anunciou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Rodoviária Federal será chefiada por Adriano Marcos Furtado, atual superintendente da PRF no Paraná.

Natural de Curitiba, Furtado é policial rodoviário federal desde 1994. No Paraná, ele exerceu, entre outros cargos, os de chefe da Delegacia Metropolitana de Curitiba da PRF, chefe do Núcleo de Apoio Técnico e chefe da Seção de Recursos Humanos. Furtado está desde 2016 à frente da superintendência da PRF no Paraná.

Moro fez o anúncio durante rápido pronunciamento no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do gabinete de transição do governo de Jair Bolsonaro.

O ex-juiz destacou que a PRF deve manter a cooperação com outras forças policiais, a exemplo da Polícia Federal, para auxiliar na segurança pública. Segundo ele, Furtado manteve parcerias do gênero do Paraná.

“A gestão dele no Paraná é muito elogiada pelos seus pares e pelos seus comandados, inclusive igualmente pelas parcerias profícuas com a Polícia Federal do Paraná”, disse.

Sérgio Moro anuncia no CCBB futuro diretor-geral da PRF — Foto: Guilherme Mazui, G1Sérgio Moro anuncia no CCBB futuro diretor-geral da PRF — Foto: Guilherme Mazui, G1

Defesa do consumidor

Moro também informou que o futuro secretário nacional do Consumidor será o advogado Luciano Timm

Timm é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), com mestrado e doutorado na área pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

 Em seu currículo Lattes, Timm informou que realizou pesquisa de pós-doutorado na Universidade da Califórnia (Estados Unidos) e que desenvolve atividade de professor em universidades. Ele presidiu a Associação Brasileira de Direito e Economia (ABDE).

Ao anunciar o nome de Timm, Moro reconheceu que não “transita tão bem” na área de direito do consumidor e destacou a formação acadêmica de Timm.

A intenção do futuro ministro é incentivar ações preventivas para reduzir conflitos entre consumidores e fornecedores.

“Há uma intenção de tentar atuar mais preventivamente nestes conflitos entre fornecedores e consumidores para tentar evitar que isso seja pulverizado em inúmeros conflitos individuais”, explicou Moro.

O futuro secretário nacional de Defesa do Consumidor, o advogado Luciano Benetti Timm — Foto: Gustavo Lima, STF

O futuro secretário nacional de Defesa do Consumidor, o advogado Luciano Benetti Timm — Foto: Gustavo Lima, STF

Outros nomes

Confira outros nomes já anunciados por Moro para a equipe do Ministério da Justiça e Segurança Pública:

  • Maurício Valeixo (Diretoria-geral da Polícia Federal);
  • Rosalvo Ferreira (Secretaria de Operações Policiais Integradas);
  • Fabiano Bordignon (Departamento Penitenciário Nacional);
  • Érika Marena (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional – DRCI);
  • Luiz Pontel (Secretaria Executiva do Ministério da Justiça);
  • General Guilherme Theophilo (Secretaria Nacional de Segurança Pública);
  • Luiz Roberto Beggiora (Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas – Senad);
  • Roberto Leonel (Conselho de Controle de Atividades Financeiras – Coaf)

Ex-motorista de Flávio Bolsonaro

Ao final de entrevista, repórteres perguntaram se Moro poderia comentar um relatório do Coaf que identificou R$ 1,2 milhão em movimentações financeiras consideras suspeitas de um ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito.

O futuro ministro da Justiça deixou o local da entrevista sem comentar o caso.

O relatório foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. A GloboNews também teve acesso ao documento.

O relatório registrou que Fabrício José Carlos de Queiroz, que trabalhou de motorista de Flavio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), movimentou R$ 1.236.838 entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017, valores que foram considerados suspeito pelo conselho.

O documento revelou saques em espécie no total de R$ 324.774, e R$ 41.930 em cheques compensados. A atual mulher de Jair Bolsonaro, a futura primeira-dama Michelle aparece como favorecida em um cheque de R$ 24 mil.

Flávio Bolsonaro se manifestou por uma rede social sobre o caso. “Fabrício Queiroz trabalhou comigo por mais de dez anos e sempre foi da minha confiança. Nunca soube de algo que desabonasse sua conduta. Em outubro foi exonerado, a pedido, para tratar de sua passagem para a inatividade. Tenho certeza de que ele dará todos os esclarecimentos”, escreveu o senador eleito.

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Publicado em 7 de dezembro de 2018 por

Governador está preso há oito dias e precisa se perfilar diante do pavilhão às sextas.

Pezão perfilado no hasteamento da bandeira na Unidade Prisional da PM, em Niterói — Foto: Francisco de Assis/TV GloboPezão perfilado no hasteamento da bandeira na Unidade Prisional da PM, em Niterói — Foto: Francisco de Assis/TV Globo

O governador Luiz Fernando Pezão, preso desde o dia 29 de novembro em quartel da Polícia Militar em Niterói, Região Metropolitana do Rio, participou na manhã desta sexta-feira (7) do hasteamento da bandeira no pátio da unidade. Atender à cerimônia é uma das obrigações do político, pego na Operação Boca de Lobo.

Pezão estava num grupo à parte, distante do mastro e do pelotão mais numeroso. Vestia o uniforme da cadeia – camisa branca e short preto – e calçava sandálias.

A regra da cadeia obriga os detentos a se perfilar diante do pavilhão todas as sextas-feiras, às 8h e às 18h. Pezão está sozinho em uma sala sem grades, mas monitorado por câmeras, e cumpre todas as regras aplicadas aos demais internos, como tomar sol diariamente e comer as refeições servidas a todos.

Pezão não estava no pelotão perfilado diante do mastro; governador ficou em grupo à parte — Foto: Francisco de Assis/TV GloboPezão não estava no pelotão perfilado diante do mastro; governador ficou em grupo à parte — Foto: Francisco de Assis/TV Globo
Cãozinho passeia perto de Pezão no pátio da Unidade Prisional — Foto: Francisco de Assis/TV GloboCãozinho passeia perto de Pezão no pátio da Unidade Prisional — Foto: Francisco de Assis/TV Globo
Batalhão Prisional da Polícia Militar em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, onde Pezão está preso — Foto: Reprodução/ TV GloboBatalhão Prisional da Polícia Militar em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, onde Pezão está preso — Foto: Reprodução/ TV Globo

A Operação Boca de Lobo

De acordo com as investigações, Pezão não só fez parte do esquema de corrupção de Sérgio Cabral como também desenvolveu um mecanismo próprio de desvios quando seu antecessor deixou o poder.

Os advogados de defesas do governador, Flávio Mirza e Diogo Malan, afirmaram em nota que Pezão respondeu a todas as perguntas e negou, “veementemente”, as acusações.

Pezão chega escoltado pela PF à sede da superintendência, na Praça Mauá — Foto: Yuri Apoena/TV Globo

Pezão chega escoltado pela PF à sede da superintendência, na Praça Mauá — Foto: Yuri Apoena/TV Globo

Segundo o MPF, há provas documentais do pagamento em espécie a Pezão de quase R$ 40 milhões, em valores de hoje, entre 2007 e 2015. De acordo com o MPF, o valor é incompatível com o patrimônio declarado pelo emedebista à Receita Federal.

A Operação Boca de Lobo decorreu de colaboração premiada homologada no Supremo Tribunal Federal e de documentos apreendidos na residência de um dos investigados na Operação Calicute. Além das prisões de Pezão e mais oito pessoas, o ministro Felix Fischer também autorizou buscas e apreensões em endereços ligados a 11 pessoas físicas e jurídicas.

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Publicado em 7 de dezembro de 2018 por

Dois suspeitos do crime foram presos, conforme o secretário da Segurança do Ceará. Prefeito de Milagres informou que duas crianças estão entre as vítimas.

Polícia trocou tiros com os bandidos e impediu o ataque; 12 pessoas morreram no Ceará — Foto: GloboNews/ ReproduçãoPolícia trocou tiros com os bandidos e impediu o ataque; 12 pessoas morreram no Ceará — Foto: GloboNews/ Reprodução

Um grupo de criminosos armados e com reféns tentou assaltar duas agências bancárias da cidade de Milagres, na Região do Cariri do Ceará, na madrugada desta sexta-feira (7). Houve intensa troca de tiros e pelo menos 12 pessoas morreram, segundo informou a a Secretaria da Segurança do Ceará. Dois suspeitos de participação na tentativa de assalto foram presos, conforme o secretário da Segurança, delegado André Costa.

A Coordenadoria de Medicina Legal (Comel) da Perícia Forense (antigo IML) da cidade de Juazeiro do Norte, que recolheu os corpos, havia informado, inicialmente, que 13 pessoas morreram no tiroteio. No entanto, em nota, a Secretaria de Segurança do Estado confirmou 12 óbitos. Um outro suspeito foi ferido durante a troca de tiros e está internado em um hospital da cidade.

De acordo o prefeito de Milagres, Lielson Landim, entre os mortos estão duas crianças, que eram feitas reféns pelo grupo criminoso. No total, seis reféns morreram no confronto, sendo cinco da mesma família, conforme a polícia. Ainda não foram identificados todos os mortos no confronto.O prefeito de Milagres disse que a família ia para Serra Talhada, em Pernambuco, quando passou por um trecho interditado na rodovia BR-116, na altura da ponte sobre o riacho Tamanduá, e foi sequestrada. A quadrilha utilizou um caminhão para bloquear a via e parar o veículo das vítimas.

Segundo o prefeito, os reféns foram executados pela quadrilha ao serem abordados pela polícia. Entre as vítimas estão um empresário de Serra Talhada e o filho dele. Pai e filho foram até o Ceará buscar três familiares que vinham de São Paulo para passar os festejos de fim de ano em Serra Talhada

O sexto refém morto, ainda não identificado, seria da cidade de Brejo Santo e também foi parado na rodovia.

A tentativa de roubo aconteceu por volta de 2h17 da madrugada. Houve confronto entre os policiais e os criminosos. Diversos carros da PM foram usados para conter a quadrilha. Devido à ação da Polícia Militar, o grupo criminoso não conseguiu levar o dinheiro de nenhum dos estabelecimentos bancários. Os dois bancos ficam na Rua Presidente Vargas, no Centro do município, que tem 28 mil habitantes.

A Secretaria da Segurança Pública informou que, além dos dois presos, os policiais militares apreenderam uma pistola 9 milímetros, um revólver calibre 38, uma arma calibre 12 e explosivos. Três veículos envolvidos na ocorrência, sendo um Celta e duas caminhonetes, foram apreendidos, conforme o órgão.

Trabalho policial

Sobre o ocorrido, o titular da secretário André Costa afirmou que “confia no trabalho da polícia”. “É muito difícil você, de longe, fazer um julgamento sobre a ação dos policias lá no meio do tiroteio. Policiais, outras pessoas e cidadãos podem ser alvos dos disparos. Neste momento é muito difícil a gente tá julgando a atuação dos polciais”, pontuou.

André Costa acrescentou que um dos suspeitos presos afirmou que a quadrilha atirou nos reféns. “Um dos criminosos presos acabou dizendo que matou pessoas que estavam no local e não eram da quadrilha. Mas toda informação é insuficiente. Vai acontecer o trabalho da perícia e a investigação. Confio muito no trabalho da nossa polícia”, disse André Costa.

Agentes da Perícia Forense do Ceará informaram que dois veículos foram acionados para recolher os corpos e, em seguida, realizar a identificação das pessoas. A Polícia Militar acrescentou que equipes realizam investigações na região, com objetivo de identificar e prender o restante do grupo, que conseguiu fugir.

Durante essas buscas, um homem com um colete balístico foi encontrado morto dentro de uma caminhonete. Ele ainda não foi identificado, mas a polícia suspeita que ele seja um dos assaltantes que tentou fugir.

Pelo menos 12 corpos foram recolhidos após o confronto entre a polícia e os criminosos — Foto: Edson Freitas Pelo menos 12 corpos foram recolhidos após o confronto entre a polícia e os criminosos — Foto: Edson Freitas

Serviços suspensos

Após o ocorrido, a Prefeitura de Milagres orientou que os moradores da cidade não saíssem mais das residências. Em nota, a prefeitura comunicou que os serviços públicos foram suspensos nesta sexta-feira.

“A medida é tomada em concordância com as orientações do comando da Polícia Militar, que nesse momento conta com o apoio de helicópteros da Ciopaer e um grande efetivo de policiais que estão em diligência no centro e imediações da cidade, na captura de bandidos que empreenderam fuga nesta manhã. A recomendação é que todos permaneçam em suas casas até que a ordem seja restabelecida”, informou.

‘Madrugada de horror’

Segundo o comerciante e agricultor Mendonça de Santa Helena, a troca de tiros durou cerca de 20 minutos. “Nunca tinha visto algo parecido. Eu fiquei dentro de casa abaixado e com medo. Ouvi gritaria e pessoas chorando. Foi horrível”, relatou o comerciante.

Ainda segundo Mendonça, depois que o grupo fugiu, deu para perceber que, pelo menos, seis pessoas estavam no chão e apresentando sangramentos. No início do dia, segundo o comerciante, policiais que realizam a segurança da cidade, afirmaram que dez pessoas deram entrada no Hospital Municipal de Milagres, vítimas do tiroteio.

“Um policial afirmou para gente que, pelo menos, dez pessoas estavam no hospital. Pelo menos uns sete já tinham morrido e outros em estado muito grave”, disse.

Rodovia bloqueada

A Polícia Rodoviária Federal do Ceará (PRF-CE) solicitou que os motoristas evitassem a rodovia BR-116, que dá acesso à entrada ao município de Milagres. Conforme a PRF, um caminhão foi abandonado pelo grupo na via para impedir o tráfego de veículos.

Caminhão ficou atravessado na rodovia, impedindo a passagem de outros veículos — Foto: Reprodução/TV Verdes MaresCaminhão ficou atravessado na rodovia, impedindo a passagem de outros veículos — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

Uma das alternativas é a CE-384. A polícia confirmou que o bloqueio tem ligação com a tentativa de assalto às agências bancárias da cidade.

Caminhão foi usado pelos criminosos para bloquear um trecho da BR-116 — Foto: PRF/DivulgaçãoCaminhão foi usado pelos criminosos para bloquear um trecho da BR-116 — Foto: PRF/Divulgação

2º ataque na madrugada

Ainda durante a madrugada, um outro grupo armado explodiu uma agência bancária no município de Itatira, que fica no Sertão Central do Ceará. Segundo informações da Polícia Militar, cerca de 15 homens participaram do crime. A polícia informou que o grupo estava armado de fuzis, pistolas, espingardas e explodiram a agência por volta da 3 horas.

 Segundo o Sindicato dos Bancários do Ceará, pelo menos 44 ataques contra bancos foram registrados neste ano no Ceará.

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Publicado em 7 de dezembro de 2018 por

Marcos Henrique de Oliveira desceu do ônibus assim que viu o acidente. ‘Tira as crianças, tira as crianças, e quando chegou perto dele, ele não tinha mais pulso”, contou.

Motorista gritou para retirar crianças antes de morrer, diz jovem sobre escolar atingido por árvore em BHReprodução/TV Globo

“Tira as crianças, tira as crianças, e quando cheguei perto dele, ele não tinha mais pulso”, contou Marcos Henrique de Oliveira, de 22 anos, sobre o pedido feito, instantes antes de morrer, pelo motorista da van escolar atingida por uma árvore na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O acidente ocorreu na noite desta quinta-feira (6) durante a tempestade que atingiu a capital mineira .

A vítima foi identificada como Ranur Pierre da Silva Carneiro. O corpo está no Instituto Médico Legal (IML) para exames. Ele deve ser enterrado neste sábado (8), no Cemitério da Paz, na Região Noroeste.

Oliveira contou que foi o primeiro a chegar perto da van após o acidente na Avenida Nossa Senhora do Carmo. Ele retornava do trabalho no ônibus 5106. Em seguida, equipes do Corpo de Bombeiros chegaram ao local.

“Eu estava dentro do ônibus e eu escutei o barulho e viu umas explosões. Olhei pela janela e vi as árvores caídas e os carros. Eu falei com o motorista que eu era socorrista de resgate, pedi para ele abrir a porta. Cheguei, olhei a situação. Escutei o barulho dos meninos gritando dentro da van, aí escutei o motorista gritando para eu tirar as crianças”, explicou. O jovem disse que tem formação em socorrista de resgate, mas não atua profissionalmente.

As cinco crianças foram retiradas. “Arrebentei o cinto de segurança [da que estava presa na frente] e tirei ela lá de dentro. Aí quando eu dei a volta, infelizmente o motorista já estava em óbito”, reafirmou. Ele acompanhou os trabalhos no local até por volta das 22h e amanheceu com o sentimento de tristeza. “Triste. Ainda estou tentando entender o que aconteceu”, disse.

O empresário Leonardo Meyer também contou que ajudou no resgate e que o motorista estava muito machucado. “Quando tentei conversar com o motorista, ele não respondia nada. Estava muito esmagado, porque a árvore caiu exatamente em cima dele”.

As crianças passam bem, segundo uma das famílias. “Eles não têm consciência do que infelizmente aconteceu com o motorista. Meu filho tá bem, tá ileso, nenhuma criança sofreu arranhão, nenhuma com semblante de que está em estado de choque, todas estão bem”, disse Arthur Brant.

No carro ao lado havia outras duas pessoas, que também foram retiradas. Foi preciso estourar o vidro.

Árvore cai sobre van na Avenida Nossa Senhora do Carmo, em BH, e motorista fica preso às ferragens — Foto: Danilo Girundi/TV GloboÁrvore cai sobre van na Avenida Nossa Senhora do Carmo, em BH, e motorista fica preso às ferragens — Foto: Danilo Girundi/TV Globo

A árvore que caiu era de grande porte e ficava na rotatória, no início da Rua Major Lopes. O motorista ficou preso às ferragens, e a árvore precisou ser cortada para o resgate do corpo. Os trabalhos demoraram cerca de três horas, pois a região estava energizada. A morte foi confirmada por volta das 21h40.

O tenente Sérgio Magalhães, do Corpo de Bombeiros, falou sobre as dificuldades do resgate. O acidente atingiu cabos de energia.

“A gente teve no início o acionamento apenas para uma árvore. Quando chegamos ao local é que a gente constatou que eram quatro árvores. A primeira árvore veio a puxar mais duas outras árvores e cair sobre uma quarta árvore. O nosso maior risco era retirar uma vítima que estava presa às ferragens. Somente após a atuação da Cemig é que o Corpo de Bombeiros teve condições de estar atuando”, explicou. Um quinto arbusto que apresentava risco de queda foi cortado.

Equipe dos bombeiros e da prefeitura trabalharam na remoção de árvores e veículos após temporal em BH — Foto: Reprodução/TV GloboEquipe dos bombeiros e da prefeitura trabalharam na remoção de árvores e veículos após temporal em BH — Foto: Reprodução/TV Globo
Carros foram atingidos por árvores na Savassi, em Belo Horizonte, durante temporal na noite de quinta-feira (6) — Foto: Reprodução/TV GloboCarros foram atingidos por árvores na Savassi, em Belo Horizonte, durante temporal na noite de quinta-feira (6) — Foto: Reprodução/TV Globo

Falta de luz

Ao menos quatro regiões de Belo Horizonte estão sem luz na manhã desta sexta-feira (7) após a chuva que atingiu a cidade na última noite. O número de consumidores afetados ainda não foi informado. A tempestade causou estragos na cidade e uma morte na Região Centro-Sul.

Segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), alguns dos bairros mais afetados são Sion e Santa Efigênia, na Região Centro-Sul, e Caiçara, na Noroeste. Pampulha e Venda Nova também tem áreas com falta de luz.

Segundo a empresa, houve reforço no atendimento, mas a equipe não foi suficiente. A previsão é normalizar o fornecimento de luz ao longo do dia.

A empresa informou que durante o temporal houve a incidência de 175 raios. Os ventos foram fortes e, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), atingiram 76 km/h às 19h na Região Oeste e 55 km/h por volta das 20h na Região da Pampulha.

Em alguns bairros de Belo Horizonte, a chuva veio acompanhada de granizo.

Mais estragos

Uma árvore de grande porte foi arrancada pela raiz no bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha. O tronco e a copa tomaram conta da calçada e parte da rua. Também houve queda de arbustos em outros pontos da cidade. A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil informou ao menos 12 ocorrências.

Árvore de grande porte cai durante tempestade no bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha — Foto: Reprodução/TV GloboÁrvore de grande porte cai durante tempestade no bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha — Foto: Reprodução/TV Globo

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura de Belo Horizonte estão nas ruas, assim como técnicos da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que reparam fiações danificadas.

Também houve danos em ruas dos bairros Sion e Anchieta, onde ocorreram outras quedas, que levaram ao corte da luz e desligamento de semáforos. Na manhã desta sexta-feira (7), havia interdições na Av. Nossa Senhora do Carmo, ruas Major Lopes e Uruguai. Por volta das 7h15, foi parcialmente liberado.

O vento forte gerou outros prejuízos. Um galpão foi destelhado na Rua Mário de Melo, no bairro Alípio de Melo, na Região da Pampulha. A cobertura foi arrancada e atingiu parte da via, que foi parcialmente fechada. Já no bairro Castelo, o toldo da garagem de um condomínio não resistiu à força dos ventos.

Ainda na última noite, dois carros foram atingidos na Avenida Getúlio Vargas, na Savassi, na mesma região. A Avenida Afonso Pena foi fechada na altura da Praça da Milton Campos, no sentido Mangabeiras. Outra árvore caiu e atingiu carros em frente a um shopping, no centro. No bairro Floresta e Santa Teresa, a situação foi semelhante.

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Publicado em 6 de dezembro de 2018 por

Presidente eleito reúne equipe em Brasília para detalhar ministérios. Bolsonaro terá 22 pastas em seu governo e ainda não definiu os titulares de Meio Ambiente e Direitos Humanos.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante conversa com parlamentares nesta quarta-feira (5) em Brasília — Foto: Rafael Carvalho/Governo de transiçãoO presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante conversa com parlamentares nesta quarta-feira (5) em Brasília — Foto: Rafael Carvalho/Governo de transição

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), se reúne na manhã desta quinta-feira (6) com os futuros ministros para discutir a estrutura do governo terá início no próximo ano.

O encontro está previsto para começar às 10h no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do centro de transição de governo.

Ministro que coordena a transição e futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, apresentará ao presidente eleito uma sugestão de “desenho consolidado” da nova divisão da estrutura do governo federal.

Na segunda-feira (3), Onyx anunciou que o novo governo terá 22 ministérios. A composição terá sete ministérios a menos do que os 29 que existem atualmente. Durante a campanha, Bolsonaro falou em governar com “no máximo” 15 pastas.

O presidente eleito anunciou até o momento 20 integrantes da equipe ministerial. Ele ainda não definiu os titulares das pastas do Meio Ambiente e dos Direitos Humanos.

Onyx Lorenzoni durante entrevista à imprensa nesta segunda-feira (3) em Brasília — Foto: Rafael Carvalho/Governo de transiçãoOnyx Lorenzoni durante entrevista à imprensa nesta segunda-feira (3) em Brasília — Foto: Rafael Carvalho/Governo de transição

Bolsonaro chegou ao CCBB por volta das 8h40 desta quinta. O presidente eleito está deste terça (4) em Brasília, onde teve a primeira rodada de reuniões com bancadas de partidos na Câmara dos Deputados.

Bolsonaro recebeu as bancadas do MDB, PRB, PR e PSDB. Das quatro legendas, o PR foi a única que informou que estará “oficialmente” na base do futuro governo. O partido, contudo, não garantiu votos para aprovar a reforma da Previdência em 2019.

Funai e Trabalho

Segundo a assessoria do governo de transição, Bolsonaro receberá uma sugestão de estrutura de seu governo.

Os futuros ministros discutiram na quarta, em uma reunião prévia, detalhes sobre as divisões internas de cada ministério.

Entre os pontos que esperam definição estão a divisão da estrutura do Ministério do Trabalho, que será extinto, e o destino da Fundação Nacional do Índio (Funai).

A Funai atualmente fica no guarda-chuva do Ministério da Justiça, que será comandado pelo ex-juiz Sérgio Moro.

Onyx comentou que o órgão poderia migrar para o Ministério da Agricultura, enquanto Moro disse que poderia permanecer em seu ministério. Bolsonaro, por sua vez, afirmou que a Funai irá “para algum lugar”.

O Ministério do Trabalho, de acordo com Onyx, será dividido entre as pastas da Justiça, da Economia e da Cidadania. Ele ponderou que essa divisão será melhor discutida com Bolsonaro.

O Ministério da Justiça deve cuidar da estrutura que trata dos registros sindicais, área que foi alvo de operação da Polícia Federal. A subsecretaria de economia solidária deve ficar na pasta da Cidadania e as questões de políticas públicas para o emprego no Ministério da Economia.

Casa Civil

Onyx apresentou na segunda-feira a estrutura ministerial do governo de Bolsonaro. Entre as novidades está a transferência do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), responsável por concessões e privatizações, da Secretaria Geral da Presidência para a Secretaria de Governo.

A Casa Civil também terá mudanças. A pasta, que será chefiada por Onyx, fará a articulação com o Congresso Nacional, atribuição que no momento fica com a Secretaria de Governo. Onyx terá ex-parlamentares como secretários, que auxiliarão na relação com deputados e senadores.

Bolsonaro terá uma assessoria de comunicação própria, separada da Secretaria de Comunicação (Secom), que lida, entre outras atribuições, com os contratos de publicidade do governo.

O desenho ministerial de Bolsonaro trará fusões na comparação com a divisão atual. As pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria formarão o Ministério da Economia; Desenvolvimento Social, Esporte e Cultura estarão juntos no Ministério da Cidadania; e Cidades e Integração Nacional estarão na pasta do Desenvolvimento Regional.

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Publicado em 6 de dezembro de 2018 por
O economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia — Foto: Adriano Machado/ReutersO economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia — Foto: Adriano Machado/Reuters

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, tem falado de forma clara a todos integrantes da equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro: caso a reforma da Previdência não seja aprovada no primeiro ano, o governo enfrentará enorme dificuldade.

Nas conversas internas, Guedes chega a fazer uma comparação com duas aeronaves em pleno voo.

No primeiro cenário, com a votação da reforma da Previdência, o avião faz o percurso em voo de cruzeiro. No segundo cenário, sem a aprovação da reforma, o avião não consegue manter o voo e faz uma curva descendente.

O alerta do economista – chamado de “professor” pelos integrantes da equipe de transição – tem chamado atenção até mesmo do presidente eleito.

Guedes vai além e defende a aprovação imediata de uma reforma que possa resolver o déficit estrutural, com a adoção da idade mínima e também com a equiparação da Previdência do setor público com a do privado.

E num segundo momento, ele defende a aprovação de um novo modelo de aposentadoria, para substituir o atual modelo de repartição (no qual os trabalhadores da ativa bancam a aposentadoria dos inativos), por um modelo de capitalização (em que cada trabalhador faz a própria poupança).

A própria reforma da Previdência do governo Temer já era defendida por Paulo Guedes ainda em 2016, quando o tema entrou na pauta. Em artigos publicados no jornal “O Globo”, ele chegou a defender a prioridade da pauta.

No início da transição, tentou aprovar essa reforma do governo Temer. Mas foi convencido pelos articuladores políticos de Bolsonaro de que esse Congresso atual não aprovaria o texto. Mas diante disso, passou a insistir com o próprio presidente eleito para dar prioridade máxima ao tema. Caso contrário, tem alertado que o governo corre o risco de não decolar.

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Publicado em 6 de dezembro de 2018 por

Agressões do pai à mãe do jovem eram recorrentes, segundo a polícia.

Adolescente usou um facão e uma marreta para matar o pai, em João Pessoa — Foto: TV Cabo Branco/ReproduçãoAdolescente usou um facão e uma marreta para matar o pai, em João Pessoa — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Um adolescente de 16 anos matou o pai, na noite desta terça-feira (4), para tentar defender a mãe que estava sendo agredida por ele, no bairro de Paratibe, em João Pessoa. De acordo com a perita do Instituto de Polícia Científica (IPC), Amanda Melo, o adolescente usou um facão e uma marreta para matar o pai.

A briga entre pai e filho teria começado dentro da casa da família e terminou na garagem, com a morte de Rivaldo Santana de Oliveira, de 45 anos.

Segundo a perícia, o adolescente estava muito nervoso quando a equipe do IPC chegou ao local. Além disso, ele também apresentava lesões cortantes pelo corpo. Ele contou que o pai chegou bêbado em casa e começou a bater na esposa e discutir com ela. O adolescente então tirou o pai de perto da mãe e o levou para o quarto.

Em seguida, o adolescente também foi para outro quarto, quando ouviu novamente o pai discutir com a mãe. A partir do momento que o jovem percebeu a agressão, ele pegou o facão e uma marreta e atingiu o pai, que morreu no local.

De acordo com o delegado Silvio Bardassom, a mãe do adolescente ainda não foi ouvida pela Polícia Civil, porque estava em estado de choque com a situação. No entanto, ele afirmou que pelas informações colhidas no local do crime, a violência já estava acontecendo há algum tempo.

Ainda conforme o delegado, não é possível concluir se o crime é caracterizado como legítima defesa ou homicídio. Os testemunhos e laudos vão ser analisados e só depois que a investigação for concluída é que será possível precisar a caracterização do crime.

Homem agredia esposa e filhos

O homem assassinado em João Pessoa agredia também os dois filhos, conforme informado pela promotora da Infância e Juventude, Ivete Arruda, em entrevista, nesta quarta-feira (5). Segundo a promotora, o adolescente de 16 anos confessou que matou o pai durante uma oitiva informal, realizada no Ministério Público da Paraíba. A mãe dele e o irmão mais velho, que foram declarantes, confirmaram o depoimento do rapaz.

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Publicado em 5 de dezembro de 2018 por

Número passou de 52,8 milhões em 2016 para 54,8 milhões em 2017, um crescimento de quase 4%. Já pobreza extrema aumentou 13%, passando a atingir 15,3 milhões.

Pesquisa do IBGE mostrou que todas as faixas de pobreza tiveram aumento no Brasil na passagem de 2016 para 2017 — Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilPesquisa do IBGE mostrou que todas as faixas de pobreza tiveram aumento no Brasil na passagem de 2016 para 2017 — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em apenas um ano, o Brasil passou a ter quase 2 milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza. A pobreza extrema também cresceu em patamar semelhante. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, em 2016 havia no país 52,8 milhões de pessoas em situação de pobreza no país. Este contingente aumentou para 54,8 milhões em 2017, um crescimento de quase 4%, e representa 26,5% da população (em 2016, eram 25,7%).

Já a população na condição de pobreza extrema aumentou em 13%, saltando de 13,5 milhões para 15,3 milhões no mesmo período. Do total de 207 milhões de brasileiros, 7,4% estavam abaixo da linha de extrema pobreza em 2017. Em 2016, quando a população era estimada em cerca de 205,3 milhões, esse percentual era de 6,6%.

Segundo o IBGE, é considerada em situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por mês. Já a linha de pobreza é de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a cerca de R$ 406 por mês. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global.

Segundo o IBGE, o rendimento médio mensal domiciliar per capita (a soma das rendas de todos os moradores do domicílio, dividida pelo número de pessoas) obtidas no país foi de R$ 1.511 em 2017.

Aumenta a pobreza no Brail — Foto: Infografia: Juliane Monteiro/ G1Aumenta a pobreza no Brail — Foto: Infografia: Juliane Monteiro/ G1

Distribuição da pobreza

Dos estimados 54,8 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, mais de 25 milhões estão nos estados do Nordeste. Nessa região, 44,8% da população estava em situação de pobreza em 2017.

Já na região Sul viviam 3,8 milhões de pessoas em situção de pobreza – o equivalente a 12,8% dos quase 30 milhões de habitantes dos três estados. No Sudeste, eram 15,2 milhões de pessoas, o equivalente a 17,4% da população total da região.

“O crescimento do percentual de pessoas abaixo dessa linha [de pobreza extrema] aumentou em todas as regiões, com exceção da Região Norte, onde se manteve estável”, destacou o IBGE.

Entre os estados, o Maranhão registrou a maior proporção de pobres, segundo o IBGE. No estado, mais da metade da população está abaixo da linha da pobreza. Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Piauí, Ceará, Alagoas e Bahia tinham quase metade da população pobre também.

Já Santa Catarina aparece com o menor percentual de pobres – 8,5% de sua população estava abaixo da linha de pobreza. Em todas as demais Unidades da Federação este percentual ficou acima de 13%.

26,9 milhões vivem com menos de ¼ do salário mínimo

O levantamento mostra também que em 2017 havia no país 26,9 milhões de pessoas vivendo com menos de ¼ do salário mínimo, o que equivale a R$ 234,25, já que o salário mínimo era de R$ 937 naquele ano. Este contingente aumentou em mais de 1 milhão de pessoas na comparação com o ano anterior. Em 2016, eram 25,9 milhões de brasileiros nesta condição.

No mesmo período aumentou em 1,5 milhão o número de brasileiros com renda domiciliar per capita inferior a R$ 85 por mês. Em 2016 eram 8,2 milhões de pessoas nesta condição, contingente que saltou para 9,7 milhões em 2017 – um aumento de 18,3%.

“A pobreza teve uma mudança significativa neste período. Todas as faixas de rendimento usadas para classificar a pobreza tiveram aumento”, enfatizou o analista da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Leonardo Athias.

Dentre os motivos que levaram ao aumento da pobreza no Brasil, Athias destaca a crise no mercado de trabalho, com aumento do desemprego e da informalidade, a recessão econômica intensa dos dois anos anteriores, além do corte de investimentos no Bolsa Família, programa de transferência de renda voltado justamente para as classes mais pobres.

“Quem já era pobre ficou mais pobre. Mas teve gente que ficou pobre e não o era antes”, disse o pesquisador.

Pretos ou pardos são a maioria entre os mais pobres

A desigualdade de renda permanece alta, mas os números do IBGE mostram uma leve redução do abismo entre os rendimentos de brancos e pretos.

Por faixa de renda, os pretos ou pardos representavam, em 2017, 75,2% das pessoas com os 10% menores rendimentos, contra 75,4% em 2016. Na classe dos 10% com os maiores rendimentos a participação de pretos ou pardos, por sua vez, aumentou: de 24,7% em 2016, para 26,3% em 2017.

R$ 10,2 bilhões por mês para eliminar a pobreza no Brasil

O IBGE enfatizou que “a erradicação da pobreza é um dos temas centrais da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável” e que “figura há anos nos esforços analíticos e de políticas públicas no Brasil”. Diante disso, a pesquisa apontou que para o país eliminar a pobreza extrema precisaria investir, por mês, cerca de R$ 1,2 bilhão. Já com R$ 10,2 bilhões mensais seria possível erradicar toda a pobreza do país.

“Estes valores não consideram os custos operacionais para fazer a aplicação destes recursos, ou seja, para se transferir estes valores para cada pessoa de maneira efetiva”, ressalvou o pesquisador Leonardo Athias.

Athias destacou que a pesquisa traz o rendimento médio de cada parcela da população. Assim, quando se diz que R$ 10,2 bilhões mensais eliminariam a pobreza, não significa que este valor teria de ser dividido igualmente entre os 54,8 milhões de pobres do país.

“Uns teriam que receber mais, outros menos, para que todos ultrapassarem a linha de pobreza”, enfatizou o pesquisador.

Todavia, foi construído um indicador que aponta a média de rendimento necessário para que a população pobre ascendesse de nível sócio econômico. Este indicador é chamado de “hiato da pobreza” que “mede a que distância os indivíduos estão abaixo da linha de pobreza”.

Assim, constatou-se que, em média, as pessoas vivendo em situação de extrema pobreza precisariam de apenas R$ 77 para chegar à linha da pobreza. Já as pessoas classificadas como pobres tinham R$ 187 a menos que o necessário para ultrapassar a faixa que os classificam em situação de pobreza.

O pesquisador Leonardo Athias destacou que para erradicar a pobreza “não precisa ser só através de investimento público, de programas de transferência de renda [como o Bolsa Família]”. Segundo ele, outros mecanismos, até mesmo da iniciativa privada, poderiam contribuir para melhorar a distribuição de renda.

“Com a melhoria nas condições do mercado de trabalho, você conseguiria fazer a alocação perfeita e você não teria efeito inflacionário”, disse.

Desigualdade segue em alta

A pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE mostrou ainda o quão desigual permanece a distribuição de renda no Brasil. Na média nacional, os 10% mais ricos chegam a receber 17,6 vezes mais que os mais pobres. Na divisão por capitais, essa diferença chega a 34,3 vezes – patamar alcançado por Salvador.

“No Brasil você tem pobreza e desigualdade. Se você tem desigualdade mas todo mundo é rico, tudo bem. A gravidade é a distância entre quem está na base da pirâmide daqueles que estão no topo”, disse o pesquisador do IBGE Leonardo Athias.

De acordo com o levantamento, o grupo dos 10% com os maiores rendimentos concentrava 43,1% de toda a massa rendimento, que é a soma de toda a renda do país. Já o grupo dos 40% com os menores rendimentos detiveram apenas 12,3% da massa.

IBGE mostra a diferença do rendimento médio dos 10% mais ricos na comparação com o dos 40% mais pobres no Brasil — Foto: Fernanda Garrafiel/G1IBGE mostra a diferença do rendimento médio dos 10% mais ricos na comparação com o dos 40% mais pobres no Brasil — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

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Publicado em 5 de dezembro de 2018 por

Ele teria roubado joalheria no Centro da cidade e na fuga levou a senhora.

Um assaltante foi morto após roubar a joalheria Barra Joias e fazer uma idosa refém na manhã desta quarta-feira (5) no Centro de Valença, que fica a 160 km do Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Civil, ele teria assaltado o estabelecimento e fugido em direção ao Mercado Municipal. A polícia foi acionada e houve troca de tiros.

De acordo a Polícia Militar (PM), o acusado fez menção de atirar nos policiais e ‘em ato de defesa, os policiais efetuaram o disparo contra ele’. Até a publicação desta reportagem, o corpo dele ainda estava no local.

Ainda segundo a PM, a idosa foi identificada como Tereza de Jesus Ferreira Sacramento. Ela recebeu atendimento médico e deve prestar depoimentos nos próximos dias na 91ª Delegacia de Polícia (Valença).

Testemunhas informaram que o homem anunciou o assalto e enquanto colocava as joias na mochila, a dona do estabelecimento saiu e acionou a polícia. Ao sair do estabelecimento, uma viatura passou e começou a perseguição. A idosa andava pela rua, quando foi feita refém.

Moradores que presenciaram a ação, gravaram vídeos e enviaram para o WhatsApp da TV Rio Sul. Nas imagens é possível ver o assaltante armado, segurando a vítima, enquanto um policial apontava a arma em direção a ele. No final, dá para visualizar o tiro e a idosa é solta, após ele ser atingido pelo disparo.

Número de homicídios caiu no município

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o número de homicídios caiu pela metade no município, em relação ao ano passado. Em 2017, foram registrados seis homicídios dolosos, contra três registrados em 2018.

Porém, o número de roubo a estabelecimentos comerciais aumentou na cidade. Em 2017, apenas um assalto foi registrado, contra quatro deste ano. As informações são refentes ao período de janeiro a outubro.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Valença tem 76 mil 163 habitantes.

Idosa é feita refém no Centro de Valença — Foto: Reprodução/Arquivio PessoalIdosa é feita refém no Centro de Valença — Foto: Reprodução/Arquivio Pessoal
Assaltante é morto após fazer idosa refém em Valença — Foto: Reprodução/Arquivo PessoalAssaltante é morto após fazer idosa refém em Valença — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

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Publicado em 4 de dezembro de 2018 por

Para Sérgio Etchegoyen, nova administração ‘exigirá cuidados mais precisos’. Ministro defendeu a manutenção da estrutura da Abin, mas ressaltou que decisão caberá ao futuro presidente.

O CARAImagem: WILTON JUNIOR 1.dez.2018

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, disse nesta segunda-feira (3) que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, sofreu novas ameaças.

A declaração foi dada após cerimônia no Palácio do Planalto que celebrou os 80 Anos do Gabinete de Segurança Institucional. No momento da declaração, o general falava sobre os cuidados que o novo governo terá de ter com a segurança. Ele, porém, não deu detalhes sobre as ameaças que citou.

“Eu posso te falar até 15 dias atrás. Houve, houve novas ameaças [contra Bolsonaro]”, afirmou Etchegoyen.

Perguntado sobre a possibilidade de o presidente eleito desfilar em carro aberto no dia da posse, marcada para o dia 1º de janeiro, o ministro afirmou que as condições ainda estão em negociação com a equipe de transição e recomendou cautela.

“A decisão será do presidente. Eu presidiria tudo com cautela. Nesse momento, eu tenho que me atualizar, porque passei fora duas semanas, mas eu recomendaria que todas as medidas tomadas fossem presididas por cautela”, disse.

Etchegoyen disse que a segurança da nova administração exigirá cuidados mais intensos e precisos, porque, segundo ele, Bolsonaro é alvo de agressões constantes.

“Temos um presidente que sofreu um atentado e vem sofrendo agressões constantes, basta ver nas mídias sociais, a quem tem que ser dada a garantia, não a ele, mas também ao vice- presidente, das melhores condições de governo. Certamente a segurança do presidente eleito, da nova administração, exigirá cuidados mais intensos, mais precisos.” declarou o ministro.

Na última quarta-feira (28), um dos filhos do presidente eleito, o vereador Carlos Bolsonaro afirmou no Twitter que a morte do pai “não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto”.

Durante a campanha presidencial, Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca em Juiz de Fora (MG). Após investigações, a Polícia Federal concluiu que o agressor, Adélio Bispo de Oliveira, agiu sozinho no momento do ataque e que a motivação “foi indubitavelmente política”.

Abin

Durante a entrevista, o ministro também defendeu a manutenção da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), mas afirmou que a decisão cabe ao novo presidente.

A Abin é responsável por fornecer ao presidente da República e a seus ministros análises estratégicas confiáveis, como informações relativas à segurança do Estado, relações exteriores e defesa externa.

“A direção da Abin assumiu há dois anos. Vem fazendo um belíssimo trabalho. A decisão obviamente é do presidente eleito, é do novo governo, legítimos. Mas acho que a continuidade, pelo menos por mais um pouco período que seja, consolidará os avanços particularmente na área de gestão, que eles alcançaram”, afirmou Etchegoyen.

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Publicado em 4 de dezembro de 2018 por

Defesa aponta parcialidade no julgamento de Sérgio Moro com o argumento de que ele aceitou convite para se tornar ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro.

Brasília(DF), 24/04/2017 - Luiz Inácio Lula da Silva durante evento do PT em Brasília. - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Luiz Inácio Lula da Silva durante evento do PT em Brasília. – Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar na tarde desta terça-feira (4) um novo pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além da liberdade, a defesa de Lula pede a anulação dos processos relacionados ao ex-presidente nos quais Sérgio Moro atuou como juiz federal.

Os advogados de Lula apresentaram o pedido depois de Moro, ainda como juiz responsável pela Lava Jato, ter aceitado o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para ser ministro da Justiça. Para a defesa, a aceitação do convite comprova parcialidade de Moro na condenação do ex-presidente. Lula se afirma inocente.

Lula está preso desde abril deste ano. O ex-presidente foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em processo da Operação Lava Jato a 12 anos e 1 mês de prisão. A sentença foi do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, que ampliou a pena originalmente determinada por Moro (9 anos e 6 meses de prisão).

Compõem a Segunda Turma do STF os ministros Edson Fachin (relator), Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, que julgarão o pedido de Lula.

Adiamento negado

No início da sessão, o advogado de Lula, Cristiano Zanin, pediu o adiamento do julgamento argumentando que a defesa apresentou um novo habeas corpus ao Supremo.

Por votos 3 votos a 2, esse pedido foi negado. Os ministros também negaram, sob o mesmo placar, o envio dos dois pedidos ao plenário.

O relator do habeas corpus, ministro Edson Fachin, disse que o outro pedido chegou à Corte às 23h desta segunda-feira e sequer tinha relator. Em seguida, o ministro Gilmar Mendes sugeriu que ambos os pedidos fossem levados ao plenário, para análise dos 11 ministros da Corte, mas Fachin afirmou que já estava pronto para julgar o habeas corpus na turma.

O ministro Ricardo Lewandowski disse que se tratava dde uma “questão complexa que está sendo apreciada pela primeira vez pelo STF” – a possibilidade de examinar uma suspeição de um juiz por meio de um habeas corpus – defendeu que o caso fosse levado a plenário.

Lewandowski citou que está na pauta do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a definição sobre continuidade de processos sobre Sérgio Moro, e que o Supremo poderia “influenciar” o entendimento. O CNJ analisa a questão sobre Moro no próximo dia 11. “Eu me inclinaria pelo adiamento”, afirmou.

O ministro Celso de Mello afirmou que, no novo pedido, há argumentos que não estão presentes no anterior, e votou para negar o adiamento e manter o habeas corpus na Turma. “A mim me parece que deveríamos realizar o julgamento na presente sessão”, disse. Sobre o envio da questão ao plenário, Mello considerou que, neste caso, “não há algo que merecesse a sujeição da controvérsia ao plenário”.

Última a se posicionar, a ministra Cármen Lúcia disse que não há demonstração de que há o mesmo objeto nos dois casos. “Não haveria nenhuma perda para a defesa”, disse a ministra. “Ele terá uma nova oportunidade de julgamento”, afirmou. Para a ministra, não é o caso de envio do pedido do plenário.

PGR é contra

A Procuradoria Geral da República apresentou parecer contra a liberdade do ex-presidente e apontou que a defesa faz “ilações frágeis” contra Sérgio Moro. Para a procuradora-geral, Raquel Dodge, ao colocar o trabalho de Moro sob suspeição, a defesa tenta atingir todo o Poder Judiciário.

“Tanto a condenação, quanto a prisão provisória e a inelegibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva (…), apresentam-se como elemento objetivo robusto a demonstrar que ele não é um perseguido político, mas, sim, um cidadão que está sendo, justamente, repreendido pelo Estado, em razão dos crimes que praticou”, afirmou Dodge.

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